-
⚡️ Preço reduzido ⚡️ Aproveite ⚡️ Preço reduzido ⚡️ Aproveite -
Limosilactobacillus Reuteri DSM 17938 (Probiótico) 6 bilhões por cápsula. ► 100 cápsulas
Limosilactobacillus Reuteri DSM 17938 (Probiótico) 6 bilhões por cápsula. ► 100 cápsulas
Não foi possível carregar a disponibilidade de coleta.
Compartilhar
Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é uma cepa probiótica específica de bactéria lática benéfica que coloniza naturalmente o trato gastrointestinal humano. Originalmente isolada do leite materno, tem sido extensivamente pesquisada por sua capacidade de promover a saúde digestiva, modular o equilíbrio da microbiota intestinal através da produção de compostos antimicrobianos como a reuterina, promover a função da barreira intestinal, contribuir para a motilidade gastrointestinal adequada e fortalecer a função imunológica por meio de interações com as células do sistema imunológico intestinal. Esta formulação fornece 6 bilhões de unidades formadoras de colônias (UFC) desta cepa probiótica bem caracterizada, que demonstrou capacidade de sobreviver no trato gastrointestinal e aderir ao epitélio intestinal — características importantes para exercer seus efeitos benéficos na composição da microbiota, na integridade da mucosa intestinal e na modulação das respostas imunes locais e sistêmicas.
O Microbioma em Detalhe: Mitos, Verdades e Estratégias para uma Saúde Real
No fascinante campo da saúde humana, o estudo do microbioma tornou-se uma das fronteiras mais dinâmicas e promissoras. Diariamente, novas pesquisas revelam a profunda influência que essas comunidades de microrganismos exercem sobre o nosso bem-estar geral, da digestão ao humor. À medida que nossa compreensão se expande, as estratégias para gerenciar e otimizar os microbiomas gastrointestinal, oral, cutâneo e de outros sistemas tornam-se mais eficazes, mas também significativamente mais complexas. Este artigo aprofunda conceitos-chave e desmistifica equívocos comuns para que você possa tomar decisões informadas sobre a sua saúde intestinal.
Conteúdo do artigo
- Introdução: Conceitos Fundamentais do Microbioma
- A grande diferença: alimentos fermentados versus probióticos
- Mais é melhor? O princípio da relação dose-resposta nos probióticos.
- Navegando no Mercado: Mitos e Estratégias de Marketing Enganosas
- Perguntas frequentes sobre o microbioma
- Conclusão: Rumo a uma gestão inteligente da sua saúde intestinal
Introdução: Conceitos Fundamentais do Microbioma
O microbioma humano é o conjunto de todos os microrganismos (bactérias, vírus, fungos e outros micróbios) que residem em nossos corpos. Longe de serem meros passageiros, esses seres microscópicos desempenham funções vitais para nossa sobrevivência, como digerir alimentos, produzir vitaminas essenciais e proteger contra patógenos. Um microbioma equilibrado é sinônimo de saúde, enquanto um desequilíbrio, conhecido como disbiose, está associado a inúmeras doenças crônicas. No entanto, a crescente popularidade desse tema levou a uma onda de desinformação e produtos que prometem soluções rápidas sem respaldo científico sólido. Compreender os princípios básicos é o primeiro passo para separar a ciência da ficção.
A grande diferença: alimentos fermentados versus probióticos
Um dos equívocos mais comuns é confundir o papel dos alimentos fermentados com o dos suplementos probióticos. Embora ambos possam ser benéficos, seus mecanismos de ação e seu impacto em nosso ecossistema interno são fundamentalmente diferentes. Compreender essa diferença é crucial para implementar uma estratégia eficaz para reconstruir e manter o microbioma.
O que são probióticos?
Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A característica principal de uma cepa probiótica é sua capacidade de colonizar, ou seja, se estabelecer no organismo, tornando-se um residente permanente do nosso ecossistema microbiano. Um excelente exemplo é o Lactobacillus reuteri, uma bactéria que consegue se estabelecer e prosperar no intestino delgado, no cólon e até mesmo na cavidade oral, exercendo efeitos benéficos duradouros. Outro exemplo é o Faecalibacterium prausnitzii, um importante habitante do trato gastrointestinal que produz ácido butírico, um composto vital para a saúde das células do cólon.
O papel dos alimentos fermentados
Alimentos fermentados, como iogurte, kefir, chucrute e kimchi, são ricos em microrganismos, mas estes são geralmente transitórios. Ou seja, não se estabelecem permanentemente em nosso trato digestivo. Espécies como Leuconostoc mesenteroides e Pediococcus pentosaceus, comuns em alimentos fermentados, percorrem nosso sistema digestivo, interagem com nossa microbiota residente e são excretadas. Apesar de sua natureza transitória, sua contribuição é imensamente valiosa. Acredita-se que atuem por meio de um mecanismo de "alimentação cruzada", fornecendo nutrientes e metabólitos que alimentam nossas bactérias probióticas benéficas já existentes, estimulando assim seu crescimento e atividade. Em resumo: os probióticos são os "colonizadores", enquanto os microrganismos presentes nos alimentos fermentados são os "visitantes que trazem benefícios".
Mais é melhor? O princípio da relação dose-resposta nos probióticos.
Uma das áreas menos compreendidas, mesmo dentro da comunidade científica, é a relação dose-resposta na suplementação com probióticos. Qual é a quantidade mínima de microrganismos necessária para observar um efeito clinicamente significativo? Existe um ponto de saturação a partir do qual os benefícios deixam de aumentar?
As evidências atuais sugerem que a dosagem é um fator crítico. Um estudo notável com a cepa Lactobacillus gasseri BNR17 ilustra perfeitamente esse ponto. Os participantes que consumiram uma dose diária de 10 bilhões de Unidades Formadoras de Colônias (UFC) apresentaram uma redução média de 5 cm na circunferência da cintura. No entanto, o grupo que consumiu uma dose dez vezes menor (1 bilhão de UFC) não apresentou efeito significativo em comparação com o placebo. Isso levanta questões importantes: o que aconteceria com doses ainda maiores, como 50 ou 100 bilhões de UFC? Os resultados seriam amplificados?
A maioria dos produtos comerciais oferece doses que podem ser insuficientes para produzir uma mudança real. Em contrapartida, a fermentação caseira prolongada, como o preparo de iogurtes específicos com cepas probióticas como o Lactobacillus reuteri, pode gerar concentrações microbianas massivas, potencialmente atingindo até 300 bilhões de UFC por porção. Esse nível de dosagem raramente é alcançado por suplementos comerciais e pode explicar por que muitas pessoas relatam benefícios mais significativos com preparações caseiras bem elaboradas.
Navegando no Mercado: Mitos e Estratégias de Marketing Enganosas
O mercado de probióticos está saturado de produtos que utilizam linguagem científica para promover características que, na prática, podem ser irrelevantes ou até mesmo contraproducentes. É essencial desenvolver um olhar crítico para identificar essas táticas de marketing.
Mito 1: A dupla encapsulação é sempre superior.
Muitos produtos anunciam o uso de "dupla encapsulação" ou tecnologia de revestimento entérico, prometendo proteger os microrganismos do ácido estomacal e liberá-los diretamente no cólon. Embora isso possa ser útil para certas cepas destinadas a agir no intestino grosso, trata-se de uma generalização enganosa. Muitos problemas de disbiose, como a Síndrome do Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado (SIBO), ocorrem justamente no intestino delgado. Cepas importantes como Lactobacillus reuteri e Lactobacillus gasseri são naturalmente resistentes ao ácido estomacal e aos sais biliares; elas evoluíram para sobreviver a essa jornada. Liberá-las prematuramente ou exclusivamente no cólon pode limitar sua capacidade de agir onde são mais necessárias.
Mito 2: Quanto mais espécies, melhor
A lógica de que "quanto mais, melhor" aplica-se novamente a produtos que contêm 50, 100 ou até mais espécies diferentes. À primeira vista, parece uma forma de abranger todas as possibilidades. No entanto, a realidade é que, ao dividir a dose total de UFC entre tantas cepas, a quantidade de cada espécie individual torna-se minúscula. É muito provável que a dose de cada cepa específica seja insuficiente para exercer qualquer efeito biológico significativo. Uma formulação cuidadosamente elaborada, baseada na sinergia e na colaboração entre um número limitado de cepas bem estudadas, costuma ser muito mais eficaz do que um coquetel microbiano diluído.
Mito 3: Todas as cepas incluídas são seguras e testadas.
Surpreendentemente, algumas empresas incluem em suas formulações microrganismos que não foram rigorosamente testados quanto à segurança para consumo humano. Essa prática viola as diretrizes de agências reguladoras como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA). Um consumidor informado deve sempre procurar produtos que especifiquem as cepas exatas (por exemplo, Lactobacillus rhamnosus GG) e que sejam respaldados por estudos de segurança e eficácia em humanos.
Perguntas frequentes sobre o microbioma
Por que me sinto mal (inchaço, diarreia, dificuldade de concentração) depois de tomar probióticos ou comer alimentos ricos em fibras?
Essa é uma experiência comum e frequentemente mal compreendida. A reação adversa não significa necessariamente que probióticos ou fibras prebióticas sejam "ruins" para você. Na verdade, pode ser um sinal de alerta para um problema subjacente mais sério: Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado (SIBO). O SIBO ocorre quando bactérias que normalmente residem no cólon, como E. coli ou Klebsiella, migram e colonizam o intestino delgado, onde não deveriam estar. A introdução de probióticos ou prebióticos (que são alimento para essas bactérias) causa fermentação excessiva no local errado, gerando gases e toxinas que levam a sintomas como inchaço, diarreia, confusão mental ou até mesmo erupções cutâneas. A solução não é evitar esses alimentos benéficos para sempre, mas sim diagnosticar e tratar a causa raiz do SIBO. Ignorá-lo pode levar a complicações de saúde a longo prazo.
Alimentos fermentados são suficientes para corrigir um desequilíbrio na microbiota intestinal?
Embora os alimentos fermentados sejam uma excelente ferramenta para manter e nutrir o microbioma por meio da alimentação cruzada, eles podem não ser suficientes por si só para corrigir disbioses graves ou reintroduzir cepas específicas que foram perdidas. Nesses casos, a suplementação direcionada com probióticos em altas doses de cepas específicas, juntamente com uma dieta adequada, costuma ser uma estratégia mais eficaz.
Conclusão: Rumo a uma gestão inteligente da sua saúde intestinal
O gerenciamento do microbioma é uma disciplina complexa que vai muito além da simples ingestão de um comprimido probiótico. Requer uma compreensão clara da diferença entre colonização e alimentação cruzada, a importância crucial da dosagem e a capacidade de distinguir entre ciência real e propaganda enganosa. Ao focar em estratégias baseadas em evidências, como o consumo de uma variedade de alimentos fermentados e o uso de probióticos específicos em doses adequadas, você pode assumir o controle da sua saúde intestinal de uma forma muito mais poderosa e eficaz.
O próximo passo é tornar-se um consumidor exigente. Pesquise as cepas, questione as alegações dos produtos e considere abordagens mais eficazes, como a fermentação caseira. Seu microbioma é um ecossistema complexo e único; gerenciá-lo com conhecimento é um dos investimentos mais valiosos que você pode fazer para o seu bem-estar a longo prazo.
Por que não oferecemos probióticos com múltiplas cepas?
Competição destrutiva entre linhagens
Quando várias cepas de bactérias probióticas são encontradas no mesmo produto, elas podem competir diretamente pelos mesmos recursos e espaço no seu intestino. Essa batalha microscópica pode resultar na dominância das cepas mais agressivas, eliminando ou inibindo significativamente as cepas mais benéficas, porém menos competitivas. O resultado é um desperdício do seu investimento e uma eficácia imprevisível.
Diluição da Potência e Eficácia
Produtos com múltiplas cepas geralmente contêm quantidades menores de cada cepa individual para incluir diversas variedades em uma única cápsula. Isso significa que você pode não receber a dose terapêutica necessária de nenhuma cepa específica. É como tomar vários medicamentos em doses insuficientes: tecnicamente você está consumindo "variedade", mas sem atingir os níveis necessários para benefícios reais.
Impossibilidade da Personalização Terapêutica
Seu microbioma é tão único quanto sua impressão digital. Enquanto uma pessoa pode precisar fortalecer o sistema imunológico com Lactobacillus rhamnosus, outra pode necessitar de uma digestão melhorada com Bifidobacterium longum. Produtos com múltiplas cepas forçam você a adotar uma abordagem "tamanho único" que ignora suas necessidades específicas e pode até introduzir cepas desnecessárias ou que podem ser contraproducentes para sua situação particular.
Dificuldade em identificar reações adversas
Se você apresentar efeitos colaterais ou reações indesejadas com um probiótico multicepas, é praticamente impossível identificar qual das cepas está causando o problema. Isso transforma o processo de otimização da saúde intestinal em um frustrante jogo de adivinhação, onde você não consegue eliminar a cepa problemática sem descartar todo o produto.
Falta de Evidências Científicas Específicas
A maioria dos estudos clínicos sobre probióticos é realizada com cepas únicas ou combinações muito específicas e controladas. Produtos comerciais com múltiplas cepas raramente foram submetidos a estudos rigorosos que demonstrem que sua combinação específica de cepas funciona melhor do que as cepas individuais. Essencialmente, você está pagando por um experimento sem respaldo científico sólido.
Problemas de estabilidade e sobrevivência
Diferentes cepas têm diferentes requisitos de armazenamento, níveis de pH ideais e condições de sobrevivência. Quando várias cepas são combinadas em um único produto, é impossível otimizar as condições para todas elas. Algumas cepas podem se deteriorar mais rapidamente, interrompendo completamente o equilíbrio pretendido do produto antes mesmo de chegar ao seu intestino.
Foco preciso versus esforço disperso
Preferimos uma abordagem precisa, como a de um atirador de elite, em vez de uma abordagem indiscriminada. Cada uma de nossas cepas foi selecionada por sua capacidade específica de tratar problemas particulares, com base em pesquisas sólidas e dosagem adequada. Isso permite que você construa seu protocolo probiótico estrategicamente, adicionando uma cepa por vez e avaliando seus efeitos antes de introduzir a próxima.
Maior controle e flexibilidade no tratamento.
Com probióticos de cepa única, você tem controle total sobre seu protocolo de saúde intestinal. Você pode ajustar as dosagens individualmente, introduzir cepas gradualmente, fazer rotações estratégicas e criar combinações personalizadas com base na sua resposta individual. Essa flexibilidade é impossível com produtos pré-fabricados de múltiplas cepas, que limitam você às decisões de formulação do fabricante.
Por que adicionamos FOS (frutooligossacarídeos)?
Os FOS são prebióticos específicos que atuam como combustível seletivo exclusivamente para bactérias benéficas, como o Lacticaseibacillus rhamnosus GG, criando uma poderosa sinergia que multiplica exponencialmente a eficácia do probiótico. Ao contrário de outros carboidratos que podem alimentar tanto bactérias benéficas quanto patogênicas, os FOS possuem uma estrutura molecular única que só pode ser fermentada por espécies probióticas específicas, garantindo que toda a energia nutricional seja direcionada para o fortalecimento do LGG e de outras bactérias benéficas.
Quando o LGG fermenta o FOS no cólon, produz ácidos graxos de cadeia curta, como butirato, propionato e acetato, que acidificam o ambiente intestinal, criando condições inóspitas para bactérias patogênicas e fornecendo energia direta às células do cólon. Essa fermentação seletiva pode aumentar a população viável de LGG em até 100 vezes em comparação com seu uso sem prebióticos, estabelecendo uma colonização mais robusta e duradoura.
Os FOS também estimulam a expressão de proteínas de adesão no LGG, melhorando sua capacidade de aderir firmemente ao epitélio intestinal e resistir à eliminação natural durante o trânsito intestinal. Essa adesão aprimorada é essencial para que o LGG exerça seus efeitos imunomoduladores e de fortalecimento da barreira intestinal de forma sustentada.
Além disso, a fermentação de FOS pelo LGG produz metabólitos específicos que estimulam a produção de mucina pelas células caliciformes, fortalecendo o revestimento intestinal. Os FOS também atuam como sinais moleculares que ativam genes no LGG relacionados à produção de bacteriocinas e outros compostos antimicrobianos, aumentando suas capacidades de defesa natural.
A inclusão de FOS garante que o LGG tenha acesso imediato à sua fonte de energia preferida desde o momento da administração, eliminando a dependência da dieta do usuário para fornecer os substratos necessários para uma colonização ideal. Essa combinação sinérgica garante resultados mais rápidos, consistentes e duradouros em comparação com probióticos sem suporte prebiótico.
Apoio à saúde digestiva geral e à função gastrointestinal.
Este protocolo foi desenvolvido para pessoas que buscam melhorar a função digestiva geral, promover padrões regulares de trânsito intestinal, contribuir para o conforto digestivo e apoiar a integridade da mucosa intestinal, modulando o microbioma e fortalecendo a função de barreira.
• Fase de Adaptação (Dias 1-5): Comece com meia cápsula (3 bilhões de UFC) uma vez ao dia, de preferência com o café da manhã. Esta fase permite que o trato gastrointestinal se adapte gradualmente à introdução desta cepa probiótica específica e minimiza o risco de efeitos transitórios, como alterações no funcionamento intestinal ou inchaço, que algumas pessoas podem sentir durante os primeiros dias. Para tomar meia cápsula, abra-a com cuidado e misture aproximadamente metade do conteúdo em uma pequena quantidade de alimento rico em gordura, como iogurte, smoothie ou manteiga de amendoim. Guarde a outra metade em um recipiente hermético na geladeira para usar no dia seguinte.
• Fase de manutenção (a partir do 6º dia): Aumentar para uma cápsula inteira (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia, ingerida com uma refeição principal que contenha gordura. A administração com alimentos que contenham gordura otimiza a sobrevivência do probiótico durante o trânsito gástrico, fornecendo uma barreira protetora e estimulando a secreção biliar, o que pode facilitar o estabelecimento do probiótico no intestino. O café da manhã ou o jantar são horários apropriados; escolha o que for mais conveniente para estabelecer a consistência na administração diária.
• Frequência e horário: Tome uma vez ao dia com uma refeição que contenha quantidades moderadas de gorduras saudáveis, como abacate, nozes, sementes, azeite de oliva, peixes gordos ou laticínios integrais. A consistência no horário de ingestão promove a adesão ao tratamento e pode ajudar a estabelecer níveis mais previsíveis do probiótico no intestino. Embora não haja evidências robustas de que o horário específico do dia afete drasticamente a eficácia, tomar o probiótico pela manhã permite que ele esteja presente ao longo do dia, quando a motilidade intestinal e a atividade digestiva são normalmente mais intensas.
• Duração do uso: Este probiótico pode ser usado continuamente por períodos prolongados de 3 a 6 meses para suporte digestivo geral. Após 6 meses de uso contínuo, considere uma pausa de 2 a 4 semanas para avaliar se os benefícios percebidos estão sendo proporcionados pelo probiótico. Se durante a pausa for observada uma regressão no conforto digestivo ou na regularidade, isso sugere que o uso contínuo é benéfico e pode ser reiniciado sem uma nova fase de adaptação. Se não houver alterações durante a pausa, isso pode sugerir que as melhorias foram mais duradouras ou que outros fatores estão contribuindo de forma mais significativa, e você pode optar por continuar a pausa ou reintroduzir o probiótico em uma dose menor. Para fins de manutenção a longo prazo, o uso contínuo sem pausas obrigatórias é geralmente apropriado.
• Considerações adicionais: Manter-se adequadamente hidratado, bebendo pelo menos 2 litros de água por dia, auxilia na função digestiva e na eliminação adequada. Consumir uma dieta rica em fibras prebióticas provenientes de frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas fornece substratos que os probióticos e outras bactérias benéficas podem fermentar, favorecendo seu estabelecimento e funcionamento. Evite o uso excessivo de antibióticos sempre que possível e, caso o tratamento com antibióticos seja necessário, considere um intervalo de 2 a 3 horas entre a administração do probiótico e o antibiótico para minimizar a inativação, continuando a administração do probiótico durante e após o tratamento com antibióticos para auxiliar na recolonização da microbiota intestinal.
Modulação intensiva do microbioma intestinal e restauração do equilíbrio microbiano
Este protocolo destina-se a indivíduos que procuram modular de forma mais intensiva a composição da microbiota intestinal, particularmente após desafios à microbiota, tais como o uso prolongado de antibióticos, mudanças drásticas na dieta, estresse significativo ou períodos de comprometimento da função digestiva em que se suspeita de disbiose intestinal.
• Fase de adaptação (dias 1 a 5): Comece com meia cápsula (3 bilhões de UFC) duas vezes ao dia, uma vez com o café da manhã e outra com o jantar. Essa fase de adaptação com doses divididas permite a introdução gradual de doses diárias totais mais altas, enquanto se monitora a tolerância. Tome as duas doses com refeições que contenham gordura para otimizar a sobrevivência e o estabelecimento dos probióticos.
• Fase de adaptação (dias 6 a 14): Aumente para uma cápsula completa (6 bilhões de UFC) duas vezes ao dia, uma vez com o café da manhã e outra com o jantar, para uma dose diária total de 12 bilhões de UFC. Essa dosagem dividida mantém níveis mais consistentes do probiótico no intestino ao longo do ciclo de 24 horas em comparação com uma dose única diária, potencialmente melhorando a modulação do microbioma por meio de uma produção mais sustentada de reuterina, ácido lático e outros metabólitos.
• Fase de manutenção intensiva (dias 15 a 90): Continue com uma cápsula (6 bilhões de UFC) duas vezes ao dia por mais 2 a 3 meses. Este período prolongado de dosagem intensiva permite que as alterações na composição do microbioma se desenvolvam e se estabilizem completamente. Os efeitos na abundância de diferentes espécies bacterianas, na diversidade do microbioma e na produção de metabólitos microbianos se desenvolvem gradualmente ao longo de semanas a meses de colonização probiótica consistente.
• Transição para a manutenção padrão (após o 90º dia): Após 3 meses de dosagem intensiva, a dose pode ser reduzida para uma cápsula (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia para manutenção a longo prazo. Essa redução mantém os benefícios já estabelecidos, ao mesmo tempo que diminui a quantidade total de suplemento consumida. Monitore por 2 a 4 semanas após a redução para garantir que os benefícios sejam mantidos. Se houver uma regressão perceptível, retorne temporariamente à dose de duas cápsulas diárias.
• Frequência e horário: Para administração duas vezes ao dia, administre com o café da manhã e o jantar, com um intervalo de aproximadamente 10 a 12 horas entre as doses. Essa distribuição garante a presença do probiótico ao longo do dia e da noite. Sempre tome com refeições que contenham gordura.
• Duração do ciclo: O protocolo completo de 3 meses de tratamento intensivo com altas doses, seguido de uma transição para a fase de manutenção, pode ser continuado por um total de 6 a 12 meses. Após 12 meses de uso contínuo, considere uma pausa de 4 semanas para reavaliação. Se antibióticos foram utilizados durante o protocolo, estenda a fase intensiva por mais 1 a 2 meses após o término do tratamento com antibióticos para favorecer a recolonização da microbiota intestinal.
• Considerações adicionais: Este protocolo intensivo beneficia-se particularmente do suporte dietético, incluindo o aumento do consumo de alimentos fermentados que fornecem outras cepas probióticas complementares, o consumo de prebióticos como inulina, oligossacarídeos e amido resistente que alimentam as bactérias benéficas, e a redução de fatores que podem comprometer o microbioma, como o consumo excessivo de álcool, o uso desnecessário de antiácidos que alteram o pH intestinal e o estresse crônico que pode afetar a composição microbiana através do eixo intestino-cérebro. Considere a análise do microbioma por meio de sequenciamento metagenômico antes e depois do protocolo, caso deseje uma avaliação objetiva das alterações na composição microbiana.
Suporte imunológico através da modulação da função imunológica intestinal.
Este protocolo foi desenvolvido para pessoas que buscam fortalecer a função imunológica através da modulação do sistema imunológico intestinal, da promoção de linfócitos T reguladores, do fortalecimento da função de barreira que previne a ativação imunológica inadequada e da redução da inflamação intestinal de baixo grau.
• Fase de adaptação (dias 1 a 5): Comece com meia cápsula (3 bilhões de UFC) uma vez ao dia, com o café da manhã. Essa introdução gradual permite que o sistema imunológico intestinal se adapte à presença do probiótico sem desencadear respostas imunológicas transitórias que algumas pessoas sensíveis podem apresentar.
• Fase de Manutenção Imunológica (a partir do 6º dia): Aumentar para uma cápsula inteira (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia. Para suporte imunológico geral e cuidados preventivos, uma cápsula por dia geralmente é suficiente. Para indivíduos que enfrentam desafios imunológicos frequentes ou que buscam um suporte mais robusto durante períodos de maior exposição a fatores ambientais adversos, a dose pode ser aumentada para uma cápsula duas vezes ao dia (total de 12 bilhões de UFC por dia), uma com o café da manhã e outra com o jantar.
• Protocolo Sazonal: Para suporte imunológico durante estações específicas mais desafiadoras, como outono e inverno, ou durante períodos de alta concentração de pólen para indivíduos com reatividade sazonal, inicie o protocolo de 2 a 4 semanas antes do início previsto da estação desafiadora para permitir o desenvolvimento de adaptações imunológicas. Continue durante toda a estação e por 2 a 4 semanas após o seu término. Durante esses períodos, a administração de uma cápsula duas vezes ao dia pode proporcionar um suporte mais robusto.
• Frequência e horário: Para uma dose única diária, tome com o café da manhã. Para duas doses diárias, tome com o café da manhã e o jantar. Sempre com refeições que contenham gordura. Embora a modulação imunológica pelo probiótico ocorra localmente no intestino e não dependa drasticamente do horário do dia, a consistência no horário facilita níveis mais previsíveis.
• Duração do ciclo: Para suporte imunológico geral, pode ser usado continuamente por 6 a 12 meses. Após 12 meses, considere uma pausa de 3 a 4 semanas para avaliar a função imunológica basal sem o probiótico. Se, durante a pausa, houver um aumento na frequência ou duração dos desafios imunológicos, isso sugere benefício do probiótico e o uso pode ser reiniciado. Para protocolos sazonais, use durante a estação específica por 3 a 6 meses, faça uma pausa durante a entressafra e reinicie na estação seguinte. Esse ciclo sazonal pode ser apropriado para indivíduos cujos desafios imunológicos são predominantemente sazonais.
• Considerações adicionais: O suporte imunológico por meio da modulação do microbioma é complementado por outros fatores de estilo de vida que apoiam a função imunológica, incluindo sono adequado de 7 a 9 horas por noite, o que é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico; controle do estresse por meio de técnicas como meditação ou exercícios físicos, que reduzem o cortisol (que pode suprimir a imunidade); nutrição adequada, incluindo proteína suficiente para a síntese de anticorpos e células imunológicas; e vitaminas e minerais essenciais, como vitamina D, vitamina C, zinco e selênio. O probiótico modula o sistema imunológico para respostas mais equilibradas, em vez de simplesmente estimulá-lo, o que é importante porque a estimulação imunológica excessiva pode ser contraproducente.
Fortalecimento da função de barreira intestinal e redução da permeabilidade.
Este protocolo destina-se a indivíduos que procuram fortalecer a integridade da barreira intestinal, aumentando a expressão de proteínas de junção estreita, estimulando a produção de muco, induzindo peptídeos antimicrobianos e reduzindo a inflamação que possa comprometer essa barreira.
• Fase de adaptação (dias 1 a 5): Comece com meia cápsula (3 bilhões de UFC) uma vez ao dia, junto com uma refeição rica em gorduras e de fácil digestão, evitando alimentos que possam comprometer a barreira cutânea, como alimentos muito picantes, álcool ou alimentos processados com múltiplos aditivos. Essa introdução gradual minimiza o estresse adicional em uma barreira que já pode estar comprometida.
• Fase de Reparação Intensiva (Dias 6-60): Aumentar para uma cápsula completa (6 bilhões de UFC) duas vezes ao dia, uma vez com o café da manhã e outra com o jantar, para uma dose diária total de 12 bilhões de UFC. Essa dosagem mais alta proporciona a presença sustentada do probiótico, que pode sinalizar continuamente às células epiteliais para aumentar a expressão de proteínas de junção estreita e estimular as células caliciformes a secretar muco. O período de 8 semanas permite o desenvolvimento completo das adaptações na expressão das proteínas de barreira.
• Fase de manutenção da barreira (a partir do dia 61): Após 8 semanas de dosagem intensiva, reduza para uma cápsula (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia para a manutenção a longo prazo da integridade da barreira estabelecida. Essa dose de manutenção sustenta as melhorias sem a necessidade de dosagem mais alta indefinidamente.
• Frequência e horário: Durante a fase intensiva, tome duas vezes ao dia com o café da manhã e o jantar, ambas as refeições contendo gorduras, mas relativamente leves e de fácil digestão. Durante a fase de manutenção, tome uma vez ao dia com o café da manhã. Tomar com alimentos não só otimiza a sobrevivência dos probióticos, como também fornece uma barreira protetora para a microbiota intestinal durante a digestão.
• Duração do ciclo: O protocolo completo da fase intensiva de 8 semanas, seguido da fase de manutenção, pode ser continuado por um total de 6 a 12 meses. A função de barreira pode ser avaliada indiretamente por meio do monitoramento de marcadores subjetivos, como redução da sensibilidade a diversos alimentos, melhora do conforto digestivo, redução da inflamação sistêmica percebida ou aumento da energia geral. Para uma avaliação mais objetiva, a análise de marcadores de permeabilidade intestinal, como zonulina sérica ou lactulose/manitol urinário, pode ser considerada antes e depois do protocolo, se disponíveis. Após 12 meses, uma pausa de 4 semanas permite a reavaliação da integridade da barreira intestinal em relação ao nível basal.
• Considerações adicionais: O fortalecimento da barreira intestinal com probióticos se beneficia muito do suporte alimentar e de um estilo de vida saudável. Elimine ou reduza drasticamente os fatores que comprometem a barreira, incluindo o álcool, que pode danificar diretamente as junções estreitas; anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que podem comprometer a mucosa; alimentos ultraprocessados com emulsificantes, que podem corroer a camada de muco; e o estresse crônico, que, por meio do cortisol e da ativação do eixo HPA, pode comprometer a barreira. Incorpore nutrientes que fortalecem a barreira, incluindo glutamina, que é o combustível preferido dos enterócitos; zinco, que é um cofator para a síntese de proteínas das junções estreitas; vitamina A, que auxilia na diferenciação epitelial; e ácidos graxos ômega-3, que reduzem a inflamação que pode desestabilizar a barreira. Consuma caldo de ossos, que fornece colágeno e glicina, que podem auxiliar na integridade da mucosa. Essa abordagem multifacetada, que combina probióticos com suporte nutricional e a eliminação de fatores nocivos, é mais eficaz do que o uso de probióticos isoladamente.
Apoio à saúde bucal através da modulação da microbiota oral
Este protocolo aproveita a capacidade da Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 de colonizar temporariamente a cavidade oral e modular a microbiota oral através da produção de reuterina e outros metabólitos antimicrobianos que podem inibir bactérias orais potencialmente problemáticas.
• Fase de adaptação (dias 1 a 5): Comece com meia cápsula (3 bilhões de UFC) uma vez ao dia. Em vez de engolir a cápsula imediatamente, abra-a e deixe o pó dissolver lentamente na boca por 1 a 2 minutos, movimentando-o com a língua para garantir o contato com todas as superfícies orais, incluindo dentes, gengivas e língua, antes de engolir com água. Como alternativa, misture o conteúdo de meia cápsula com uma pequena quantidade de iogurte natural ou kefir e mantenha na boca por 1 a 2 minutos antes de engolir. Essa exposição oral prolongada maximiza o contato do probiótico com as superfícies da mucosa oral e permite a adesão temporária.
• Fase de modulação oral (a partir do 6º dia): Aumentar para uma cápsula cheia (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia, administrada da mesma forma, permitindo a dissolução ou contato prolongado na cavidade oral antes de engolir. Para indivíduos que necessitam de suporte oral mais intensivo, uma cápsula pode ser usada duas vezes ao dia, uma pela manhã após a escovação e outra à noite antes de dormir, também após a escovação.
• Frequência e horário: Para administração uma vez ao dia, o melhor horário é à noite, antes de dormir, após completar sua rotina de higiene bucal noturna, incluindo escovação e uso do fio dental. Administrar o probiótico após a higiene bucal permite que ele colonize a cavidade oral durante a noite, quando a produção de saliva é reduzida, facilitando a adesão e o estabelecimento da microbiota. Para administração duas vezes ao dia, administre também pela manhã, após a escovação, aguardando aproximadamente 30 minutos para permitir que o pH bucal se normalize antes de introduzir o probiótico.
• Duração do ciclo: Este protocolo pode ser usado continuamente por 3 a 6 meses para suporte da saúde bucal. A modulação da microbiota oral por probióticos se desenvolve gradualmente ao longo de semanas a meses de exposição consistente. Após 6 meses, pode ser continuado indefinidamente como parte de um regime abrangente de higiene bucal, ou pode ser interrompido por 4 semanas para reavaliar a saúde bucal inicial. Os marcadores de saúde bucal que podem ser monitorados incluem a redução da formação de placa, avaliada subjetivamente pela sensação de limpeza dental; a redução da sensibilidade ou inflamação gengival; a melhora do hálito; e, para uma avaliação mais objetiva, a redução do índice de placa ou do índice gengival, avaliada por um profissional.
• Considerações adicionais: O uso de probióticos para a saúde bucal complementa, mas não substitui, as práticas padrão de higiene bucal, incluindo escovação dos dentes duas vezes ao dia com creme dental com flúor, uso diário de fio dental ou escovação interdental e visitas regulares ao dentista. Evite enxaguantes bucais antimicrobianos de amplo espectro, que podem matar tanto bactérias benéficas quanto problemáticas, interferindo na capacidade do probiótico de modular a microbiota bucal. Se usar enxaguante bucal, escolha formulações suaves ou enxaguantes com xilitol, que podem ter efeitos sinérgicos com o probiótico. Reduza o consumo de açúcares simples e carboidratos refinados, que alimentam bactérias bucais problemáticas produtoras de ácido. Gomas de mascar sem açúcar com xilitol podem ser usadas entre as refeições para estimular o fluxo salivar, que tem efeitos protetores na saúde bucal. Essa abordagem combinada de probióticos bucais, higiene adequada e modificações na dieta oferece um suporte mais abrangente para a saúde bucal do que qualquer intervenção isolada.
Apoio durante e após o tratamento com antibióticos para a preservação e restauração do microbioma.
Este protocolo foi especificamente desenvolvido para pessoas que estão tomando ou tomaram recentemente antibióticos, com o objetivo de minimizar a perturbação do microbioma durante o tratamento com antibióticos e apoiar a recolonização adequada do microbioma após a conclusão do tratamento com antibióticos.
• Durante o tratamento com antibióticos: Inicie o uso do probiótico assim que o antibiótico for iniciado ou o mais cedo possível durante o tratamento. Tome uma cápsula cheia (6 bilhões de UFC) duas vezes ao dia, com um intervalo de pelo menos 2 a 3 horas entre a administração do probiótico e a do antibiótico para minimizar a inativação direta do probiótico pelo antibiótico. Por exemplo, se o antibiótico for tomado às 8h e às 20h, tome o probiótico às 11h e às 23h, ou ajuste a dosagem de acordo com o esquema específico do antibiótico. Mantenha essa dosagem durante todo o tratamento com antibióticos, sem uma fase de adaptação reduzida, pois a urgência de preservar a microbiota intestinal durante o tratamento com antibióticos justifica o início direto com a dose completa.
• Fase intensiva de recolonização pós-antibiótico (semanas 1 a 4 após o término do antibiótico): Imediatamente após o término do antibiótico, aumente para duas cápsulas (12 bilhões de UFC) duas vezes ao dia durante a primeira semana, totalizando uma dose diária de 24 bilhões de UFC. Essa dosagem muito alta durante o período crítico imediatamente após o antibiótico, quando o microbioma está mais debilitado e a recolonização está ocorrendo de forma mais ativa, maximiza a capacidade do probiótico de se estabelecer e influenciar a trajetória de recolonização do microbioma. Durante as semanas 2 a 4 após o antibiótico, reduza para uma cápsula (6 bilhões de UFC) duas vezes ao dia, mantendo um suporte robusto enquanto o microbioma continua a se recuperar.
• Fase de estabilização do microbioma (semanas 5 a 12 pós-antibiótico): Reduzir para uma cápsula (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia por mais 8 semanas. O microbioma pode levar de 2 a 6 meses para se recuperar completamente após um ciclo de antibióticos, dependendo do tipo de antibiótico, da duração do tratamento e do estado basal do microbioma. Este período prolongado de suplementação auxilia na recuperação completa.
• Frequência e horário: Durante o tratamento com antibióticos e a fase pós-antibiótica intensiva, administrar duas vezes ao dia com o café da manhã e o jantar, sempre com intervalo de 2 a 3 horas em relação ao antibiótico. Durante a fase de estabilização, uma vez ao dia com o café da manhã. Sempre com refeições que contenham gordura.
• Duração do ciclo: O protocolo completo, desde o início do tratamento com antibióticos até 12 semanas após o término, oferece suporte abrangente durante e após o tratamento. Se forem necessários vários ciclos de antibióticos em um curto período, continue tomando o probiótico continuamente entre os ciclos, sem interrupções, utilizando a dosagem intensiva durante cada ciclo de antibiótico. Após concluir o protocolo pós-antibiótico, você pode retornar à dosagem padrão de manutenção de uma cápsula por dia indefinidamente, ou pode interromper o uso se preferir o uso intermitente, reiniciando-o caso precise usar antibióticos novamente no futuro.
• Considerações adicionais: A preservação e a restauração do microbioma durante e após o uso de antibióticos se beneficiam de um suporte alimentar robusto. O consumo de alimentos fermentados que fornecem outras cepas probióticas, incluindo iogurte, kefir, chucrute, kimchi e kombucha, introduz diversidade microbiana adicional. Consuma quantidades generosas de fibras prebióticas que alimentam bactérias benéficas, particularmente fibras solúveis como inulina, pectina e beta-glucanas. Evite fatores que possam comprometer ainda mais o microbioma durante a recuperação, incluindo álcool, dietas com baixíssimo teor de carboidratos que reduzem o substrato para a fermentação microbiana e o uso desnecessário de antiácidos. Considere a suplementação com Saccharomyces boulardii, uma levedura probiótica que não é afetada por antibióticos e pode fornecer suporte complementar durante o tratamento com antibióticos. Essa abordagem multifacetada maximiza a preservação do microbioma e acelera a recuperação pós-antibiótico.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode produzir um composto antimicrobiano chamado reuterina, que inibe seletivamente o crescimento de bactérias potencialmente problemáticas, respeitando as bactérias benéficas no intestino?
A Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui uma capacidade única entre os probióticos: a de produzir reuterina, um composto antimicrobiano de amplo espectro formado quando a bactéria metaboliza o glicerol em condições anaeróbicas. A reuterina é tecnicamente um intermediário na conversão do glicerol em 1,3-propanodiol e possui potentes propriedades antimicrobianas contra diversos microrganismos, incluindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, leveduras, fungos e alguns protozoários. Curiosamente, a reuterina parece apresentar maior atividade contra bactérias potencialmente problemáticas, como certas espécies de Salmonella, Escherichia coli patogênica, Clostridium difficile e Helicobacter pylori, enquanto exerce menor efeito sobre bactérias benéficas, como Lactobacillus e Bifidobacterium. Esse efeito antimicrobiano seletivo permite que L. reuteri DSM 17938 module a composição da microbiota intestinal, promovendo um perfil mais saudável e reduzindo a abundância de microrganismos potencialmente problemáticos sem prejudicar significativamente as populações de bactérias benéficas, importantes para a saúde digestiva, a síntese de vitaminas e a função imunológica. A produção de reuterina ocorre localmente no intestino quando L. reuteri metaboliza o glicerol disponível na dieta ou em outros processos metabólicos, criando concentrações locais desse composto antimicrobiano que podem modular o ambiente microbiano intestinal.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode produzir histamina a partir do aminoácido histidina, e que essa histamina pode influenciar a motilidade intestinal ativando os receptores H2 no trato gastrointestinal?
Uma característica metabólica particular da Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é sua capacidade de produzir histamina através da enzima histidina descarboxilase, que converte o aminoácido histidina em histamina. Embora a produção de histamina por bactérias possa ser problemática em certos contextos, a histamina produzida pela L. reuteri DSM 17938 no intestino pode ter efeitos funcionais benéficos na fisiologia gastrointestinal. A histamina atua como uma molécula sinalizadora que se liga a quatro tipos de receptores de histamina, denominados H1 a H4, que apresentam diferentes distribuições teciduais e medeiam diferentes efeitos. No trato gastrointestinal, a histamina produzida pela L. reuteri pode ativar os receptores H2, que são expressos nas células musculares lisas intestinais e nas células que regulam a motilidade. A ativação dos receptores H2 pode influenciar a motilidade intestinal, o processo pelo qual o conteúdo intestinal é impulsionado através do trato digestivo por contrações coordenadas da musculatura lisa. Essa influência na motilidade pode contribuir para padrões de trânsito intestinal mais regulares e adequados. É importante notar que a quantidade de histamina produzida por L. reuteri DSM 17938 no intestino é tipicamente modesta e localizada, exercendo efeitos fisiológicos locais sem causar os efeitos sistêmicos associados à liberação de histamina pelos mastócitos durante reações alérgicas.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode aderir especificamente ao epitélio intestinal por meio de interações com componentes da mucosa, permitindo que ela colonize transitoriamente e exerça efeitos locais durante sua passagem pelo trato gastrointestinal?
A capacidade de um probiótico aderir ao epitélio intestinal é crucial para sua eficácia, pois determina por quanto tempo ele pode permanecer no intestino e quão próximo está das células epiteliais e imunológicas com as quais precisa interagir. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui múltiplos fatores de adesão em sua superfície celular que lhe permitem aderir aos componentes da mucosa intestinal. Esses fatores de adesão incluem proteínas de superfície que podem se ligar às mucinas, as glicoproteínas que formam o gel mucoso que reveste o epitélio intestinal, e que podem se ligar a componentes da matriz extracelular, como a fibronectina, presente na lâmina própria abaixo do epitélio. A adesão permite que L. reuteri permaneça no intestino durante o trânsito intestinal, em vez de ser rapidamente removido pelo fluxo do conteúdo intestinal, aumentando seu tempo de permanência e possibilitando uma colonização transitória onde pode se multiplicar modestamente. Essa colonização transitória significa que L. reuteri DSM 17938 não estabelece uma presença permanente como a microbiota indígena, mas pode persistir por vários dias após a administração. Durante esse período, pode produzir metabólitos como reuterina e ácido lático, competir com microrganismos potencialmente problemáticos por sítios de adesão e nutrientes, e interagir com células epiteliais e imunes, exercendo seus efeitos benéficos na composição da microbiota intestinal, na função de barreira e na modulação imunológica. A adesão ao epitélio também permite que a L. reuteri se posicione próxima às células imunes residentes na mucosa intestinal, facilitando a comunicação entre bactéria e hospedeiro, que é importante para seus efeitos imunomoduladores.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular a função das células dendríticas intestinais, células que atuam como uma ponte entre a imunidade inata e a adaptativa, influenciando a forma como o sistema imunológico responde aos antígenos no intestino?
As células dendríticas são células apresentadoras de antígenos profissionais que residem na lâmina própria intestinal, abaixo do epitélio, e estendem dendritos entre as células epiteliais para amostrar o conteúdo do lúmen intestinal. Quando as células dendríticas encontram bactérias ou antígenos, elas os internalizam e processam, apresentando fragmentos de antígenos em moléculas MHC em sua superfície aos linfócitos T nos linfonodos mesentéricos, iniciando respostas imunes adaptativas. Crucialmente, as células dendríticas não apenas ativam respostas imunes, mas também determinam o tipo de resposta, promovendo respostas pró-inflamatórias quando detectam patógenos, ou respostas tolerogênicas e regulatórias quando detectam bactérias comensais benéficas ou antígenos alimentares inofensivos. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode interagir com células dendríticas intestinais por meio de componentes de sua superfície celular, incluindo ácidos lipoteicoicos e peptidoglicano, que se ligam a receptores de reconhecimento de padrões em células dendríticas, particularmente receptores Toll-like. Essas interações podem modular o estado de ativação das células dendríticas e a produção de citocinas, favorecendo um perfil no qual as células dendríticas produzem mais citocinas regulatórias, como IL-10, e menos citocinas pró-inflamatórias. Quando essas células dendríticas moduladas por *L. reuteri* migram para os linfonodos e apresentam antígenos aos linfócitos T, elas podem promover a diferenciação de linfócitos T reguladores, células imunes que suprimem respostas imunes excessivas e promovem a tolerância imunológica. Essa modulação das células dendríticas e a promoção dos linfócitos T reguladores contribuem para um ambiente imune intestinal mais equilibrado, que responde adequadamente a patógenos, mas mantém a tolerância a bactérias comensais benéficas e antígenos alimentares.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode fortalecer a função da barreira intestinal ao afetar as proteínas de junção estreita que selam os espaços entre as células epiteliais, reduzindo a permeabilidade intestinal inadequada?
A barreira intestinal é a interface crítica entre o conteúdo do lúmen intestinal, incluindo microrganismos, antígenos alimentares e toxinas, e o sistema imunológico e a circulação do hospedeiro. Essa barreira consiste em uma monocamada de células epiteliais intestinais conectadas por complexos juncionais, particularmente junções oclusivas, que selam o espaço entre as células adjacentes e regulam seletivamente a passagem de água, íons e pequenas moléculas pela via paracelular. As junções oclusivas são compostas por proteínas transmembranares, incluindo ocludina, claudinas e moléculas de adesão juncional, que interagem entre as células adjacentes e são ancoradas ao citoesqueleto por proteínas de ancoragem, como a zônula ocludens. A integridade dessas junções oclusivas pode ser comprometida por inflamação, estresse oxidativo, certos microrganismos patogênicos ou toxinas, resultando em aumento da permeabilidade intestinal. Isso permite que moléculas maiores, incluindo antígenos bacterianos e endotoxinas, atravessem a barreira e acessem o sistema imunológico subjacente, podendo desencadear inflamação. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode fortalecer a função da barreira intestinal por meio de múltiplos mecanismos. Ela pode aumentar a expressão de proteínas de junção estreita, incluindo ocludina e zonula occludens-1, ao afetar as células epiteliais, melhorando assim a integridade estrutural das junções. Pode reduzir a inflamação intestinal, que pode desestabilizar as junções estreitas, modulando as células imunes e produzindo metabólitos anti-inflamatórios. Ao competir com bactérias potencialmente problemáticas que produzem toxinas capazes de danificar a barreira e reduzir sua abundância, a L. reuteri protege indiretamente a integridade da barreira. Essa capacidade de fortalecer a função da barreira é importante para manter a homeostase intestinal, prevenir a ativação imune inadequada e promover a saúde geral.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode produzir ácido lático e outros ácidos orgânicos que acidificam o ambiente intestinal, criando condições que favorecem as bactérias benéficas e podem inibir microrganismos potencialmente problemáticos?
Como uma bactéria do ácido lático, a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 metaboliza carboidratos por meio da fermentação lática, produzindo ácido lático como seu principal produto metabólico, juntamente com quantidades menores de outros ácidos orgânicos, como o ácido acético. Esses ácidos orgânicos são liberados no ambiente intestinal, onde podem reduzir o pH local, criando um ambiente mais ácido. Esse efeito acidificante tem múltiplas consequências benéficas para a composição da microbiota intestinal e a saúde do intestino. Muitas bactérias potencialmente problemáticas, particularmente aquelas que podem contribuir para a putrefação intestinal ou produzir metabólitos indesejáveis, crescem de forma otimizada em pH neutro ou ligeiramente alcalino e são inibidas em ambientes mais ácidos. Em contraste, bactérias benéficas como Lactobacillus e Bifidobacterium são acidófilas, crescendo bem em ambientes ácidos e obtendo vantagem competitiva quando o pH intestinal é reduzido. Ao produzir ácido lático e reduzir o pH intestinal, a L. reuteri DSM 17938 cria um ambiente que favorece o crescimento de bactérias benéficas, enquanto inibe bactérias potencialmente problemáticas, modulando a composição da microbiota intestinal para um perfil mais saudável. Os ácidos orgânicos também possuem efeitos antimicrobianos diretos além da acidificação, pois as formas não dissociadas desses ácidos podem se difundir através das membranas bacterianas. Uma vez dentro das células bacterianas com um pH interno mais neutro, eles se dissociam, liberando prótons que acidificam o citoplasma bacteriano, interferindo no metabolismo e no crescimento. Esse mecanismo de ação duplo — por meio da acidificação do ambiente externo e pelos efeitos antimicrobianos diretos dos ácidos orgânicos não dissociados — contribui para a capacidade da *L. reuteri* de modular o microbioma intestinal.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a produção de muco intestinal, o gel protetor que reveste o epitélio intestinal, reforçando a função de barreira e criando um habitat para bactérias benéficas?
O muco intestinal é uma camada complexa, semelhante a um gel, que reveste o epitélio intestinal, composta principalmente por mucinas, glicoproteínas de alto peso molecular secretadas por células caliciformes especializadas presentes no epitélio. No cólon, o muco forma uma estrutura de duas camadas: uma camada interna firmemente aderida ao epitélio, densamente compactada e essencialmente estéril, impedindo o contato direto da maioria das bactérias com as células epiteliais; e uma camada externa mais frouxa, colonizada pela microbiota comensal. O muco desempenha múltiplas funções críticas: atua como uma barreira física, protegendo o epitélio de danos mecânicos, químicos e microbianos; proporciona lubrificação, facilitando a passagem do conteúdo intestinal; contém peptídeos antimicrobianos, anticorpos IgA e outros componentes de defesa; e serve como fonte de nutrientes e habitat para bactérias comensais que podem degradar as mucinas. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a produção de muco ao afetar as células caliciformes, aumentando a secreção de mucina e, potencialmente, a expressão de genes de mucina. Os mecanismos podem envolver a sinalização de *L. reuteri* para as células epiteliais por meio de produtos bacterianos que ativam receptores nas células caliciformes, ou afetando células imunes que produzem citocinas que regulam a produção de muco. O aumento da produção de muco fortalece a função de barreira, proporcionando proteção adicional ao epitélio. Curiosamente, embora muitas bactérias possam degradar mucinas, *L. reuteri* DSM 17938 consegue residir na camada de muco sem degradá-la extensivamente, beneficiando-se do habitat protegido que o muco proporciona. Ao promover a produção adequada de muco, *L. reuteri* contribui tanto para a função de barreira quanto para a manutenção de um nicho ecológico que pode abrigar populações bacterianas comensais benéficas.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular a produção de peptídeos antimicrobianos pelas células epiteliais intestinais, contribuindo para as defesas inatas contra microrganismos potencialmente problemáticos?
As células epiteliais intestinais não são meramente uma barreira física, mas também participam ativamente da defesa antimicrobiana, produzindo peptídeos antimicrobianos, pequenas proteínas com atividade antimicrobiana de amplo espectro. Esses peptídeos incluem defensinas, particularmente as beta-defensinas produzidas pelos enterócitos e as alfa-defensinas produzidas pelas células de Paneth no intestino delgado, além das catelicidinas. Os peptídeos antimicrobianos são secretados no lúmen intestinal e na camada de muco, onde podem inibir ou eliminar microrganismos potencialmente problemáticos por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a ruptura das membranas bacterianas, a interferência na síntese da parede celular ou a indução da apoptose bacteriana. Crucialmente, os peptídeos antimicrobianos são seletivos, sendo mais eficazes contra bactérias potencialmente problemáticas e tendo menor efeito sobre as bactérias comensais benéficas, contribuindo assim para a manutenção de um microbioma equilibrado. A produção de peptídeos antimicrobianos é regulada pelo estado imunológico do intestino, por sinais do microbioma e por fatores de transcrição, incluindo o NF-κB. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode aumentar a expressão de peptídeos antimicrobianos pelas células epiteliais através da sinalização via receptores de reconhecimento de padrões nessas células, ativando vias que resultam no aumento da transcrição de genes que codificam defensinas e outras moléculas antimicrobianas. Esse aumento na produção de peptídeos antimicrobianos fortalece as defesas inatas do intestino, ajudando a controlar a abundância de microrganismos potencialmente problemáticos, ao mesmo tempo que preserva as bactérias comensais benéficas. Os peptídeos antimicrobianos também apresentam outros efeitos, incluindo atividade imunomoduladora, recrutamento de células imunes e promoção do reparo tecidual, contribuindo para a homeostase intestinal além de seus efeitos antimicrobianos diretos.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode produzir vitaminas do complexo B, incluindo folato, riboflavina e vitamina B12, contribuindo para o conjunto dessas vitaminas essenciais disponíveis para absorção no intestino?
A microbiota intestinal é uma importante fonte de síntese de vitaminas, particularmente vitaminas do complexo B e vitamina K, produzidas por bactérias comensais através de vias biossintéticas não encontradas no hospedeiro humano. Essas vitaminas sintetizadas por bactérias podem ser absorvidas no intestino, especialmente no cólon, contribuindo para o estado vitamínico do hospedeiro, embora a extensão dessa contribuição varie dependendo da vitamina específica e do estado nutricional. Lactobacillus reuteri DSM 17938 possui vias metabólicas que lhe permitem sintetizar múltiplas vitaminas do complexo B. Pode sintetizar folato por meio de uma via de síntese de novo que converte GTP e para-aminobenzoato em tetraidrofolato, a forma bioativa do folato. Pode sintetizar riboflavina por meio de uma via que converte GTP e ribulose-5-fosfato em riboflavina. Algumas espécies de Lactobacillus também podem produzir cobalamina, embora isso seja menos comum e possa ser específico da cepa. Ao produzir essas vitaminas no intestino, a L. reuteri DSM 17938 aumenta a disponibilidade local dessas moléculas essenciais, que podem então ser absorvidas pelo hospedeiro ou utilizadas por outras bactérias comensais, apoiando o metabolismo da microbiota. As vitaminas do complexo B são cofatores para múltiplas enzimas envolvidas no metabolismo energético, síntese de DNA, função neurológica e outros processos críticos. Embora a contribuição da síntese bacteriana para as necessidades totais varie, particularmente em indivíduos com ingestão alimentar adequada, essa síntese microbiana pode ser especialmente importante em contextos de ingestão alimentar inadequada ou necessidades aumentadas. A capacidade da L. reuteri DSM 17938 de sintetizar vitaminas exemplifica como os probióticos podem proporcionar benefícios que vão além de seus efeitos na composição da microbiota e na imunidade, contribuindo diretamente para o estado nutricional por meio da produção de micronutrientes.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode metabolizar carboidratos não digeríveis, como oligossacarídeos, produzindo ácidos graxos de cadeia curta que são uma fonte de energia para as células epiteliais intestinais e que têm efeitos reguladores sobre o metabolismo e a imunidade?
Os ácidos graxos de cadeia curta, particularmente o acetato, o propionato e o butirato, são produtos da fermentação bacteriana de carboidratos não digeridos, incluindo fibras alimentares, amido resistente e oligossacarídeos que escapam da digestão no intestino delgado e chegam ao cólon, onde são fermentados pela microbiota intestinal. Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 produza principalmente ácido lático como produto da fermentação, esse ácido lático pode ser usado como substrato por outras bactérias no intestino, particularmente bactérias produtoras de butirato, que o convertem em ácidos graxos de cadeia curta. Além disso, a L. reuteri pode metabolizar certos oligossacarídeos, produzindo acetato diretamente. Os ácidos graxos de cadeia curta têm múltiplos efeitos importantes. O butirato é a principal fonte de energia para os colonócitos, as células epiteliais do cólon, fornecendo aproximadamente 70% de sua energia por meio da beta-oxidação do butirato nas mitocôndrias. O uso do butirato como combustível pelos colonócitos é importante para manter sua função metabólica, sua capacidade de manter as junções estreitas e sua sobrevivência. Os ácidos graxos de cadeia curta também exercem efeitos regulatórios além do fornecimento de energia. Eles são ligantes de receptores acoplados à proteína G expressos em células epiteliais, imunes e endócrinas, particularmente GPR41 e GPR43, e sua ativação pode modular a inflamação, a função de barreira, a secreção de hormônios intestinais e o metabolismo. O butirato também pode inibir as histonas desacetilases, afetando a expressão gênica em células intestinais de maneiras que podem promover a diferenciação e a função adequadas. Ao contribuir para a produção de ácidos graxos de cadeia curta, seja diretamente ou fornecendo lactato como substrato para outras bactérias, a *L. reuteri* DSM 17938 auxilia em múltiplos aspectos da saúde intestinal e do metabolismo sistêmico.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode competir com microrganismos potencialmente problemáticos por sítios de adesão no epitélio intestinal e por nutrientes, um fenômeno chamado exclusão competitiva que pode reduzir a colonização por bactérias indesejadas?
O intestino tem uma capacidade limitada de abrigar microrganismos devido às limitações de espaço físico, particularmente os sítios de adesão no epitélio e na camada de muco, e devido às limitações de nutrientes disponíveis. Essa limitação cria competição entre os microrganismos por esses recursos finitos, e as bactérias que conseguem aderir eficientemente e utilizar os nutrientes disponíveis têm uma vantagem competitiva. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui múltiplos fatores que lhe conferem capacidade competitiva. Sua capacidade de aderir ao epitélio por meio de proteínas de adesão permite que ocupe sítios que, de outra forma, poderiam ser colonizados por microrganismos potencialmente problemáticos. Uma vez aderido, L. reuteri ocupa fisicamente esse espaço, bloqueando o acesso de outros microrganismos em um fenômeno chamado bloqueio estérico. L. reuteri também compete por nutrientes, particularmente carboidratos, que tanto L. reuteri quanto muitos outros microrganismos podem usar como fonte de energia. Ao consumir esses nutrientes eficientemente, L. reuteri reduz sua disponibilidade para outras bactérias, limitando seu crescimento. A produção de reuterina e outros compostos antimicrobianos por L. reuteri adiciona outra dimensão à exclusão competitiva, inibindo ativamente o crescimento de competidores. A acidificação do ambiente pela produção de ácido lático cria condições que favorecem a L. reuteri e outras bactérias acidófilas benéficas, ao mesmo tempo que desfavorecem muitas bactérias potencialmente problemáticas. Essa exclusão competitiva multifacetada — por meio da ocupação de sítios de adesão, competição por nutrientes, produção de antimicrobianos e modificação ambiental — permite que a L. reuteri DSM 17938 module a composição do microbioma, reduzindo a abundância de microrganismos potencialmente problemáticos sem eliminá-los diretamente, simplesmente por competir com eles por recursos limitados.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 consegue sobreviver à passagem pelo estômago ácido e pela parte superior do intestino delgado, resistindo ao baixo pH e aos sais biliares, para chegar ao cólon onde pode exercer seus efeitos benéficos?
Para que um probiótico seja eficaz, ele precisa sobreviver às condições adversas do trato gastrointestinal superior para chegar ao intestino, onde exerce seus efeitos. O estômago apresenta o primeiro desafio com seu ambiente extremamente ácido, tipicamente com pH entre 1,5 e 3,5, letal para muitas bactérias. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 desenvolveu mecanismos de tolerância à acidez que lhe permitem sobreviver a essa exposição. Esses mecanismos incluem bombas de prótons que expulsam prótons do citoplasma bacteriano, mantendo um pH interno mais neutro; sistemas de reparo de DNA que corrigem os danos causados pelo baixo pH; e a produção de proteínas de choque ácido que protegem os componentes celulares. Após o estômago, o intestino delgado apresenta o desafio dos sais biliares, detergentes biológicos secretados no duodeno que emulsificam as gorduras alimentares, mas também podem danificar as membranas bacterianas. L. reuteri DSM 17938 possui sistemas de resistência à bile, incluindo bombas de efluxo que expulsam os sais biliares que entraram na célula e modificações na membrana celular que a tornam menos permeável aos sais biliares. Além disso, quando o L. reuteri é administrado como suplemento, geralmente em cápsulas, a cápsula oferece proteção extra durante o trânsito gástrico, liberando as bactérias mais adiante no trato gastrointestinal, onde o pH é mais favorável. Essa capacidade de sobreviver ao trânsito gastrointestinal é crucial, pois significa que uma proporção significativa das bactérias administradas pode chegar ao cólon vivas e metabolicamente ativas, onde podem aderir, colonizar transitoriamente, produzir metabólitos e interagir com o hospedeiro. Probióticos que não sobrevivem ao trânsito gastrointestinal chegam ao cólon mortos ou gravemente danificados, com capacidade reduzida de exercer efeitos benéficos.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular a expressão gênica em células epiteliais intestinais por meio de sinalização que afeta fatores de transcrição, influenciando múltiplas funções celulares, incluindo defesa, metabolismo e proliferação?
A comunicação entre a microbiota e as células epiteliais intestinais do hospedeiro é bidirecional e complexa, envolvendo o reconhecimento de componentes bacterianos por receptores do hospedeiro e a sinalização que resulta em alterações na expressão gênica do hospedeiro. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a expressão gênica em células epiteliais por meio de múltiplas vias. Componentes da superfície celular de L. reuteri, incluindo ácidos lipoteicoicos, peptidoglicano e exopolissacarídeos, podem ser reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões em células epiteliais, particularmente receptores Toll-like, que são proteínas transmembranares que detectam padrões moleculares associados a microrganismos. A ativação desses receptores desencadeia cascatas de sinalização intracelular que convergem para a ativação de fatores de transcrição, incluindo NF-κB, AP-1 e outros, que se translocam para o núcleo e modulam a transcrição de genes-alvo. Dependendo do contexto e de sinais específicos, L. reuteri pode modular a expressão de genes envolvidos na imunidade inata, incluindo peptídeos antimicrobianos e citocinas; Genes envolvidos na função de barreira, incluindo proteínas de junção estreita e mucinas; genes envolvidos no metabolismo e transporte de nutrientes; e genes que regulam a proliferação e diferenciação celular. Produtos secretados por L. reuteri, incluindo ácidos orgânicos e metabólitos, também podem influenciar a sinalização celular. Ácidos graxos de cadeia curta derivados da fermentação podem ativar os receptores GPR41 e GPR43 em células epiteliais, e o butirato pode inibir histona desacetilases, afetando a estrutura da cromatina e a acessibilidade dos genes. Essa capacidade de modular a expressão gênica permite que L. reuteri (DSM 17938) influencie o fenótipo e a função das células epiteliais de maneiras que favorecem a homeostase intestinal, a função de barreira adequada e respostas imunes equilibradas.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a diversidade e a composição da microbiota intestinal além de sua presença direta, por meio de efeitos no ambiente intestinal e interações com outras espécies bacterianas?
Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 represente apenas uma pequena fração da microbiota intestinal total, mesmo quando administrada em doses de trilhões de células, ela pode ter efeitos desproporcionalmente grandes na composição e função de todo o microbioma por meio de múltiplos mecanismos indiretos. A produção de reuterina, ácido lático e outros metabólitos pela L. reuteri cria alterações no ambiente intestinal, incluindo a redução do pH e a presença de antimicrobianos, que afetam o crescimento de muitas outras espécies bacterianas, favorecendo bactérias acidófilas benéficas e inibindo bactérias potencialmente problemáticas. Essas alterações na abundância relativa de diferentes espécies podem ter efeitos em cascata no microbioma, pois as bactérias interagem entre si por meio de competição, cooperação via troca de metabólitos e modificação do ambiente compartilhado. Por exemplo, o ácido lático produzido pela L. reuteri pode servir como substrato para bactérias produtoras de butirato, como a Faecalibacterium prausnitzii, promovendo seu crescimento e aumentando a produção de butirato, o que tem seus próprios efeitos no microbioma e no hospedeiro. A modulação da função de barreira e das respostas imunes por *L. reuteri* também pode afetar indiretamente o microbioma, uma vez que essas funções do hospedeiro influenciam quais bactérias podem prosperar no intestino. Um sistema imunológico adequadamente regulado mantém as populações microbianas sob controle, sem suprimi-las em excesso, e uma barreira intestinal intacta impede a translocação bacteriana que pode desencadear respostas imunes. Ao estudar o microbioma de pessoas antes e depois da administração de *L. reuteri* DSM 17938, pesquisadores observaram alterações na abundância de diversas outras espécies bacterianas, aumentos na diversidade microbiana em alguns contextos e mudanças na produção de metabólitos microbianos, demonstrando que *L. reuteri* tem amplos efeitos ecológicos no ecossistema microbiano intestinal.
Você sabia que Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é uma cepa específica que foi geneticamente caracterizada e investigada em múltiplos estudos clínicos, diferenciando-a de outras cepas de L. reuteri com propriedades potencialmente diferentes?
Nem todas as cepas de Limosilactobacillus reuteri são idênticas. A espécie L. reuteri contém múltiplas cepas diferentes que, embora compartilhem características gerais da espécie, podem apresentar diferenças genéticas, metabólicas e funcionais significativas. A designação DSM 17938 identifica uma cepa específica que foi depositada na Coleção Alemã de Microrganismos e Culturas Celulares sob o número de acesso 17938, fornecendo um padrão de referência para a identificação da cepa. Essa cepa foi originalmente isolada do leite materno humano e selecionada para desenvolvimento como probiótico com base em diversas características desejáveis, incluindo sua capacidade de sobreviver ao trânsito gastrointestinal, sua capacidade de aderir ao epitélio intestinal, sua produção de reuterina e seu perfil de segurança. Crucialmente, a DSM 17938 é uma cepa derivada de outra cepa de L. reuteri chamada ATCC 55730, da qual dois plasmídeos portadores de genes de resistência a antibióticos foram removidos, criando uma cepa sem resistência a antibióticos transferível, mais apropriada para uso como probiótico. A caracterização genética por sequenciamento de genoma completo revelou a composição genética completa da DSM 17938, identificando genes envolvidos na produção de reuterina, adesão, tolerância ao estresse e outras características funcionais. Essa caracterização genética e fenotípica detalhada distingue a DSM 17938 de outras cepas de *L. reuteri* que podem não apresentar as mesmas capacidades funcionais ou perfil de segurança. Diversos estudos clínicos investigaram especificamente a DSM 17938, fornecendo evidências de seus efeitos em humanos que não podem ser automaticamente extrapolados para outras cepas de *L. reuteri*. Essa especificidade de cepa é importante na ciência dos probióticos, pois significa que os efeitos observados com uma cepa específica podem não ser reproduzíveis com outra cepa, mesmo da mesma espécie.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a produção de serotonina no intestino, onde a maior parte da serotonina do corpo é produzida por células enterocromafins que respondem a sinais do microbioma?
A serotonina, um importante neurotransmissor e molécula sinalizadora, é produzida em grandes quantidades no trato gastrointestinal, sendo que aproximadamente 90% da serotonina total do corpo é produzida pelas células enterocromafins na mucosa intestinal. Essas células especializadas sintetizam a serotonina a partir do aminoácido triptofano, utilizando as enzimas triptofano hidroxilase e descarboxilase de aminoácidos aromáticos. Uma vez produzida, a serotonina é liberada no tecido intestinal, onde atua nos receptores de serotonina presentes nos neurônios entéricos, nas células musculares lisas e nas células imunes, influenciando múltiplas funções, incluindo motilidade intestinal, secreção, sensação visceral e função imunológica. A produção de serotonina pelas células enterocromafins é regulada por múltiplos sinais, incluindo estiramento mecânico, nutrientes no lúmen e sinais da microbiota intestinal. A microbiota intestinal pode influenciar a produção de serotonina por meio de múltiplos mecanismos, incluindo o fornecimento de triptofano ou seus precursores, a produção de metabólitos que estimulam as células enterocromafins e a modulação da expressão de enzimas sintetizadoras de serotonina. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a produção intestinal de serotonina por meio de interações com células enterocromafins. Os metabólitos produzidos por L. reuteri podem estimular as células enterocromafins a liberarem serotonina, e a sinalização de L. reuteri para as células epiteliais pode modular a expressão da triptofano hidroxilase, a enzima limitante da velocidade na síntese de serotonina. Embora a serotonina produzida no intestino geralmente não atravesse a barreira hematoencefálica em quantidades significativas e, portanto, não afete diretamente a função cerebral, a serotonina intestinal desempenha papéis importantes na função gastrointestinal e pode influenciar o eixo intestino-cérebro por meio da sinalização via nervo vago e por meio de efeitos nas células imunes. A modulação da serotonina intestinal por L. reuteri pode contribuir para seus efeitos na motilidade e função gastrointestinal.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a integridade da barreira hematoencefálica por meio de efeitos na inflamação sistêmica e através da sinalização via eixo intestino-microbioma-cérebro?
A barreira hematoencefálica é uma barreira seletivamente permeável formada por células endoteliais especializadas que revestem os capilares cerebrais, conectadas por junções estreitas que restringem a passagem de substâncias do sangue para o cérebro. Essa barreira protege o cérebro de toxinas, patógenos e flutuações na composição sanguínea, permitindo, ao mesmo tempo, a passagem seletiva de nutrientes, oxigênio e moléculas de sinalização necessárias para o funcionamento cerebral. A integridade da barreira hematoencefálica pode ser comprometida pela inflamação sistêmica, na qual citocinas pró-inflamatórias circulantes podem desestabilizar as junções estreitas entre as células endoteliais, aumentando a permeabilidade da barreira. Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 resida no intestino e não acesse diretamente o cérebro, ela pode influenciar a integridade da barreira hematoencefálica por meio de efeitos sistêmicos. Ao modular a inflamação intestinal e fortalecer a função da barreira intestinal, a L. reuteri reduz a translocação de antígenos bacterianos e endotoxinas do intestino para a circulação sistêmica, reduzindo, assim, a inflamação sistêmica de baixo grau que pode comprometer a barreira hematoencefálica. A modulação das células imunes no intestino pela *L. reuteri* pode resultar na redução da produção de citocinas pró-inflamatórias que podem circular e afetar a barreira hematoencefálica. Além disso, o microbioma pode se comunicar com o cérebro através do eixo intestino-cérebro, que envolve a sinalização pelo nervo vago, hormônios intestinais, metabólitos microbianos capazes de atravessar a barreira hematoencefálica e a modulação do sistema imunológico. Ao influenciar o microbioma intestinal e a produção de metabólitos, a *L. reuteri* pode ter efeitos indiretos na função cerebral e na integridade da barreira hematoencefálica. Essa conexão intestino-cérebro mediada pelo microbioma é uma área ativa de pesquisa com implicações para múltiplos aspectos da saúde neurológica e da função cognitiva.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular o estresse oxidativo no intestino, produzindo enzimas antioxidantes e afetando a produção de espécies reativas de oxigênio pelas células intestinais?
O estresse oxidativo ocorre quando a produção de espécies reativas de oxigênio excede a capacidade dos sistemas antioxidantes de neutralizá-las, resultando em danos oxidativos a lipídios, proteínas e DNA. No intestino, o estresse oxidativo pode ser gerado por múltiplas fontes, incluindo o metabolismo aeróbico normal das células epiteliais, a produção de espécies reativas por células imunes durante a inflamação e a exposição a oxidantes alimentares ou ambientais. O estresse oxidativo intestinal pode danificar a barreira epitelial, contribuir para a inflamação e afetar a composição da microbiota intestinal, pois algumas bactérias são mais suscetíveis ao estresse oxidativo do que outras. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular o estresse oxidativo intestinal por meio de múltiplos mecanismos. Algumas bactérias do ácido lático, incluindo certas cepas de L. reuteri, podem produzir enzimas antioxidantes, como a superóxido dismutase e a catalase, que neutralizam as espécies reativas de oxigênio, embora a produção dessas enzimas seja específica da cepa. L. reuteri também produz metabólitos, incluindo certos ácidos orgânicos e peptídeos que podem ter atividade antioxidante direta, neutralizando radicais livres. Além disso, ao modular a inflamação intestinal por meio de seus efeitos sobre as células imunes, L. reuteri reduz indiretamente a produção de espécies reativas de oxigênio por neutrófilos e macrófagos ativados, que geram essas espécies como parte de suas funções antimicrobianas. A redução do estresse oxidativo intestinal pode trazer múltiplos benefícios, incluindo a proteção da integridade da barreira epitelial, a redução de danos ao DNA nas células epiteliais e a criação de um ambiente mais favorável para bactérias comensais benéficas que podem ser sensíveis ao estresse oxidativo. Essa capacidade de modular o estresse oxidativo adiciona outra dimensão aos mecanismos pelos quais L. reuteri (DSM 17938) promove a saúde intestinal.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a absorção de minerais no intestino, acidificando o ambiente intestinal, o que pode aumentar a solubilidade de certos minerais, facilitando sua absorção?
A absorção de minerais da dieta pelo trato gastrointestinal é um processo complexo que depende da solubilidade dos minerais, da presença de transportadores específicos nas células epiteliais intestinais e do ambiente luminal, incluindo o pH. Alguns minerais, particularmente ferro, cálcio, magnésio e zinco, têm solubilidade dependente do pH, sendo mais solúveis em ambientes ácidos e precipitando como sais insolúveis em ambientes mais alcalinos ou neutros. No intestino delgado proximal, o pH é relativamente baixo devido à acidez gástrica, facilitando a solubilidade dos minerais. No entanto, à medida que o conteúdo intestinal se move para o intestino delgado distal e o cólon, o pH aumenta gradualmente devido à secreção de bicarbonato pancreático e outros fatores, podendo reduzir a solubilidade dos minerais. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, por meio da produção de ácido lático e outros ácidos orgânicos, pode diminuir o pH intestinal local, particularmente no cólon, onde é mais abundante. Essa acidificação pode aumentar a solubilidade de minerais que, de outra forma, poderiam precipitar, mantendo-os em uma forma solúvel disponível para absorção. Além disso, alguns ácidos orgânicos podem quelar minerais, formando complexos mineral-ácido que podem ser mais absorvíveis do que a forma inorgânica do mineral. Por exemplo, o lactato pode formar complexos com cálcio, ferro e outros minerais, o que pode facilitar sua absorção. Embora a maior parte da absorção de minerais ocorra no intestino delgado superior, alguma absorção pode ocorrer no cólon, particularmente em indivíduos com doenças do intestino delgado ou com comprimento reduzido do intestino delgado. Ao facilitar a absorção de minerais, *L. reuteri* DSM 17938 pode contribuir modestamente para o estado mineral do hospedeiro, embora a magnitude desse efeito provavelmente varie com a ingestão de minerais na dieta e o estado mineral basal do indivíduo.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode aderir não apenas ao epitélio intestinal, mas também a outras superfícies mucosas do corpo, e que sua capacidade de colonizar temporariamente a cavidade oral, onde pode influenciar a microbiota oral, já foi investigada?
Embora o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 seja usado principalmente como probiótico para a saúde intestinal, sua capacidade de aderir às superfícies mucosas não se limita ao intestino. A cavidade oral é colonizada por uma microbiota complexa e diversa que reside em múltiplos nichos, incluindo a língua, gengivas, dentes e saliva. A microbiota oral desempenha papéis importantes na saúde bucal, com bactérias benéficas contribuindo para a homeostase oral e bactérias potencialmente problemáticas contribuindo para a formação de placa bacteriana, inflamação gengival e outros aspectos da saúde bucal comprometida. Quando o L. reuteri DSM 17938 é administrado por via oral, seja mastigado, mantido na boca ou simplesmente engolido, ele pode entrar em contato com as superfícies mucosas orais e aderir temporariamente. Estudos têm investigado a capacidade do L. reuteri de colonizar a cavidade oral e influenciar a microbiota oral. O L. reuteri pode aderir às células epiteliais orais e persistir na cavidade oral por períodos variáveis após a administração. A produção de reuterina e outros compostos antimicrobianos pode inibir o crescimento de bactérias orais potencialmente problemáticas, e a produção de ácido lático pode modular o pH oral. Alguns estudos investigaram o uso de L. reuteri especificamente para promover a saúde bucal, com resultados que sugerem efeitos na composição da microbiota oral, em marcadores de inflamação gengival e em outros parâmetros de saúde bucal. Essa capacidade de L. reuteri DSM 17938 de influenciar múltiplos nichos mucosos — não apenas o intestino, mas também potencialmente a cavidade oral — amplia o espectro de aplicações potenciais para esse probiótico versátil.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar o metabolismo lipídico no hospedeiro por meio de efeitos na absorção de colesterol, na síntese de ácidos biliares e no metabolismo lipídico hepático?
O metabolismo lipídico é um processo complexo que envolve a digestão e absorção de lipídios da dieta, a síntese endógena de lipídios no fígado, o transporte de lipídios em lipoproteínas e a utilização ou armazenamento de lipídios em tecidos periféricos. A microbiota intestinal pode influenciar múltiplos aspectos desse metabolismo por meio de diversos mecanismos. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar o metabolismo lipídico por meio de vários mecanismos. Algumas bactérias do ácido lático podem produzir enzimas como a hidrolase de sais biliares, que desconjuga os sais biliares conjugados, convertendo os sais biliares conjugados, que são reabsorvidos eficientemente no íleo, em sais biliares desconjugados, que são reabsorvidos com menor eficiência. Isso reduz a recirculação entero-hepática dos sais biliares, exigindo que o fígado sintetize mais sais biliares a partir do colesterol, potencialmente reduzindo os níveis de colesterol hepático e circulante. Certos probióticos também podem reduzir a absorção do colesterol dietético por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a incorporação do colesterol nas membranas bacterianas, a coprecipitação do colesterol com sais biliares não conjugados ou a produção de metabólitos que interferem na absorção do colesterol. L. reuteri também pode produzir ácidos graxos de cadeia curta ou influenciar sua produção por outras bactérias, e esses ácidos graxos podem afetar o metabolismo lipídico hepático, modulando a síntese de ácidos graxos, a oxidação de ácidos graxos e a secreção de lipoproteínas. Embora os efeitos de probióticos individuais no metabolismo lipídico sejam tipicamente modestos, os efeitos cumulativos de múltiplos mecanismos podem resultar em efeitos significativos, particularmente no contexto de desafios metabólicos ou alta ingestão de colesterol na dieta.
Você sabia que a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar o ciclo circadiano do hospedeiro ao afetar o microbioma intestinal, que possui seus próprios ritmos circadianos capazes de se sincronizar com os ritmos do hospedeiro?
O ritmo circadiano é um ciclo biológico de aproximadamente 24 horas que regula múltiplos processos fisiológicos, incluindo o ciclo sono-vigília, a secreção hormonal, o metabolismo e a função imunológica, permitindo que o corpo antecipe e se adapte às mudanças diárias no ambiente, como o ciclo claro-escuro. O relógio circadiano mestre reside no núcleo supraquiasmático do hipotálamo, mas relógios circadianos periféricos existem em praticamente todos os tecidos, incluindo o trato gastrointestinal. Curiosamente, a microbiota intestinal também exibe ritmos circadianos, com sua composição e atividade metabólica flutuando ao longo do ciclo de 24 horas em sincronia com os ritmos do hospedeiro. Esses ritmos microbianos são influenciados pelo horário das refeições, pelas flutuações circadianas dos hormônios do hospedeiro e por outros fatores. Por outro lado, a microbiota pode influenciar os ritmos circadianos do hospedeiro produzindo metabólitos que podem afetar o relógio circadiano, modulando a função da barreira intestinal, que pode flutuar circadianamente, e afetando a sinalização imunológica. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, ao modular a composição e a função da microbiota intestinal, pode influenciar indiretamente os ritmos circadianos. Ao promover uma microbiota mais saudável e equilibrada, a L. reuteri pode ajudar a manter a sincronização adequada entre os ritmos da microbiota e do hospedeiro. A ruptura dessa sincronização, que pode ocorrer com disbiose intestinal ou alterações nos padrões alimentares, como comer tarde da noite, está associada a múltiplos aspectos da saúde metabólica e imunológica comprometida. Ao promover uma microbiota saudável com ritmos adequados, a L. reuteri DSM 17938 pode contribuir indiretamente para a manutenção de ritmos circadianos saudáveis no hospedeiro, embora esta seja uma área de pesquisa emergente e os mecanismos precisos necessitem de maior elucidação.
Suporte para a saúde digestiva e o funcionamento do trato gastrointestinal.
Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 oferece suporte abrangente à saúde digestiva por meio de múltiplos mecanismos que afetam diferentes aspectos da função gastrointestinal. Este probiótico pode contribuir para a melhora da motilidade intestinal, o processo pelo qual o conteúdo intestinal é impulsionado através do trato digestivo por contrações coordenadas da musculatura lisa. A produção de histamina por L. reuteri a partir do aminoácido histidina pode ativar os receptores H2 no trato gastrointestinal, influenciando o ritmo e a coordenação dessas contrações, o que pode promover padrões de trânsito intestinal mais regulares e adequados. L. reuteri também pode auxiliar na função da barreira intestinal, a interface crítica entre o conteúdo do lúmen intestinal e o sistema imunológico do hospedeiro. Ao aumentar a expressão de proteínas de junção estreita que selam os espaços entre as células epiteliais adjacentes, L. reuteri contribui para a manutenção de uma barreira intestinal intacta que permite a absorção seletiva de nutrientes, ao mesmo tempo que impede a passagem inadequada de antígenos, toxinas e microrganismos para o tecido subjacente. A produção de muco intestinal, o gel protetor que reveste o epitélio, também pode ser influenciada por L. reuteri através de seus efeitos nas células caliciformes que secretam mucinas, proporcionando uma camada adicional de proteção e lubrificação que facilita a passagem do conteúdo intestinal. Para indivíduos que ocasionalmente apresentam desconforto digestivo, padrões de trânsito irregulares ou inchaço, L. reuteri DSM 17938 pode oferecer suporte ao modular esses múltiplos aspectos da fisiologia gastrointestinal, contribuindo para uma função digestiva mais confortável e eficiente.
Modulação do microbioma intestinal e equilíbrio da microbiota
Um dos benefícios mais significativos do Lactobacillus reuteri DSM 17938 é sua capacidade de modular a composição e a função da microbiota intestinal, o complexo ecossistema de trilhões de microrganismos que reside no trato gastrointestinal. Uma microbiota saudável e equilibrada é caracterizada por alta diversidade de espécies bacterianas, predominância de bactérias benéficas e baixa abundância de microrganismos potencialmente problemáticos. O L. reuteri DSM 17938 pode influenciar esse equilíbrio por meio de múltiplos mecanismos. Sua capacidade única de produzir reuterina, um composto antimicrobiano que inibe seletivamente o crescimento de bactérias potencialmente problemáticas, preservando as bactérias benéficas, permite modular a composição da microbiota para um perfil mais saudável. A produção de ácido lático, que acidifica o ambiente intestinal, cria condições que favorecem o crescimento de bactérias acidófilas benéficas, como Lactobacillus e Bifidobacterium, enquanto inibe bactérias potencialmente problemáticas que preferem um pH neutro ou alcalino. A L. reuteri também pode competir com microrganismos indesejáveis por sítios de adesão no epitélio intestinal e por nutrientes limitados, um fenômeno chamado exclusão competitiva que reduz a colonização por bactérias problemáticas sem eliminá-las diretamente. Além disso, os metabólitos produzidos pela L. reuteri, particularmente o ácido lático, podem servir como substrato para outras bactérias benéficas no intestino, promovendo seu crescimento e atividade por meio de relações de alimentação cruzada. O resultado desses múltiplos mecanismos é um microbioma mais equilibrado, com maior abundância de bactérias benéficas, maior diversidade e melhor função metabólica, o que tem amplas implicações para a saúde digestiva, função imunológica, metabolismo e bem-estar geral.
Suporte à função imunológica e modulação das respostas inflamatórias intestinais.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 tem sido amplamente pesquisada por sua capacidade de promover a função imunológica através de interações complexas com o sistema imunológico intestinal, que representa a maior parte do sistema imunológico do corpo. O intestino abriga uma vasta população de células imunes, incluindo células dendríticas, macrófagos, linfócitos T, linfócitos B e plasmócitos, que monitoram constantemente o conteúdo intestinal e coordenam respostas imunes apropriadas a patógenos, mantendo a tolerância a bactérias comensais benéficas e antígenos alimentares. L. reuteri pode modular a função dessas células imunes por meio de interações diretas com componentes de sua superfície celular que são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões em células imunes. Essas interações podem influenciar o equilíbrio entre respostas imunes pró-inflamatórias e anti-inflamatórias, promovendo um estado em que o sistema imunológico pode responder vigorosamente a ameaças reais, evitando reações exageradas a estímulos inócuos. Especificamente, L. reuteri pode promover a diferenciação de linfócitos T reguladores, células imunes especializadas que suprimem respostas imunes excessivas e promovem a tolerância, afetando as células dendríticas que apresentam antígenos aos linfócitos T. A produção de metabólitos por L. reuteri, incluindo ácidos graxos de cadeia curta, também pode ter efeitos imunomoduladores, influenciando a função das células imunes e a produção de citocinas. Esse suporte à função imunológica não implica em superestimulação do sistema imunológico, mas sim em modulação para um estado mais equilibrado, no qual o sistema imunológico é competente para responder a desafios, porém não hiperreativo a ponto de causar inflamação crônica ou reações inadequadas.
Fortalecimento da função de barreira intestinal e proteção do epitélio.
A integridade da barreira intestinal é fundamental para a saúde geral, pois determina quais substâncias podem passar do lúmen intestinal para o sistema imunológico e a corrente sanguínea. Uma barreira intestinal saudável permite a absorção seletiva de nutrientes, água e eletrólitos, ao mesmo tempo que impede a passagem de patógenos, toxinas e antígenos que poderiam desencadear respostas imunológicas inadequadas. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode fortalecer múltiplos componentes dessa barreira. Em nível celular, pode aumentar a expressão e a função de proteínas de junção estreita, incluindo ocludina, claudinas e zônula ocludens, que formam as junções entre as células epiteliais adjacentes, reduzindo a permeabilidade paracelular inadequada, por onde as moléculas poderiam passar entre as células. L. reuteri também pode influenciar a produção de muco intestinal, a camada gelatinosa que reveste o epitélio e fornece uma barreira física adicional, separando os microrganismos do contato direto com as células epiteliais. Ao aumentar a secreção de mucina pelas células caliciformes, L. reuteri ajuda a manter uma camada de muco robusta e adequadamente hidratada. Além disso, L. reuteri pode estimular a produção de peptídeos antimicrobianos pelas células epiteliais — pequenas proteínas com atividade antimicrobiana que são secretadas no muco e no lúmen intestinal, onde podem inibir microrganismos potencialmente problemáticos, proporcionando uma camada adicional de defesa. Ao reduzir a inflamação intestinal por meio da modulação do sistema imunológico, L. reuteri protege indiretamente a barreira intestinal, uma vez que a inflamação crônica pode desestabilizar as junções estreitas e comprometer a função de barreira. Esse fortalecimento multifacetado da barreira intestinal tem amplas implicações, pois uma barreira intestinal íntegra é importante não apenas para prevenir infecções gastrointestinais, mas também para modular as respostas imunes sistêmicas, manter a homeostase metabólica e promover múltiplos aspectos da saúde geral.
Produção de compostos antimicrobianos e proteção contra a colonização por microrganismos problemáticos.
A cepa Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui notáveis capacidades antimicrobianas que contribuem para sua utilidade como probiótico, auxiliando na manutenção de um ambiente intestinal saudável. A característica antimicrobiana mais distintiva dessa cepa é sua capacidade de produzir reuterina, um composto antimicrobiano de amplo espectro formado quando L. reuteri metaboliza o glicerol. A reuterina pode inibir o crescimento de múltiplos tipos de microrganismos potencialmente problemáticos, incluindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, leveduras e alguns protozoários, criando um ambiente intestinal menos favorável à colonização por esses microrganismos. Notavelmente, a reuterina parece ter maior atividade contra bactérias potencialmente problemáticas do que contra bactérias benéficas, permitindo a modulação seletiva do microbioma. Além da reuterina, L. reuteri produz ácido lático e outros ácidos orgânicos que possuem suas próprias propriedades antimicrobianas, acidificando o ambiente e através de efeitos diretos no metabolismo bacteriano. L. reuteri também pode produzir peróxido de hidrogênio na presença de oxigênio, embora o ambiente intestinal predominantemente anaeróbico limite esse mecanismo. Esses compostos antimicrobianos atuam localmente no intestino, onde são produzidos, criando um ambiente menos propício a microrganismos potencialmente problemáticos, sem afetar significativamente as bactérias benéficas que coexistem com a L. reuteri. Essa capacidade de produzir múltiplos compostos antimicrobianos contribui para a exclusão competitiva de microrganismos indesejáveis, promovendo um microbioma mais equilibrado e reduzindo o risco de colonização intestinal por bactérias que poderiam comprometer a saúde digestiva.
Auxilia a digestão e a absorção de nutrientes.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode contribuir para a digestão e absorção adequadas de nutrientes por meio de múltiplos mecanismos que afetam o ambiente intestinal e a função das células epiteliais. A produção de ácido lático e outros ácidos orgânicos por L. reuteri acidifica o ambiente intestinal, o que pode ter efeitos benéficos na digestão e absorção de certos nutrientes. Por exemplo, alguns minerais, incluindo ferro, cálcio, magnésio e zinco, têm solubilidade dependente do pH, sendo mais solúveis em ambientes ácidos. Ao reduzir o pH intestinal, particularmente no cólon, onde o pH tende a ser mais neutro ou ligeiramente alcalino, L. reuteri pode aumentar a solubilidade desses minerais, mantendo-os disponíveis para absorção. Os ácidos orgânicos produzidos por L. reuteri também podem formar complexos com minerais, o que pode facilitar sua absorção através do epitélio intestinal. L. reuteri pode sintetizar certas vitaminas do complexo B, incluindo folato e riboflavina, por meio de vias metabólicas não encontradas no hospedeiro humano, contribuindo para a disponibilidade dessas vitaminas essenciais no intestino. Embora a magnitude dessa contribuição varie dependendo da ingestão alimentar e do estado nutricional, a síntese microbiana de vitaminas pode ser particularmente importante em contextos de ingestão inadequada. Ao promover a integridade da barreira intestinal e o funcionamento adequado das células epiteliais, o *L. reuteri* garante que os mecanismos de absorção de nutrientes no epitélio funcionem de forma eficiente. Um epitélio intestinal saudável, com junções oclusivas intactas, expressão adequada de transportadores de nutrientes e função metabólica otimizada, é fundamental para a absorção eficiente de nutrientes do lúmen intestinal para a corrente sanguínea.
Modulação da motilidade intestinal e suporte para padrões de trânsito regulares.
A motilidade intestinal, processo pelo qual o conteúdo intestinal é impulsionado através do trato digestivo por contrações coordenadas da musculatura lisa, é crucial para o bom funcionamento do sistema digestivo. Padrões de motilidade adequados garantem que o conteúdo intestinal se mova a uma velocidade que permita a digestão e absorção eficientes de nutrientes, prevenindo tanto o trânsito excessivamente rápido, que poderia comprometer a absorção, quanto o trânsito excessivamente lento, que poderia resultar em desconforto e fermentação excessiva. A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 foi especificamente investigada por sua capacidade de influenciar a motilidade intestinal por meio de um mecanismo particularmente interessante. L. reuteri pode produzir histamina convertendo o aminoácido histidina através da enzima histidina descarboxilase. A histamina produzida localmente no intestino pode ativar receptores H2, que são expressos nas células da musculatura lisa intestinal e nos neurônios entéricos do sistema nervoso entérico, responsável pela coordenação da motilidade. A ativação desses receptores pode modular a contratilidade da musculatura lisa intestinal e influenciar os padrões de motilidade, contribuindo para um ritmo mais regular de contrações propulsivas. É importante notar que a histamina produzida por L. reuteri no intestino age localmente e não causa os efeitos sistêmicos associados à liberação de histamina durante reações alérgicas. Para indivíduos que ocasionalmente apresentam padrões de trânsito intestinal irregulares, sejam eles muito rápidos ou muito lentos, L. reuteri pode auxiliar na modulação da motilidade, promovendo um equilíbrio mais adequado que contribui para o conforto digestivo e o bom funcionamento do intestino.
Apoio à saúde bucal através da modulação da microbiota oral
Embora o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 seja usado principalmente como probiótico para a saúde intestinal, pesquisas têm explorado sua capacidade de influenciar a saúde bucal por meio da modulação da microbiota oral. A boca abriga uma microbiota complexa e diversa que reside em múltiplos nichos, incluindo a superfície dos dentes, gengivas, língua e saliva. Um equilíbrio adequado dessa microbiota oral é importante para a manutenção de dentes e gengivas saudáveis, com bactérias benéficas contribuindo para a homeostase oral e bactérias potencialmente problemáticas contribuindo para a formação de placa bacteriana, inflamação gengival e outros aspectos da saúde bucal comprometida. Quando o L. reuteri DSM 17938 é administrado por via oral, ele pode entrar em contato com as superfícies da mucosa oral e aderir temporariamente às células epiteliais da cavidade oral. Sua capacidade de produzir reuterina e outros compostos antimicrobianos pode inibir o crescimento de bactérias orais potencialmente problemáticas, modulando a composição da microbiota oral em direção a um perfil mais saudável. O L. reuteri também pode competir com bactérias problemáticas por sítios de adesão nas superfícies orais e por nutrientes por meio de exclusão competitiva, semelhante à que ocorre no intestino. Estudos têm investigado o uso de L. reuteri especificamente para o suporte da saúde bucal, com alguns resultados sugerindo efeitos benéficos sobre marcadores de saúde gengival e composição da microbiota oral. Para indivíduos interessados em uma abordagem mais abrangente para a saúde bucal que vai além da escovação e do uso do fio dental, a suplementação com L. reuteri DSM 17938, particularmente quando as cápsulas são mastigadas ou o conteúdo é mantido na boca antes de engolir, pode fornecer suporte adicional ao modular a microbiota oral.
Produção de metabólitos benéficos e suporte ao metabolismo do hospedeiro.
A bactéria *Lactobacillus reuteri* DSM 17938, causadora da doença de Lyme, produz múltiplos metabólitos como parte de seu metabolismo normal, os quais podem ter efeitos benéficos para o hospedeiro além de seus efeitos antimicrobianos. Ácidos graxos de cadeia curta, particularmente acetato, propionato e butirato, são produtos da fermentação bacteriana de carboidratos não digeridos no cólon. Embora *L. reuteri* produza principalmente ácido lático em vez de ácidos graxos de cadeia curta diretamente, o ácido lático que produz pode servir como substrato para outras bactérias no intestino, especialmente bactérias produtoras de butirato, que o convertem em ácidos graxos de cadeia curta. Esses ácidos graxos têm diversos efeitos importantes: o butirato é a principal fonte de energia para os colonócitos, as células epiteliais do cólon, fornecendo a maior parte de sua energia e sustentando sua função metabólica e capacidade de manter a função de barreira. Os ácidos graxos de cadeia curta também atuam como moléculas sinalizadoras, ligando-se a receptores em células epiteliais e imunológicas e modulando a inflamação, o metabolismo e outras funções. A L. reuteri também produz vitaminas do complexo B, incluindo folato e riboflavina, que podem ser absorvidas e utilizadas pelo hospedeiro, contribuindo para o seu estado vitamínico. Os exopolissacarídeos produzidos por algumas cepas de L. reuteri podem ter efeitos imunomoduladores e influenciar a viscosidade do conteúdo intestinal. Coletivamente, esses metabólitos representam uma importante forma de comunicação entre a L. reuteri e o hospedeiro, exercendo efeitos benéficos que vão além da sua presença física no intestino, influenciando o metabolismo, a função imunológica e múltiplos aspectos da fisiologia do hospedeiro.
Apoio ao eixo intestino-microbioma-cérebro e ao bem-estar geral.
O eixo intestino-cérebro é uma via de comunicação bidirecional entre a microbiota intestinal e o sistema nervoso central, que envolve a sinalização através do nervo vago, hormônios intestinais, metabólitos microbianos que podem entrar na corrente sanguínea e a modulação do sistema imunológico. Esse eixo permite que a microbiota intestinal influencie múltiplos aspectos da função cerebral e do estado emocional, e reciprocamente permite que o cérebro influencie a função intestinal. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, ao modular a microbiota intestinal e produzir metabólitos que podem influenciar a sinalização neuronal, pode ter efeitos nesse eixo. L. reuteri pode influenciar a produção de serotonina no intestino, onde a maior parte da serotonina do corpo é produzida pelas células enterocromafins. Embora essa serotonina intestinal não atravesse a barreira hematoencefálica em quantidades significativas, ela pode influenciar a função intestinal e sinalizar para o cérebro através do nervo vago. Os ácidos graxos de cadeia curta produzidos pela microbiota, cuja produção L. reuteri pode influenciar, podem afetar a função da barreira hematoencefálica e ter efeitos neuroativos. Ao reduzir a inflamação intestinal e sistêmica por meio da modulação do sistema imunológico e do fortalecimento da função de barreira, o L. reuteri pode diminuir a produção de citocinas pró-inflamatórias que podem afetar a função cerebral e o humor. Embora a pesquisa sobre probióticos e o eixo intestino-cérebro esteja em estágios relativamente iniciais, há um interesse crescente em como a modulação da microbiota intestinal com probióticos como o L. reuteri DSM 17938 pode influenciar aspectos do bem-estar geral, humor, resposta ao estresse e função cognitiva por meio desses mecanismos de comunicação intestino-cérebro.
Suporte à função imunológica sistêmica além do intestino
Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 resida no intestino, seus efeitos na função imunológica não se limitam ao sistema imunológico intestinal local, podendo se estender à função imunológica sistêmica em todo o corpo. O intestino é um importante local de educação imunológica, onde as células imunes encontram antígenos e onde as características das respostas imunes são determinadas. As células imunes educadas no intestino, particularmente os linfócitos T e B, podem migrar do intestino para outros tecidos através da circulação linfática e sanguínea, levando consigo as características adquiridas durante o contato com o microbioma intestinal. Quando a L. reuteri modula as células dendríticas no intestino, favorecendo um perfil mais anti-inflamatório e promovendo a geração de linfócitos T reguladores, esses linfócitos T reguladores podem migrar para outros tecidos, onde podem modular as respostas imunes locais, contribuindo para um estado imunológico sistemicamente mais equilibrado. Os metabólitos produzidos pela L. reuteri e pelo microbioma que ela influencia também podem entrar na circulação sistêmica, onde podem ter efeitos imunomoduladores em tecidos distantes. A redução na translocação de antígenos bacterianos e endotoxinas do intestino para a circulação sanguínea, alcançada pelo fortalecimento da função de barreira proporcionado por *L. reuteri*, diminui a ativação imune sistêmica de baixo grau que pode ocorrer quando essa barreira está comprometida. Esse efeito sistêmico de um probiótico intestinal ilustra como a saúde intestinal e a composição da microbiota podem ter amplas implicações para a função imunológica e a saúde geral, não apenas localmente no trato gastrointestinal.
Seu intestino como uma cidade movimentada: o ecossistema que precisa de equilíbrio.
Imagine seu intestino como uma cidade gigantesca e complexa, com quilômetros de ruas e bairros que se estendem do seu estômago até o final do seu trato digestivo. Essa cidade não está vazia; ela está absolutamente repleta de moradores — trilhões deles, na verdade — minúsculos microrganismos que vivem, trabalham e interagem nesse ambiente. Alguns desses moradores são cidadãos exemplares que mantêm as ruas limpas, produzem bens úteis para a cidade e ajudam a manter a ordem. Outros moradores são mais problemáticos, podendo causar perturbações, produzir resíduos tóxicos ou tentar invadir áreas onde não deveriam estar. O equilíbrio entre esses diferentes tipos de moradores — o que chamamos de microbioma intestinal — determina o quão saudável e funcional é a sua cidade intestinal. Quando os moradores benéficos são abundantes e dominantes, a cidade prospera, as ruas estão limpas, os serviços funcionam corretamente e há paz e ordem. Mas quando os moradores problemáticos começam a superar os bons em número, ou quando a diversidade de moradores diminui drasticamente, o intestino pode entrar em disfunção, com serviços interrompidos, inflamação crônica como perturbações constantes e barreiras de segurança comprometidas que permitem que substâncias indesejadas escapem do intestino para o resto do corpo. É aqui que entra o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, um habitante particularmente talentoso e benéfico que pode ser introduzido no intestino para ajudar a restaurar o equilíbrio e melhorar o seu funcionamento. Não se trata de um residente permanente; é mais como um trabalhador visitante altamente qualificado que chega, realiza o seu trabalho durante alguns dias e depois parte, mas durante a sua estadia cria alterações positivas duradouras que melhoram o intestino mesmo depois da sua saída. O fascinante é que este trabalhador visitante microscópico possui múltiplas habilidades e ferramentas, permitindo-lhe influenciar o intestino de dezenas de maneiras simultaneamente.
O produtor de reuterina: fabricando um pesticida seletivo que afeta apenas os inimigos.
Uma das habilidades mais notáveis e únicas da Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é sua capacidade de produzir um composto antimicrobiano especial chamado reuterina. Para entender como isso funciona, imagine a L. reuteri como um químico microscópico carregando uma fábrica portátil de pesticidas. Essa fábrica utiliza uma matéria-prima simples chamada glicerol, disponível no intestino através da dieta ou de outros processos metabólicos, e a converte em reuterina por meio de uma reação química. A genialidade da reuterina reside em sua ação seletiva, como se ela pudesse distinguir entre as plantas que você deseja proteger em seu jardim e as ervas daninhas que deseja eliminar. A reuterina pode inibir o crescimento de múltiplos tipos de bactérias, leveduras e outros microrganismos potencialmente problemáticos que podem causar problemas no intestino. Ela interfere em sua capacidade de crescer e se multiplicar por meio de mecanismos que incluem danos ao seu DNA e proteínas. Mas aqui está a parte realmente inteligente: a reuterina parece ter maior atividade contra bactérias potencialmente problemáticas e menor efeito sobre bactérias benéficas, como outros Lactobacillus e Bifidobacterium, que são habitantes valiosos do intestino. Essa seletividade significa que, quando a *L. reuteri* produz reuterina no intestino, ela está essencialmente realizando um controle de pragas direcionado, reduzindo as populações de microrganismos indesejados, ao mesmo tempo que respeita e até mesmo auxilia as populações de microrganismos benéficos. É como ter um jardineiro habilidoso que pode remover ervas daninhas sem prejudicar suas preciosas flores. Essa produção de reuterina ocorre localmente, onde a *L. reuteri* está vivendo no intestino, criando altas concentrações exatamente onde são necessárias, sem afetar outras partes do corpo — como um tratamento tópico aplicado precisamente onde há um problema, em vez de um medicamento sistêmico que afeta tudo.
O acidificante ambiental: alterando o clima para favorecer os bons cidadãos.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 não apenas produz compostos antimicrobianos específicos, como também altera fundamentalmente o ambiente intestinal de maneiras que favorecem os microrganismos benéficos e inibem os problemáticos. Imagine a L. reuteri como um controlador climático que ajusta o pH do ambiente intestinal, tornando-o mais ácido. A L. reuteri realiza isso por meio de seu metabolismo primário: ela fermenta carboidratos, particularmente açúcares simples e complexos, produzindo ácido lático como seu principal produto. Esse ácido lático é liberado no ambiente intestinal, onde reduz o pH local, criando um ambiente mais ácido. Assim como diferentes plantas prosperam em diferentes tipos de solo, diferentes bactérias prosperam em diferentes níveis de pH. Muitas bactérias potencialmente problemáticas, particularmente aquelas envolvidas na putrefação intestinal ou aquelas que produzem metabólitos indesejáveis, crescem melhor em um pH neutro ou ligeiramente alcalino. Quando o pH se torna mais ácido, seu crescimento é inibido, como se o clima estivesse frio demais para que elas se desenvolvam confortavelmente. Em contraste, bactérias benéficas como Lactobacillus e Bifidobacterium são acidófilas, o que significa que prosperam em ambientes ácidos e preferem níveis de pH mais baixos. Ao produzir ácido lático e acidificar o ambiente, o L. reuteri essencialmente altera o clima do intestino para favorecer as bactérias que se deseja estimular, enquanto torna o ambiente menos hospitaleiro para aquelas que se deseja inibir. É como ajustar o termostato em um quarto onde certas pessoas se sentem muito confortáveis naquela temperatura, enquanto outras a acham muito fria e decidem sair. Os ácidos orgânicos também têm efeitos antimicrobianos além de simplesmente acidificar o ambiente, porque as formas não dissociadas desses ácidos podem atravessar as membranas bacterianas e, uma vez dentro de bactérias com pH interno neutro, liberam prótons que acidificam o citoplasma bacteriano, interferindo em seu metabolismo internamente como um cavalo de Troia químico.
O guardião da muralha: fortalecendo a barreira que protege seu reino.
Se o seu intestino fosse uma cidade, o epitélio intestinal — a camada de células que separa o conteúdo do seu intestino do resto do corpo — seria como a muralha da cidade, a defesa crucial que determina o que pode entrar e o que deve ficar de fora. Essa muralha não é simplesmente uma barreira sólida e impenetrável; é mais como uma muralha inteligente com portões seletivos que permitem a passagem de nutrientes, água e substâncias benéficas, enquanto bloqueiam patógenos, toxinas e antígenos que poderiam causar problemas. A integridade dessa muralha depende de conexões especiais entre as pedras individuais que a compõem: as células epiteliais. Essas conexões são chamadas de junções estreitas e funcionam como a argamassa que veda os espaços entre os tijolos em uma parede real. Quando as junções estreitas são fortes e bem conservadas, a muralha é sólida e permite apenas a passagem controlada e seletiva. Mas quando as junções estreitas enfraquecem ou se rompem, surgem rachaduras na muralha que permitem a passagem de substâncias indesejadas — um fenômeno às vezes chamado de aumento da permeabilidade intestinal. É aqui que o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 atua como um construtor de paredes mestre. O L. reuteri pode aumentar a expressão de proteínas que formam essas junções estreitas, incluindo ocludina, claudinas e zonula ocludens, essencialmente reforçando a argamassa entre os tijolos e selando as fissuras. Ele faz isso sinalizando as células epiteliais, enviando mensagens moleculares que as instruem a produzir mais dessas proteínas de junção. Além disso, o L. reuteri estimula a produção de muco intestinal, uma camada protetora gelatinosa que reveste a parede como um fosso cheio de um fluido viscoso, fornecendo outra camada de defesa. Esse muco é secretado por células especializadas chamadas células caliciformes, e o L. reuteri pode aumentar sua atividade secretora. O muco não apenas fornece uma barreira física, mas também contém peptídeos antimicrobianos, anticorpos e outros componentes de defesa. Ao fortalecer tanto as junções estreitas quanto a camada de muco, a L. reuteri mantém a barreira intestinal forte e intacta, garantindo que a microbiota intestinal possa interagir adequadamente com o mundo exterior, ao mesmo tempo que se protege de invasões.
O embaixador diplomático: modulando o exército imunológico para respostas equilibradas.
Seu intestino não possui apenas uma parede física; ele também abriga um enorme exército imunológico posicionado logo abaixo do epitélio, pronto para responder a qualquer ameaça que possa penetrar suas defesas. Esse exército imunológico intestinal representa a maior parte de todo o seu sistema imunológico, e sua função é incrivelmente complexa e cheia de nuances. Ele não pode simplesmente atacar tudo o que vê, pois o intestino está constantemente exposto a trilhões de bactérias comensais benéficas e a múltiplos antígenos alimentares completamente inofensivos. O exército imunológico precisa distinguir entre ameaças reais que exigem uma resposta vigorosa e substâncias inofensivas que devem ser toleradas. Quando esse equilíbrio é rompido e o exército imunológico se torna hiperreativo, atacando bactérias benéficas ou antígenos alimentares como se fossem invasores perigosos, o resultado é uma inflamação crônica que danifica o intestino. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 atua como um embaixador diplomático que pode modular esse exército imunológico, ajudando-o a responder adequadamente. L. reuteri interage com células-chave do sistema imunológico, particularmente as células dendríticas, que atuam como sentinelas e mensageiras. As células dendríticas patrulham o tecido intestinal, amostrando o conteúdo do lúmen. Quando encontram bactérias ou antígenos, processam-nos e apresentam fragmentos aos linfócitos T nos linfonodos próximos, determinando o tipo de resposta imune que se desenvolve. Quando as células dendríticas encontram a *Listeria reuteri* (DSM 17938), componentes da superfície da *L. reuteri* ligam-se a receptores nas células dendríticas, enviando sinais que modulam seu estado de ativação. As células dendríticas moduladas pela *L. reuteri* produzem um perfil de citocinas diferente, com mais citocinas regulatórias, como a IL-10, e menos citocinas pró-inflamatórias. Quando essas células dendríticas apresentam antígenos aos linfócitos T, promovem a diferenciação de linfócitos T reguladores, células imunes especializadas que atuam como pacificadoras, suprimindo respostas imunes excessivas e promovendo a tolerância. É como se a *L. reuteri*, como embaixadora, estivesse treinando o exército imunológico para ser mais disciplinado e criterioso, respondendo fortemente quando há uma ameaça real, mas permanecendo calmo e tolerante quando não há perigo genuíno. Esse treinamento diplomático do exército imunológico pela L. reuteri resulta em um ambiente intestinal menos inflamado e mais equilibrado.
O competidor astuto: vencendo a batalha por espaço e recursos.
O intestino tem uma capacidade limitada de abrigar seus habitantes. Há um número limitado de sítios de adesão adequados no epitélio onde as bactérias podem se fixar e se estabelecer, e a quantidade de nutrientes disponíveis para elas como alimento também é limitada. Essa limitação cria uma competição acirrada entre os microrganismos por esses recursos finitos, e aqueles que conseguem competir eficientemente prosperam, enquanto os que não conseguem são eliminados. Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é um competidor astuto que consegue superar microrganismos potencialmente problemáticos na disputa por espaço e recursos, um fenômeno chamado exclusão competitiva. Imagine como uma competição por assentos em um ônibus lotado; uma vez que todos os assentos estejam ocupados, os passageiros que embarcam não têm onde se sentar e precisam ficar em pé ou, eventualmente, desembarcar. L. reuteri possui múltiplas vantagens competitivas. Primeiro, possui proteínas de adesão em sua superfície que lhe permitem aderir eficientemente às células epiteliais e à camada de muco, ocupando sítios de adesão privilegiados. Uma vez fixado, L. reuteri ocupa fisicamente esse espaço, bloqueando o acesso de outros microrganismos em um fenômeno chamado bloqueio estérico, semelhante a alguém ocupando um assento em um ônibus. Em segundo lugar, a *L. reuteri* é eficiente no consumo de carboidratos disponíveis, convertendo-os rapidamente em ácido lático e outros produtos. Ao consumir esses nutrientes de forma eficiente, a *L. reuteri* reduz sua disponibilidade para bactérias concorrentes, deixando-as com menos alimento para crescer. Em terceiro lugar, a produção de reuterina e ácido lático pela *L. reuteri* adiciona outra camada à competição, pois esses compostos inibem ativamente os concorrentes, enquanto a própria *L. reuteri* é resistente aos seus próprios produtos. É como se a *L. reuteri* pudesse liberar uma toxina no ambiente que não a afeta, mas enfraquece seus concorrentes, dando-lhe uma vantagem adicional. Em quarto lugar, ao criar um ambiente mais ácido, a *L. reuteri* cria condições que a favorecem, assim como outras bactérias acidófilas benéficas, enquanto desfavorece muitas bactérias problemáticas que preferem um pH neutro. Essa exclusão competitiva multifacetada permite que a *L. reuteri* module a composição do microbioma sem matar diretamente outros microrganismos, simplesmente competindo com eles por recursos limitados e tornando o ambiente menos favorável para eles.
A sobrevivente resiliente: navegando pela jornada traiçoeira da boca ao cólon.
Para que a L. reuteri DSM 17938 desempenhe todas as suas funções no intestino, ela precisa primeiro sobreviver a uma jornada épica e traiçoeira desde o ponto de entrada — a boca — até o destino final — o intestino delgado e o cólon. Essa jornada é como atravessar múltiplas zonas de perigo mortais, projetadas especificamente para matar microrganismos. A primeira zona de perigo é o estômago, um ambiente ácido com pH entre 1,5 e 2 — mais ácido que suco de limão e quase tão ácido quanto ácido de bateria. Esse ambiente extremamente ácido é uma das principais defesas do organismo contra patógenos ingeridos, matando a maioria das bactérias que tentam atravessá-lo. Muitos probióticos não conseguem sobreviver a esse ambiente ácido e chegam ao intestino mortos ou gravemente danificados, inúteis para exercer seus efeitos benéficos. Mas a L. reuteri DSM 17938 desenvolveu mecanismos sofisticados de tolerância à acidez que lhe permitem sobreviver. Ela possui bombas moleculares em sua membrana que expulsam ativamente os prótons que tentam entrar, mantendo o pH interno da bactéria mais neutro, mesmo quando o ambiente externo é extremamente ácido. Possui sistemas de reparo de DNA capazes de corrigir danos causados pela exposição ao ácido. Produz proteínas de choque ácido especiais que protegem componentes celulares críticos durante a exposição. É como se a *L. reuteri* usasse um traje de proteção e equipamentos de sobrevivência que lhe permitem atravessar o lago ácido. Após o estômago, o próximo desafio são os sais biliares no intestino delgado. A bile é secretada da vesícula biliar para o duodeno para emulsionar as gorduras da dieta, mas os sais biliares são detergentes biológicos que podem danificar as membranas bacterianas, dissolvendo lipídios e matando bactérias. A *L. reuteri* possui mecanismos de resistência à bile, incluindo bombas de efluxo que expelem os sais biliares que entraram e modificações na membrana que a tornam menos permeável aos sais biliares. Além disso, quando a *L. reuteri* é administrada em cápsulas, a cápsula proporciona proteção física extra durante o trânsito gástrico, como um veículo blindado protegendo seus ocupantes do ambiente externo hostil. A capacidade da L. reuteri DSM 17938 de sobreviver a essa jornada traiçoeira significa que uma proporção significativa das bactérias que você ingere chega ao intestino viva, metabolicamente ativa e pronta para desempenhar sua função de modular o microbioma, produzir metabólitos e interagir com o seu corpo.
O comunicador bioquímico: enviando mensagens que alteram o comportamento das células.
A bactéria Lyme-Lactobacillus reuteri DSM 17938 não vive passivamente no seu intestino; ela se comunica ativamente com as células do seu corpo usando uma linguagem bioquímica complexa, enviando sinais que podem alterar o comportamento celular e os genes que elas ativam. Imagine cada bactéria como uma torre de rádio emitindo múltiplos sinais diferentes, e as células do seu corpo possuem antenas, chamadas receptores, que detectam esses sinais e respondem a eles. Componentes na superfície da L. reuteri, incluindo moléculas como ácidos lipoteicoicos, peptidoglicano e exopolissacarídeos, são reconhecidos por receptores em células epiteliais e imunológicas, particularmente os receptores Toll-like. Esses receptores funcionam como sistemas de segurança que detectam a presença de microrganismos e desencadeiam respostas apropriadas. Quando os receptores nas suas células detectam os componentes da superfície da L. reuteri, eles ativam cascatas de sinalização dentro das células, como dominós caindo, que eventualmente chegam ao núcleo celular, onde o seu DNA está armazenado. Lá, eles ativam fatores de transcrição, proteínas especiais que podem ligar ou desligar genes específicos, alterando quais proteínas a célula produz. Dependendo dos sinais e do contexto específicos, a *L. reuteri* pode modular a expressão de genes envolvidos na defesa imunológica, incluindo peptídeos antimicrobianos que as células epiteliais secretam para proteção; genes envolvidos na função de barreira, incluindo proteínas de junção estreita que selam os espaços entre as células; genes envolvidos no metabolismo e no transporte de nutrientes; e genes que regulam a velocidade de divisão e diferenciação celular. Os metabólitos secretados pela *L. reuteri* também enviam sinais. Ácidos graxos de cadeia curta podem ativar receptores específicos nas células, e o butirato pode até mesmo entrar no núcleo e modificar diretamente a forma como o DNA é compactado, afetando quais genes estão acessíveis para leitura. Essa comunicação bioquímica entre a *L. reuteri* e as células permite que a bactéria module o comportamento celular de maneiras que favorecem a homeostase intestinal, a função de barreira adequada e respostas imunológicas equilibradas — como um maestro que rege diferentes seções de músicos para criar uma sinfonia harmoniosa.
Resumindo: o trabalhador visitante que transforma a cidade por dentro.
Para resumir a fascinante jornada de como o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 funciona, vamos retornar à nossa metáfora da cidade intestinal. Imagine seu intestino como uma metrópole movimentada, povoada por trilhões de habitantes microscópicos, alguns benéficos e trabalhadores, outros potencialmente problemáticos e disruptivos. O equilíbrio entre esses diferentes tipos de habitantes determina o bom funcionamento da sua cidade intestinal, afetando tudo, desde a digestão dos alimentos até o funcionamento do sistema imunológico e até mesmo o humor, através do eixo intestino-cérebro. Com o tempo, devido a fatores como dieta, estresse, medicamentos ou simplesmente as vicissitudes da vida, esse equilíbrio pode pender para o lado problemático, com muitos habitantes nocivos e poucos benéficos. É aí que entra o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, um microrganismo extraordinariamente talentoso e versátil que pode ser introduzido nessa cidade para ajudar a restaurar o equilíbrio e melhorar o funcionamento. Este trabalhador visitante precisa primeiro sobreviver a uma jornada épica através do lago ácido do seu estômago e do mar de sais biliares do seu intestino delgado, usando sua armadura especial de tolerância à acidez e resistência à bile para chegar vivo e ativo à cidade intestinal. Uma vez lá, ele utiliza um conjunto completo de ferramentas e habilidades. Com sua fábrica portátil de reuterina, produz um pesticida seletivo que inibe os residentes problemáticos, poupando os benéficos. Com seu metabolismo produtor de ácido lático, altera o clima da cidade para condições mais ácidas que favorecem os cidadãos benéficos. Com suas proteínas de adesão e consumo eficiente de nutrientes, compete com os residentes problemáticos por espaço e recursos, superando-os. Com suas ferramentas de construção molecular, fortalece a muralha da cidade, aumentando as junções estreitas e estimulando a produção de muco. Com sua diplomacia bioquímica, treina o exército imunológico da cidade para ser mais disciplinado e equilibrado, respondendo vigorosamente a ameaças reais, enquanto mantém a tolerância a substâncias inofensivas. E com seus sinais moleculares, comunica-se com as células do intestino, enviando mensagens que alteram quais genes estão ativos e como as células se comportam. O resultado de todas essas ações coordenadas é uma transformação do intestino em um estado mais saudável e funcional, com um melhor equilíbrio de microrganismos residentes, defesas mais fortes, inflamação reduzida e comunicação mais adequada com o resto do corpo. E embora a L. reuteri DSM 17938 não permaneça permanentemente no intestino, sendo uma espécie de visitante que eventualmente parte após alguns dias, as mudanças que ela provoca durante sua permanência — as melhorias na composição da microbiota intestinal, o fortalecimento da barreira e a modulação do sistema imunológico — podem persistir muito tempo depois de sua partida, deixando o intestino em melhor estado do que quando chegou, como um consultor especializado que chega, resolve problemas, treina a equipe local e parte, tendo gerado melhorias duradouras.
Produção de reuterina e atividade antimicrobiana seletiva
Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui a capacidade única, entre os probióticos, de produzir reuterina, um composto antimicrobiano de amplo espectro com notável seletividade para microrganismos potencialmente problemáticos. A reuterina, quimicamente 3-hidroxipropionaldeído, é um intermediário metabólico formado durante a conversão anaeróbica do glicerol em 1,3-propanodiol pela enzima glicerol desidratase. Quando L. reuteri metaboliza o glicerol disponível no lúmen intestinal, seja proveniente de fontes alimentares ou de outros processos metabólicos, a reuterina se acumula como um produto intermediário antes de sua subsequente conversão em 1,3-propanodiol. A reuterina exibe atividade antimicrobiana por meio de múltiplos mecanismos moleculares. Como um aldeído reativo, ela pode formar adutos covalentes com grupos tiol em proteínas e com grupos amino em proteínas e ácidos nucleicos, modificando sua estrutura e função. A reuterina pode inibir a ribonucleotídeo redutase, uma enzima essencial para a síntese de desoxirribonucleotídeos necessários para a replicação do DNA, bloqueando efetivamente a divisão celular bacteriana. Ela também pode causar danos oxidativos pela geração de espécies reativas de oxigênio nas células bacterianas. A seletividade antimicrobiana da reuterina é particularmente notável, apresentando maior atividade contra bactérias Gram-negativas potencialmente problemáticas, como Escherichia coli enteropatogênica, Salmonella e Helicobacter pylori; contra bactérias Gram-positivas, como Clostridium difficile e Staphylococcus aureus; e contra leveduras, como Candida, enquanto demonstra menor atividade contra bactérias láticas benéficas, incluindo outras espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium. Os mecanismos dessa seletividade não são totalmente compreendidos, mas podem envolver diferenças na permeabilidade da membrana à reuterina, diferenças nos sistemas de detoxificação de aldeídos ou diferenças na susceptibilidade das enzimas-alvo. A produção de reuterina pela L. reuteri DSM 17938 ocorre localmente no intestino, onde o glicerol é metabolizado, criando concentrações antimicrobianas localizadas que podem modular a composição do microbioma sem efeitos sistêmicos significativos.
Acidificação do ambiente intestinal através da produção de ácido lático e modulação do pH.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, uma homofermentativa facultativa, metaboliza carboidratos por meio da fermentação lática, produzindo ácido lático como seu principal produto metabólico em condições anaeróbicas. A via metabólica envolve a conversão de glicose em piruvato via glicólise, seguida pela redução do piruvato a lactato pela lactato desidrogenase, regenerando o NAD+ necessário para a continuidade da glicólise. O ácido lático produzido, em equilíbrio entre sua forma protonada e sua base conjugada, o lactato, é secretado no ambiente intestinal, onde pode reduzir o pH local. O grau de acidificação depende de múltiplos fatores, incluindo a densidade de L. reuteri, a disponibilidade de carboidratos fermentáveis e a capacidade tamponante do conteúdo intestinal. A redução do pH intestinal tem múltiplas consequências para a ecologia microbiana. Muitas bactérias Gram-negativas potencialmente problemáticas, particularmente aquelas envolvidas na putrefação, como certas espécies de Clostridium, Bacteroides e Enterobacteriaceae, possuem faixas de pH ótimas próximas da neutralidade e são inibidas em ambientes ácidos. Em contraste, as bactérias do ácido lático, incluindo Lactobacillus e Bifidobacterium, são acidófilas ou tolerantes a ácidos, crescendo bem em pH 4–6. Ao acidificar o ambiente intestinal, L. reuteri cria condições ecológicas que favorecem seletivamente as bactérias benéficas, enquanto desfavorecem as bactérias potencialmente problemáticas. Além da acidificação ambiental, o ácido lático e outros ácidos orgânicos possuem atividade antimicrobiana direta por meio de um mecanismo de ácido fraco. Formas não dissociadas de ácidos orgânicos, que predominam em pH baixo, podem se difundir através das membranas bacterianas lipofílicas. Uma vez dentro das células bacterianas com pH citoplasmático neutro, os ácidos se dissociam, liberando prótons que acidificam o citoplasma e ânions que podem se acumular. A acidificação citoplasmática interfere no gradiente de prótons transmembrana necessário para múltiplos processos, incluindo a geração de ATP, interrompe o metabolismo ao inibir enzimas sensíveis ao pH e pode danificar macromoléculas. A necessidade de expelir prótons para manter um pH citoplasmático neutro impõe uma carga energética às bactérias suscetíveis, inibindo seu crescimento.
Adesão ao epitélio intestinal e exclusão competitiva de patógenos.
A capacidade da Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 de aderir ao epitélio intestinal é mediada por múltiplos fatores de adesão expressos em sua superfície celular, que interagem com componentes da mucosa intestinal. Esses fatores de adesão incluem adesinas proteicas que podem se ligar a mucinas, as glicoproteínas abundantes que formam o gel mucoso que reveste o epitélio, e que podem se ligar a componentes da matriz extracelular, incluindo fibronectina, colágeno e laminina, expostos na lâmina própria quando o epitélio está danificado ou durante a renovação normal. Alguns fatores de adesão são proteínas de superfície com domínios de ligação à mucina que reconhecem estruturas específicas de carboidratos nas cadeias de oligossacarídeos da mucina. Outros incluem proteínas de ligação à fibronectina que podem mediar a adesão à matriz extracelular. A adesão é um processo de múltiplas etapas que envolve um contato inicial reversível por meio de interações eletrostáticas e hidrofóbicas, seguido por uma adesão mais forte e específica por meio de interações adesina-receptor. Uma vez aderida, a L. reuteri pode colonizar transitoriamente o intestino, residindo na camada de muco e em estreita proximidade com o epitélio por vários dias, enquanto continua a ser suprida exogenamente, embora tipicamente não estabeleça uma colonização permanente na microbiota residente. A adesão ao epitélio tem múltiplas consequências funcionais. Permite que a L. reuteri permaneça no intestino durante o trânsito intestinal, em vez de ser rapidamente removida, aumentando seu tempo de residência e possibilitando efeitos sustentados. Posiciona a L. reuteri próxima às células epiteliais e às células imunes residentes na mucosa, facilitando as interações bactéria-hospedeiro. Crucialmente, a adesão medeia a exclusão competitiva de patógenos por meio de múltiplos mecanismos. O bloqueio estérico ocorre quando a L. reuteri ocupa fisicamente os sítios de adesão que os patógenos poderiam utilizar, impedindo sua fixação. A competição por nutrientes ocorre porque as bactérias aderidas têm acesso privilegiado aos nutrientes secretados ou transportados através do epitélio. A produção local de reuterina e ácido lático pela L. reuteri aderida cria concentrações antimicrobianas particularmente elevadas na interface epitélio-lúmen, onde os patógenos, de outra forma, tentariam aderir. A modulação do epitélio pela adesão de L. reuteri também pode aumentar as defesas do hospedeiro, incluindo a produção de peptídeos antimicrobianos e o fortalecimento das junções estreitas que impedem a invasão bacteriana.
Fortalecimento da função de barreira intestinal através da modulação das junções estreitas e da produção de muco.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode fortalecer a função da barreira intestinal ao afetar múltiplos componentes dessa barreira, incluindo as junções oclusivas que selam os espaços paracelulares entre as células epiteliais adjacentes e a camada de muco que reveste o epitélio. As junções oclusivas são complexos multiproteicos compostos por proteínas transmembranares, incluindo ocludina, claudinas e moléculas de adesão juncional, que interagem homofilicamente entre células adjacentes, ancoradas ao citoesqueleto de actina por proteínas de ancoragem citoplasmáticas, incluindo as proteínas zonula occludens ZO-1, ZO-2 e ZO-3. A integridade das junções oclusivas determina a permeabilidade paracelular da barreira epitelial a íons, água e solutos. L. reuteri pode modular a expressão e a localização das proteínas das junções oclusivas por meio de sinalização para as células epiteliais. Componentes da superfície de L. reuteri interagem com receptores de reconhecimento de padrões em células epiteliais, particularmente receptores Toll-like, desencadeando cascatas de sinalização que convergem em fatores de transcrição que regulam genes de junções oclusivas. Estudos in vitro demonstraram que L. reuteri pode aumentar a expressão de ocludina e ZO-1 em monocamadas de células epiteliais, resultando em aumento da resistência elétrica transepitelial, um marcador de integridade aprimorada das junções oclusivas. Metabólitos de L. reuteri, incluindo ácidos graxos de cadeia curta derivados da fermentação, também podem modular as junções oclusivas. O butirato pode promover a formação de junções oclusivas por meio de efeitos na expressão gênica e pela ativação da AMPK, que fosforila proteínas de junções oclusivas, promovendo sua localização nas membranas. L. reuteri também pode proteger as junções oclusivas da ruptura mediada por inflamação, modulando a produção de citocinas pró-inflamatórias que podem desestabilizar as junções. Além de seus efeitos sobre as junções oclusivas, L. reuteri pode influenciar a produção de muco intestinal, afetando as células caliciformes que secretam mucinas. A estimulação das células caliciformes pode envolver a sinalização por meio de produtos bacterianos ou pelo efeito em células imunes que produzem citocinas que regulam a secreção de muco. O aumento da produção de muco fortalece a barreira física que separa a microbiota do epitélio e proporciona um ambiente enriquecido para bactérias comensais benéficas.
Indução de peptídeos antimicrobianos e fortalecimento das defesas inatas do hospedeiro.
Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular as defesas antimicrobianas inatas do hospedeiro, induzindo peptídeos antimicrobianos endógenos produzidos por células epiteliais intestinais. Os peptídeos antimicrobianos são componentes críticos da imunidade inata intestinal, fornecendo a primeira linha de defesa contra microrganismos. No intestino, os principais peptídeos antimicrobianos incluem as alfa-defensinas, produzidas pelas células de Paneth nas criptas do intestino delgado, as beta-defensinas, produzidas pelos enterócitos, e as catelicidinas. Esses peptídeos são secretados para o lúmen intestinal e a camada de muco, onde exercem atividade antimicrobiana por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a ruptura das membranas bacterianas pela formação de poros, a neutralização de lipopolissacarídeos e a interferência em processos intracelulares bacterianos. Crucialmente, os peptídeos antimicrobianos exibem seletividade, sendo mais ativos contra bactérias Gram-negativas potencialmente problemáticas e menos ativos contra bactérias comensais Gram-positivas. L. reuteri DSM 17938 pode aumentar a expressão de peptídeos antimicrobianos por meio da sinalização para as células epiteliais. Componentes da parede celular de *L. reuteri*, incluindo ácidos lipoteicoicos e peptidoglicano, são reconhecidos por receptores Toll-like em células epiteliais, particularmente o TLR2. A ativação do TLR2 desencadeia a sinalização via adaptadores MyD88, que ativam o NF-κB, um fator de transcrição que regula a expressão de múltiplos genes de defesa do hospedeiro, incluindo defensinas. Alternativamente, *L. reuteri* pode estimular a produção de peptídeos antimicrobianos indiretamente, modulando células imunes que produzem citocinas, as quais, por sua vez, regulam defensinas, particularmente a IL-22, produzida por células linfoides inatas, que é um potente estimulador da produção de peptídeos antimicrobianos pelo epitélio. O aumento da expressão de peptídeos antimicrobianos fortalece as defesas inatas contra microrganismos potencialmente problemáticos, preservando as bactérias comensais e, assim, contribuindo para a homeostase microbiana. Os peptídeos antimicrobianos também possuem funções imunomoduladoras além da atividade antimicrobiana direta, incluindo o recrutamento de células imunes, a modulação da inflamação e a promoção do reparo tecidual.
Modulação de células dendríticas e promoção de respostas imunes tolerogênicas
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode modular a função das células dendríticas intestinais, células apresentadoras de antígenos profissionais que são cruciais para determinar a natureza das respostas imunes adaptativas. As células dendríticas residem na lâmina própria intestinal, onde estendem dendritos entre as células epiteliais para amostrar o conteúdo luminal. Quando encontram bactérias ou antígenos, internalizam-nos por endocitose ou fagocitose, processam-nos por degradação proteolítica em endossomas e fagossomos e apresentam fragmentos peptídicos em moléculas de MHC classe II em sua superfície. As células dendríticas migram para os linfonodos mesentéricos, onde apresentam antígenos a linfócitos T virgens, iniciando respostas imunes adaptativas. Fundamentalmente, as células dendríticas não apenas ativam as respostas imunes, mas também determinam o tipo de resposta por meio dos sinais que fornecem durante a apresentação de antígenos. Os sinais coestimulatórios, a expressão de moléculas de superfície e as citocinas produzidas pelas células dendríticas instruem os linfócitos T a se diferenciarem em subtipos específicos, incluindo Th1, Th2, Th17 ou linfócitos T reguladores. *Lithium reuteri* DSM 17938 pode interagir com as células dendríticas por meio de componentes de superfície reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões, particularmente TLR2 e receptores de lectina do tipo C, como DC-SIGN. Essas interações modulam o estado de ativação das células dendríticas e sua produção de citocinas. *L. reuteri* pode promover um fenótipo de célula dendrítica tolerogênico ou regulador, caracterizado pela redução da expressão de moléculas coestimulatórias, aumento da produção de citocinas anti-inflamatórias, como IL-10 e TGF-β, e redução da produção de citocinas pró-inflamatórias, como IL-12 e IL-23. Quando essas células dendríticas moduladas por *L. reuteri* apresentam antígenos aos linfócitos T nos linfonodos, elas promovem a diferenciação de linfócitos T reguladores, caracterizados pela expressão do fator de transcrição Foxp3. Os linfócitos T reguladores suprimem respostas imunes excessivas por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a produção de citocinas imunossupressoras, o consumo de IL-2 (necessária para a proliferação de linfócitos T efetores) e o contato inibitório célula-célula. A promoção de linfócitos T reguladores por *L. reuteri* contribui para um ambiente imune intestinal mais tolerogênico, capaz de responder adequadamente a patógenos, mantendo a tolerância a bactérias comensais e antígenos alimentares.
Produção de vitaminas do complexo B e contribuição para o estado nutricional.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 possui vias biossintéticas que lhe permitem sintetizar múltiplas vitaminas do complexo B de novo a partir de precursores simples, contribuindo para o pool dessas vitaminas essenciais disponíveis no intestino para absorção pelo hospedeiro. A síntese de folato por L. reuteri envolve a via clássica de biossíntese bacteriana de folato, onde GTP e para-aminobenzoato são condensados e modificados por meio de uma série de reações enzimáticas catalisadas por enzimas como GTP ciclo-hidrolase, diidropteroato sintase e diidrofolato redutase, produzindo tetraidrofolato, a forma bioativa do folato que é um cofator para reações de transferência de um carbono, incluindo a síntese de nucleotídeos e o metabolismo de aminoácidos. A síntese de riboflavina envolve a conversão de GTP e ribulose-5-fosfato em riboflavina por meio de uma via que inclui as enzimas GTP ciclo-hidrolase II, diidroxibutanona fosfato sintase e riboflavina sintase. A riboflavina é um precursor das coenzimas FMN e FAD, que são cofatores para múltiplas oxidorredutases envolvidas no metabolismo energético. Algumas espécies de Lactobacillus também podem sintetizar outras vitaminas do complexo B, incluindo piridoxina, tiamina e cobalamina, embora a capacidade de sintetizá-las seja específica da cepa e possa variar. As vitaminas sintetizadas por L. reuteri no cólon podem ser absorvidas pelos colonócitos através de transportadores de vitaminas específicos expressos na membrana apical dos enterócitos colônicos. Embora a absorção de vitaminas no cólon seja geralmente menos eficiente do que no intestino delgado, onde ocorre a maior parte da absorção de nutrientes, a síntese microbiana de vitaminas pode contribuir significativamente para o estado vitamínico do hospedeiro, particularmente em contextos de ingestão alimentar inadequada ou necessidades aumentadas. A contribuição quantitativa da síntese bacteriana para o estado vitamínico geral depende de múltiplos fatores, incluindo a ingestão de vitaminas na dieta, a composição da microbiota intestinal e a capacidade absortiva do cólon. Além do fornecimento direto de vitaminas ao hospedeiro, as vitaminas sintetizadas por L. reuteri ficam disponíveis para outras bactérias no intestino, auxiliando o metabolismo da comunidade microbiana e potencialmente promovendo o crescimento de bactérias que necessitam dessas vitaminas, mas não conseguem sintetizá-las.
Metabolismo de carboidratos e produção de ácidos graxos de cadeia curta via fermentação cruzada
Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 produza principalmente ácido lático como produto de fermentação, em vez de ácidos graxos de cadeia curta diretamente, ela pode contribuir para a produção desses metabólitos cruciais por meio da fermentação cruzada, na qual o lactato produzido serve como substrato para outras bactérias intestinais. Os ácidos graxos de cadeia curta, particularmente acetato, propionato e butirato, são produtos finais da fermentação anaeróbica de carboidratos não digeríveis pela microbiota colônica. A L. reuteri metaboliza carboidratos disponíveis, incluindo glicose, frutose, galactose e alguns oligossacarídeos, por meio da glicólise, produzindo piruvato, que é reduzido a lactato pela lactato desidrogenase, regenerando o NAD+ para continuar a glicólise. O lactato secretado no lúmen do cólon pode ser utilizado por bactérias produtoras de butirato, incluindo Faecalibacterium prausnitzii, Eubacterium hallii e Anaerostipes, que convertem o lactato em butirato por meio de vias metabólicas que envolvem a ativação do lactato em lactil-CoA, a conversão em acriloil-CoA e a redução em butiril-CoA, que é então convertido em butirato. Essa fermentação cruzada, na qual L. reuteri produz lactato que é convertido em butirato por outras bactérias, representa uma relação sintrófica que aumenta a produção total de ácidos graxos de cadeia curta no intestino. Os ácidos graxos de cadeia curta têm múltiplos efeitos importantes no hospedeiro. O butirato é a principal fonte de energia para os colonócitos, fornecendo aproximadamente 70% de sua energia por meio da beta-oxidação nas mitocôndrias. O butirato também modula a expressão gênica nos colonócitos, inibindo as histonas desacetilases, promovendo a diferenciação e a função adequadas. O propionato é transportado para o fígado, onde pode modular a gliconeogênese e a lipogênese. O acetato entra na circulação sistêmica, onde pode ser utilizado como substrato metabólico pelos tecidos periféricos. Os ácidos graxos de cadeia curta também atuam como moléculas sinalizadoras, ativando receptores acoplados à proteína G, particularmente GPR41 e GPR43, expressos em células epiteliais, imunes e endócrinas. A ativação desses receptores modula a inflamação, a função de barreira, a secreção de hormônios intestinais, incluindo GLP-1 e PYY, e o metabolismo. Ao contribuir para a produção de ácidos graxos de cadeia curta por meio da fermentação cruzada, o L. reuteri auxilia em múltiplos aspectos da saúde intestinal e do metabolismo sistêmico.
Modulação da produção intestinal de serotonina e da sinalização neuroendócrina
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode influenciar a produção de serotonina no trato gastrointestinal ao afetar as células enterocromafins, células neuroendócrinas especializadas que sintetizam e secretam a maior parte da serotonina do corpo. As células enterocromafins residem na mucosa intestinal, distribuídas entre as células epiteliais, e sintetizam serotonina a partir do aminoácido triptofano por hidroxilação a 5-hidroxitriptofano pela triptofano hidroxilase 1, seguida de descarboxilação a serotonina pela descarboxilase de aminoácidos aromáticos. A serotonina é armazenada em vesículas densas e liberada em resposta a múltiplos estímulos, incluindo estiramento mecânico, nutrientes luminais e sinais da microbiota intestinal. Uma vez liberada, a serotonina atua nos receptores de serotonina presentes nos neurônios entéricos dos plexos mioentérico e submucoso, nas células musculares lisas, nas células imunes e nas terminações aferentes vagais. A sinalização da serotonina modula múltiplas funções gastrointestinais, incluindo a motilidade por meio de efeitos no complexo motor migratório e nas contrações peristálticas, a secreção de fluidos e eletrólitos, a sensação visceral por meio da ativação de aferentes vagais e espinais, e a função imunológica por meio de efeitos em células imunes que expressam receptores de serotonina. O microbioma pode influenciar a produção de serotonina por meio de múltiplos mecanismos. Ele pode afetar a disponibilidade de triptofano, metabolizando-o em indóis e outros metabólitos. Pode produzir metabólitos que estimulam as células enterocromafins a liberarem serotonina, incluindo ácidos graxos de cadeia curta que ativam receptores nessas células. Pode modular a expressão da triptofano hidroxilase 1, a enzima limitante da velocidade na síntese de serotonina. A bactéria *Listeria reuteri* DSM 17938 pode influenciar a produção de serotonina por meio desses mecanismos. Seus metabólitos podem estimular as células enterocromafins, e sua modulação do microbioma pode afetar a disponibilidade de precursores e cofatores. Embora a serotonina intestinal não atravesse a barreira hematoencefálica em quantidades significativas e, portanto, não afete diretamente a função cerebral, ela é importante para a função gastrointestinal e pode sinalizar para o cérebro através do nervo vago, contribuindo para a comunicação intestino-cérebro. A modulação da serotonina intestinal por *L. reuteri* pode contribuir para seus efeitos na motilidade e função gastrointestinal.
Resistência ao estresse gastrointestinal e sobrevivência durante o trânsito.
A capacidade da Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 de exercer efeitos benéficos no intestino depende criticamente de sua capacidade de sobreviver à passagem pelas condições adversas do trato gastrointestinal superior. Essa sobrevivência é mediada por múltiplos mecanismos de tolerância ao estresse que a L. reuteri desenvolveu. A tolerância à acidez durante o trânsito gástrico é mediada pela resposta de tolerância à acidez, que envolve a indução de múltiplos genes em resposta à exposição ao ácido. Esses mecanismos incluem ATPases da bomba de prótons que expulsam ativamente prótons do citoplasma, mantendo um pH citoplasmático mais neutro mesmo quando o pH externo é extremamente baixo. A arginina deiminase, uma enzima que converte arginina em ornitina, produzindo amônia e CO2, pode atuar como um sistema tampão consumindo prótons. A produção de proteínas de choque ácido, incluindo chaperonas que protegem as proteínas da desnaturação causada pelo baixo pH, é aumentada. Os sistemas de reparo do DNA são induzidos para corrigir os danos às bases do DNA causados pela acidificação. A modificação da membrana celular pela incorporação de ácidos graxos de cadeia mais longa e mais saturados reduz a fluidez da membrana e a permeabilidade a prótons. A resistência aos sais biliares no intestino delgado é mediada por bombas de efluxo que expulsam os sais biliares que penetraram na célula, incluindo transportadores ABC que reconhecem os sais biliares como substratos. A hidrolase de sais biliares, uma enzima que desconjuga os sais biliares conjugados, pode reduzir a toxicidade dos sais biliares, pois os sais biliares desconjugados são menos solúveis e menos capazes de penetrar nas membranas em comparação com os sais biliares conjugados. Modificações na membrana, incluindo alterações na composição lipídica e glicosilação de proteínas de superfície, podem reduzir a interação dos sais biliares com a membrana, diminuindo assim seu efeito detergente. A expressão de proteínas de choque geral, incluindo chaperonas como GroEL e DnaK, que auxiliam no correto dobramento de proteínas, aumenta em resposta ao estresse biliar. Esses múltiplos mecanismos de tolerância ao estresse permitem que uma proporção significativa de L. reuteri DSM 17938, administrada por via oral, sobreviva ao trânsito gástrico e intestinal superior para alcançar o cólon viável e metabolicamente ativo, capaz de exercer seus efeitos benéficos sobre o microbioma e o hospedeiro.
Apoio ao estabelecimento e colonização do probiótico
• Prebióticos (inulina, frutooligossacarídeos, galactooligossacarídeos): Os prebióticos são carboidratos não digeríveis que servem como substrato seletivo para bactérias benéficas no cólon, e sua combinação com Lactobacillus reuteri DSM 17938 representa uma sinergia simbiótica clássica. Quando L. reuteri coloniza o intestino, necessita de fontes de carboidratos fermentáveis para seu metabolismo e para a produção de ácido lático e outros metabólitos. Prebióticos como a inulina extraída da raiz de chicória, os frutooligossacarídeos e os galactooligossacarídeos fornecem esses substratos de uma forma que favorece seletivamente as bactérias benéficas, incluindo Lactobacillus e Bifidobacterium, enquanto são menos utilizáveis por bactérias potencialmente problemáticas. A fermentação dos prebióticos por L. reuteri e outras bactérias benéficas produz ácidos graxos de cadeia curta que promovem a saúde dos colonócitos, fortalecem a função de barreira e modulam a imunidade intestinal. Os prebióticos também podem melhorar a adesão dos probióticos ao epitélio, modificando a camada de muco e criando um ambiente mais favorável ao seu estabelecimento. A dose típica de prebióticos é de 5 a 10 gramas por dia, começando com doses baixas e aumentando gradualmente para minimizar a fermentação excessiva inicial, que pode causar inchaço.
• Amido resistente: O amido resistente é um tipo de carboidrato que resiste à digestão no intestino delgado e chega ao cólon, onde pode ser fermentado pela microbiota intestinal, fornecendo um substrato particularmente valioso para bactérias produtoras de butirato e outros comensais benéficos, incluindo *L. reuteri*. O amido resistente é classificado em vários tipos, sendo o tipo 2 (amido granular nativo) e o tipo 3 (amido retrogradado) os mais relevantes para suplementação. Quando *L. reuteri* metaboliza os carboidratos disponíveis, produzindo ácido lático, esse lactato pode servir como substrato para bactérias produtoras de butirato por meio de fermentação cruzada, e a presença de amido resistente como substrato adicional amplifica essa cascata metabólica. O butirato resultante é o combustível preferido dos colonócitos, auxilia na função de barreira ao aumentar a expressão de proteínas de junção estreita, possui efeitos anti-inflamatórios ao inibir o NF-κB e inibe as histonas desacetilases ao modular a expressão gênica nas células intestinais. O amido resistente também reduz o pH do cólon por meio da fermentação, complementando os efeitos acidificantes do L. reuteri e criando um ambiente que favorece bactérias acidófilas benéficas. A dose típica é de 15 a 30 gramas por dia, que podem ser obtidas a partir de amido de batata cru, bananas verdes ou suplementos de amido resistente tipo 2.
• L-Glutamina: A L-glutamina é o aminoácido mais abundante no corpo e o combustível preferido dos enterócitos no intestino delgado, onde fornece aproximadamente 70% da sua energia através da oxidação nas mitocôndrias. A combinação de L-glutamina com L. reuteri DSM 17938 cria um efeito sinérgico para fortalecer a função da barreira intestinal por meio de mecanismos complementares. Enquanto L. reuteri fortalece as junções oclusivas através da sinalização que aumenta a expressão de proteínas de junção oclusiva e reduz a inflamação que pode desestabilizar a barreira, a glutamina apoia diretamente a integridade estrutural e metabólica dos enterócitos que formam a barreira. A glutamina é um substrato para a síntese de proteínas, incluindo proteínas de junção oclusiva; fornece energia para a alta taxa de renovação das células epiteliais intestinais que se regeneram a cada 3-5 dias; e é um precursor para a síntese de glutationa intracelular, que protege os enterócitos do estresse oxidativo. A glutamina também pode modular a expressão de proteínas de choque térmico que protegem as células intestinais do estresse. Durante períodos de estresse metabólico, doenças ou após o uso de antibióticos ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) que podem comprometer a barreira intestinal, a demanda por glutamina aumenta, e a suplementação pode ser particularmente benéfica. A dosagem típica é de 5 a 15 gramas por dia, dividida em 2 a 3 doses, tomadas em jejum para otimizar a absorção.
• Zinco (Sete Zincos + Cobre): O zinco é um mineral essencial envolvido em mais de 300 reações enzimáticas e desempenha funções específicas na integridade da barreira intestinal, na função imunológica e na manutenção do epitélio gastrointestinal, criando múltiplos pontos de sinergia com L. reuteri DSM 17938. O zinco é um cofator estrutural para proteínas de junção estreita, incluindo a ocludina, onde estabiliza sua estrutura coordenando-se com resíduos de cisteína. A deficiência de zinco resulta na ruptura das junções estreitas e no aumento da permeabilidade intestinal. A combinação de zinco com L. reuteri, que sinaliza para aumentar a expressão de proteínas de junção estreita, fornece tanto o estímulo transcricional quanto o cofator mineral necessário para a síntese e o funcionamento adequado dessas proteínas. O zinco também é crucial para a função imunológica, sendo necessário para o desenvolvimento e a função de linfócitos T, células NK e células dendríticas, que L. reuteri modula. O zinco é um cofator para a superóxido dismutase dependente de zinco/cobre, uma importante enzima antioxidante nas células intestinais. A deficiência de zinco compromete a renovação do epitélio intestinal, pois o zinco é necessário para a síntese de DNA e a divisão celular. O produto Seven Zincs + Copper fornece múltiplas formas de zinco, incluindo quelatos que otimizam a biodisponibilidade, juntamente com cobre, que deve ser administrado com zinco para prevenir a deficiência de cobre induzida pelo zinco, já que esses minerais competem pela absorção. A dosagem típica é de 15 a 30 mg de zinco elementar por dia, ajustando-se de acordo com os níveis basais de zinco.
Modulação imunológica e redução da inflamação intestinal
• Vitamina D3 + K2: A vitamina D3 é um hormônio esteroide que tem efeitos profundos na função imunológica e na saúde intestinal, sendo altamente sinérgicos com os efeitos imunomoduladores de L. reuteri (DSM 17938). A vitamina D modula a função das células dendríticas, favorecendo um fenótipo tolerogênico semelhante ao efeito de L. reuteri, onde as células dendríticas produzem mais IL-10 e menos IL-12, promovendo a diferenciação de linfócitos T reguladores em vez de linfócitos T efetores pró-inflamatórios. A vitamina D também modula diretamente os linfócitos T, inibindo a diferenciação de células Th1 e Th17 pró-inflamatórias, enquanto favorece os linfócitos T reguladores. No epitélio intestinal, a vitamina D aumenta a expressão de peptídeos antimicrobianos, incluindo catelicidina e beta-defensinas, complementando os efeitos de L. reuteri na indução de peptídeos antimicrobianos. A vitamina D pode fortalecer as junções oclusivas, aumentando a expressão de proteínas de junção oclusiva e por meio de efeitos anti-inflamatórios que previnem a ruptura da barreira. A deficiência de vitamina D está associada à disfunção da barreira intestinal e à desregulação das respostas imunes intestinais. A vitamina K2 presente no produto auxilia no funcionamento adequado de proteínas dependentes de vitamina K, incluindo a proteína Gla da matriz, que previne a calcificação de tecidos moles, um possível efeito adverso da suplementação isolada de vitamina D. A dose típica é de 2000 a 5000 UI de vitamina D3 por dia, ajustada de acordo com os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D, que idealmente devem estar na faixa de 40 a 60 ng/mL.
• Curcumina (forma lipossomal ou com intensificador de biodisponibilidade): A curcumina, o principal polifenol ativo da Curcuma longa, possui potentes propriedades anti-inflamatórias por inibir o NF-κB, um fator de transcrição essencial que regula a expressão de múltiplos genes pró-inflamatórios, incluindo citocinas como TNF-α, IL-1β e IL-6. A combinação de curcumina com L. reuteri DSM 17938 cria uma sinergia anti-inflamatória na qual L. reuteri modula a inflamação intestinal afetando as células imunes e fortalecendo a função de barreira, enquanto a curcumina proporciona efeitos anti-inflamatórios sistêmicos e locais por inibir as vias de sinalização inflamatórias. A curcumina também pode modular diretamente a composição da microbiota intestinal, aumentando a abundância de bactérias benéficas, incluindo Lactobacillus e Bifidobacterium, e reduzindo bactérias potencialmente problemáticas — efeitos que complementam a modulação da microbiota por L. reuteri. A curcumina afeta a função da barreira intestinal aumentando a expressão de proteínas de junção estreita e reduzindo a permeabilidade intestinal comprometida pela inflamação. A curcumina padrão apresenta baixa biodisponibilidade devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e à baixa solubilidade aquosa; portanto, formulações com biodisponibilidade aprimorada, como curcumina lipossomal, curcumina com piperina ou curcumina em complexos fosfolipídicos, são preferíveis. A dosagem típica é de 500 a 1000 mg de curcumina com biodisponibilidade aprimorada, uma ou duas vezes ao dia, com as refeições.
• Ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa (C15 – Ácido Pentadecanoico): O ácido pentadecanoico (C15:0) é um ácido graxo saturado de cadeia ímpar que tem sido investigado por sua capacidade de promover a função celular, ativando o receptor PPARα e estabilizando as membranas celulares, oferecendo uma alternativa funcional aos ômega-3 tradicionais EPA/DHA. No contexto da saúde intestinal e da imunomodulação, o C15 pode complementar os efeitos do L. reuteri DSM 17938, reduzindo a inflamação sistêmica e promovendo a integridade das membranas celulares intestinais. Ácidos graxos de cadeia ímpar, como o C15, integram-se às membranas celulares, onde podem modular a fluidez da membrana e a função de proteínas de membrana, incluindo receptores e transportadores. O C15 pode ativar o PPARα, um receptor nuclear que regula o metabolismo lipídico e possui efeitos anti-inflamatórios, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias. A ativação do PPARα também pode melhorar a função da barreira intestinal e modular a resposta imune intestinal para um perfil menos inflamatório. O C15 pode ser obtido de produtos lácteos integrais, particularmente manteiga e queijo, onde os ácidos graxos de cadeia ímpar são produzidos pela fermentação bacteriana no rúmen dos ruminantes, ou pode ser suplementado diretamente. A dose tipicamente investigada é de 100 a 200 mg de ácido pentadecanoico por dia.
• Quercetina: A quercetina é um flavonóide com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e imunomoduladoras que podem atuar sinergicamente com L. reuteri DSM 17938 para promover a saúde intestinal e a função imunológica. A quercetina inibe múltiplas vias inflamatórias, incluindo NF-κB e a produção de citocinas pró-inflamatórias, complementando os efeitos anti-inflamatórios de L. reuteri. A quercetina estabiliza os mastócitos, reduzindo a liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios, o que pode ser benéfico em contextos de maior reatividade intestinal. A quercetina pode fortalecer a função da barreira intestinal, aumentando a expressão de proteínas de junção estreita, um efeito aditivo aos efeitos de barreira de L. reuteri. A quercetina também possui atividade prebiótica, promovendo o crescimento de bactérias benéficas, incluindo certas espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium, enquanto inibe bactérias potencialmente problemáticas por meio de sua atividade antimicrobiana seletiva. A quercetina modula a função das células dendríticas e pode promover a diferenciação de células T reguladoras, efeitos que complementam a modulação imunológica por L. reuteri. A biodisponibilidade da quercetina padrão é limitada, portanto, formulações prolipossomais ou outras formas com biodisponibilidade aumentada são preferíveis. A dose típica é de 500 a 1000 mg de quercetina com biodisponibilidade aumentada, uma ou duas vezes ao dia, com as refeições que contêm gordura.
Suporte metabólico e produção de energia celular
• B-Active: Vitaminas do Complexo B Ativadas: As vitaminas do complexo B são cofatores essenciais para múltiplas enzimas envolvidas no metabolismo energético, e sua combinação com L. reuteri DSM 17938 auxilia tanto o metabolismo do próprio probiótico quanto o metabolismo das células hospedeiras, particularmente os enterócitos, que possuem alta demanda energética. L. reuteri pode sintetizar certas vitaminas do complexo B, incluindo folato e riboflavina, mas a suplementação com um complexo B completo garante a disponibilidade ideal de todos os cofatores B necessários para o metabolismo. As vitaminas do complexo B são cruciais para o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, o que fornece energia aos enterócitos e outras células intestinais. A vitamina B2 (riboflavina) é um precursor de FAD e FMN, cofatores para enzimas da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial. A vitamina B3 (niacina) é um precursor de NAD+ e NADP+, cofatores para múltiplas desidrogenases e enzimas antioxidantes. A vitamina B5 (ácido pantotênico) é um precursor da coenzima A, essencial para o metabolismo de ácidos graxos e o ciclo de Krebs. A vitamina B6 (piridoxina) é um cofator para mais de 100 enzimas, incluindo aquelas envolvidas no metabolismo de aminoácidos e na síntese de neurotransmissores. O folato (vitamina B9) e a vitamina B12 (cobalamina) são cruciais para a síntese de DNA e a divisão celular, sendo particularmente importantes para a alta taxa de renovação das células epiteliais intestinais. O produto B-Active fornece formas ativadas de vitaminas do complexo B, incluindo metilfolato, metilcobalamina e piridoxal-5-fosfato, que podem ser utilizadas diretamente sem necessidade de conversão metabólica, sendo especialmente benéficas para indivíduos com polimorfismos genéticos que dificultam a conversão das formas padrão. A dose típica fornece de 100% a 400% do valor diário recomendado de cada vitamina do complexo B.
• CoQ10 + PQQ: A coenzima Q10 e a pirroloquinolina quinona são cofatores mitocondriais que auxiliam na produção de energia celular e podem apresentar sinergia significativa com L. reuteri DSM 17938 para otimizar a função intestinal, considerando as altas demandas energéticas dos enterócitos. A CoQ10 é um componente da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial, onde transfere elétrons dos complexos I e II para o complexo III, sendo essencial para a produção de ATP. A CoQ10 também atua como um antioxidante lipofílico nas membranas mitocondriais e celulares, protegendo os lipídios da peroxidação. Os enterócitos possuem alta densidade mitocondrial e metabolismo oxidativo ativo para sustentar suas funções de absorção de nutrientes, manutenção de gradientes iônicos por meio de bombas dependentes de ATP e síntese proteica para rápida renovação; portanto, requerem função mitocondrial otimizada. A PQQ é um cofator para desidrogenases bacterianas e pode estimular a biogênese mitocondrial em células de mamíferos, ativando o PGC-1α, aumentando o número e a função das mitocôndrias. A PQQ também possui propriedades neuroprotetoras e antioxidantes. A combinação de CoQ10, que otimiza a função das mitocôndrias existentes, e PQQ, que pode aumentar o número de mitocôndrias, cria um efeito sinérgico para o suporte metabólico. Quando combinada com L. reuteri, que modula a inflamação intestinal e fortalece a função de barreira, cria-se um ambiente onde os enterócitos podem funcionar metabolicamente de forma otimizada, sem serem comprometidos pela inflamação ou pelo aumento da permeabilidade que causam estresse metabólico. A dosagem típica é de 100–300 mg de CoQ10 e 10–20 mg de PQQ por dia, ingeridos com refeições que contenham gordura para otimizar a absorção da CoQ10 lipofílica.
• Magnésio (Oito Magnésios): O magnésio é um mineral essencial envolvido em mais de 600 reações enzimáticas, incluindo todas as reações que envolvem ATP. Sua combinação com L. reuteri DSM 17938 auxilia múltiplos aspectos do metabolismo, da função muscular (incluindo a musculatura lisa intestinal) e da função nervosa (incluindo o sistema nervoso entérico). O magnésio é um cofator para enzimas envolvidas na glicólise, no ciclo de Krebs e na fosforilação oxidativa, todas cruciais para a produção de ATP. O magnésio é necessário para estabilizar o ATP em sua forma utilizável, MgATP. No contexto intestinal, o magnésio é importante para o funcionamento adequado da musculatura lisa intestinal, que medeia a motilidade, e a deficiência de magnésio pode comprometer as contrações intestinais adequadas. O magnésio também tem efeitos sobre o sistema nervoso entérico, que coordena a motilidade e a secreção intestinal. O magnésio pode ter efeitos osmóticos no lúmen intestinal quando suplementado por via oral, aumentando o teor de água do conteúdo intestinal e facilitando o trânsito, complementando assim os efeitos de L. reuteri na modulação da motilidade. O magnésio também é importante para a função imunológica e a síntese de proteínas, auxiliando na renovação dos enterócitos. O produto Ocho Magnesios fornece múltiplas formas de magnésio, incluindo quelatos orgânicos altamente biodisponíveis, como o bisglicinato de magnésio, que minimiza os efeitos osmóticos, e formas como o citrato de magnésio, que têm maior efeito na motilidade intestinal, proporcionando benefícios multifacetados. A dosagem típica é de 300 a 500 mg de magnésio elementar por dia, dividida em 2 a 3 doses com as refeições para otimizar a absorção e minimizar os efeitos osmóticos.
Proteção antioxidante e redução do estresse oxidativo intestinal.
• Complexo de Vitamina C com Camu-Camu: A vitamina C é um potente antioxidante hidrossolúvel que pode criar sinergia com L. reuteri DSM 17938, fornecendo proteção antioxidante complementar às defesas antioxidantes endógenas que o probiótico pode auxiliar. A vitamina C neutraliza espécies reativas de oxigênio em compartimentos aquosos, incluindo o citosol e os fluidos extracelulares, protegendo as biomoléculas de danos oxidativos. No intestino, o estresse oxidativo pode ser gerado pelo metabolismo celular, pela produção de espécies reativas por células imunes durante a inflamação e pela exposição a oxidantes alimentares ou ambientais. O estresse oxidativo excessivo pode prejudicar a função de barreira por meio da peroxidação lipídica da membrana e danos às proteínas de junção estreita. A vitamina C pode reciclar a vitamina E oxidada de volta à sua forma ativa, prolongando a atividade antioxidante da vitamina E nas membranas. A vitamina C é um cofator para múltiplas enzimas, incluindo as prolil hidroxilases envolvidas na síntese de colágeno, que é importante para a integridade da matriz extracelular na lâmina própria intestinal. A vitamina C fortalece o sistema imunológico por meio de seus efeitos sobre neutrófilos, linfócitos e células NK. O Complexo de Vitamina C com Camu-Camu fornece vitamina C de fontes naturais, incluindo o Camu-Camu, que é excepcionalmente rico em vitamina C, juntamente com bioflavonoides que acompanham a vitamina C em fontes naturais e podem ter efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios complementares. A dosagem típica é de 500 a 1000 mg de vitamina C, dividida em 2 a 3 doses diárias, pois a absorção da vitamina C é saturável e doses divididas otimizam a biodisponibilidade.
• Selênio (Minerais Essenciais): O selênio é um oligoelemento essencial que compõe selenoproteínas, incluindo glutationa peroxidases e tiorredoxina redutases, enzimas antioxidantes cruciais. Ele atua em sinergia com L. reuteri DSM 17938 para proteger contra o estresse oxidativo intestinal. As glutationa peroxidases catalisam a redução de peróxidos de hidrogênio e peróxidos lipídicos a água e álcoois, respectivamente, utilizando glutationa como agente redutor, protegendo assim as membranas celulares e os componentes intracelulares contra danos oxidativos. A glutationa peroxidase 2 é expressa especificamente no epitélio gastrointestinal, onde protege os enterócitos do estresse oxidativo. As tiorredoxina redutases regeneram a tiorredoxina reduzida, importante para múltiplos processos, incluindo a síntese de DNA e a modulação de fatores de transcrição sensíveis ao redox, como o NF-κB. O selênio também é um componente das iodotironina desiodases envolvidas no metabolismo do hormônio da tireoide. A deficiência de selênio compromete a capacidade antioxidante e pode aumentar a suscetibilidade a danos oxidativos e inflamação. Ao combinar o selênio com L. reuteri, que pode modular a inflamação intestinal reduzindo a produção de espécies reativas de oxigênio por células imunes ativadas, a proteção antioxidante é fornecida tanto pela redução da produção de oxidantes quanto pelo aumento da capacidade de neutralizá-los. O produto Essential Minerals fornece selênio juntamente com outros oligoelementos em formas biodisponíveis. A dose diária típica de selênio é de 100 a 200 mcg, e é importante não exceder 400 mcg por dia para evitar a toxicidade do selênio.
• N-Acetilcisteína (NAC): A N-acetilcisteína é um derivado acetilado do aminoácido cisteína que possui múltiplas propriedades, incluindo ser um precursor para a síntese de glutationa, o antioxidante intracelular mais importante, e apresentar atividade mucolítica, criando múltiplos pontos de sinergia com L. reuteri DSM 17938. A glutationa é um tripeptídeo composto por glutamato, cisteína e glicina, sendo a cisteína tipicamente o aminoácido limitante para sua síntese. A NAC fornece cisteína que pode ser utilizada para a síntese de glutationa nas células intestinais, aumentando a capacidade antioxidante intracelular e protegendo os enterócitos do estresse oxidativo gerado por inflamação, metabolismo ou exposição a toxinas. A glutationa é um cofator para as glutationa peroxidases que neutralizam os peróxidos e é um substrato para as glutationa S-transferases envolvidas na detoxificação de xenobióticos. A NAC também possui efeitos mucolíticos, reduzindo as ligações dissulfeto nas mucinas e, consequentemente, diminuindo a viscosidade do muco. No contexto intestinal, enquanto o *L. reuteri* estimula a produção de muco que protege o epitélio, a NAC pode modular as propriedades desse muco. A NAC também pode ter efeitos anti-inflamatórios diretos, modulando o NF-κB e reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias. A combinação da NAC, que aumenta as defesas antioxidantes intracelulares, com o *L. reuteri*, que modula a inflamação e fortalece a barreira intestinal, cria uma proteção abrangente para os enterócitos. A dose típica de NAC é de 600 a 1200 mg, uma ou duas vezes ao dia, em jejum para otimizar a absorção.
Biodisponibilidade e absorção
• Piperina: A piperina é um alcaloide derivado da Piper nigrum (pimenta-do-reino) que tem sido amplamente pesquisado por sua capacidade de aumentar a biodisponibilidade de múltiplos nutracêuticos e compostos bioativos, modulando enzimas metabolizadoras de fármacos e transportadores intestinais. A piperina inibe as enzimas do citocromo P450 no fígado e intestino, particularmente a CYP3A4, reduzindo o metabolismo de primeira passagem de compostos que são substratos dessas enzimas e aumentando seus níveis circulantes. A piperina também inibe as glucuroniltransferases, que conjugam compostos com ácido glucurônico para excreção, reduzindo a conjugação e a excreção de compostos bioativos. A piperina modula transportadores intestinais, incluindo a glicoproteína P, um transportador de efluxo que bombeia compostos dos enterócitos de volta para o lúmen intestinal, e sua inibição aumenta a absorção líquida. A piperina também pode aumentar a permeabilidade intestinal, afetando a estrutura da membrana dos enterócitos, facilitando a absorção de compostos. Embora o L. reuteri DSM 17938, como probiótico viável, não necessite de absorção sistêmica para exercer seus efeitos primários no intestino, a piperina pode aumentar a biodisponibilidade de cofatores que se combinam com o probiótico, incluindo curcumina, quercetina, vitaminas e outros compostos, maximizando os benefícios do protocolo completo de suplementação. Por esse motivo, a piperina é frequentemente utilizada como um cofator de potencialização cruzada que aumenta a eficácia de múltiplos componentes de um regime de suplementação. A dose típica de piperina é de 5 a 20 mg, administrada juntamente com os nutracêuticos cuja biodisponibilidade se deseja aumentar.
Quanto tempo leva para que Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 comece a apresentar efeitos perceptíveis?
O tempo necessário para que o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 produza efeitos perceptíveis varia significativamente dependendo do uso específico pretendido, da condição basal da microbiota intestinal, da dosagem utilizada e de fatores individuais como dieta, estado geral de saúde e uso recente de medicamentos que possam ter afetado a microbiota. Para efeitos imediatos de conforto digestivo, como redução do inchaço ou melhora da regularidade intestinal, algumas pessoas relatam mudanças sutis dentro de 3 a 7 dias de uso consistente, embora para outras esses efeitos possam levar de 2 a 4 semanas para se tornarem aparentes. Esses efeitos relativamente precoces podem refletir a colonização transitória do intestino pelo L. reuteri e seus efeitos imediatos na motilidade por meio da produção de histamina, na produção de metabólitos como o ácido lático e nas interações iniciais com a microbiota residente. Para uma modulação mais profunda da composição da microbiota intestinal, incluindo alterações na abundância relativa de diferentes espécies bacterianas, aumento da diversidade microbiana e o estabelecimento de um perfil microbiano mais equilibrado, os efeitos se desenvolvem gradualmente ao longo de 4 a 12 semanas de uso consistente. Estudos que analisaram a composição do microbioma antes e depois da administração de probióticos mostraram que as mudanças mais significativas na abundância de diferentes táxons bacterianos geralmente requerem pelo menos 4 a 8 semanas de colonização consistente. Para efeitos na modulação imunológica e na redução da inflamação intestinal, envolvendo alterações nas populações de células imunes, produção de citocinas e geração de linfócitos T reguladores, o desenvolvimento completo desses efeitos geralmente requer de 6 a 12 semanas. Para indivíduos que utilizam *L. reuteri* após tratamento com antibióticos para auxiliar na recuperação do microbioma, os efeitos na restauração da diversidade e função microbiana podem começar a ser evidentes em 2 a 4 semanas, mas a recuperação completa do microbioma pode levar de 2 a 6 meses, dependendo do tipo e da duração do antibiótico utilizado. É importante ter expectativas realistas e se comprometer com o uso consistente do probiótico por pelo menos 8 a 12 semanas antes de avaliar completamente sua eficácia, visto que a modulação do microbioma e as adaptações imunológicas que mediam muitos dos benefícios do probiótico são processos graduais que requerem tempo para se desenvolverem completamente.
Devo tomar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 com ou sem alimentos?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 deve ser ingerido com alimentos para otimizar sua sobrevivência durante o trânsito gastrointestinal e seu estabelecimento no intestino. Embora essa cepa tenha sido especificamente selecionada por sua resistência superior ao ácido gástrico e aos sais biliares em comparação com muitas outras cepas probióticas, ingeri-la com alimentos proporciona uma importante proteção adicional. Ao ingerir o probiótico com uma refeição, o alimento atua como um tampão, elevando o pH gástrico de seu nível altamente ácido em jejum, de aproximadamente 1,5 a 2, para aproximadamente 3 a 5 durante a digestão, reduzindo assim a exposição do probiótico ao ácido extremamente forte. O alimento também estimula a secreção de bicarbonato pancreático no intestino delgado, que neutraliza a acidez gástrica, criando um ambiente mais favorável para o probiótico em sua jornada do estômago para o intestino. Para maximizar ainda mais a sobrevivência e o estabelecimento do probiótico, é particularmente benéfico ingeri-lo com refeições que contenham quantidades moderadas de gorduras saudáveis. As gorduras alimentares estimulam a secreção de bile pela vesícula biliar e, embora os sais biliares possam ser estressantes para as bactérias, a L. reuteri DSM 17938 possui mecanismos de resistência à bile. A presença de gorduras emulsionadas pela bile pode reduzir a concentração efetiva de sais biliares que entram em contato direto com o probiótico. Refeições adequadas para o consumo do probiótico incluem café da manhã com ovos, abacate, manteiga de amendoim ou iogurte integral; almoço ou jantar com peixes gordos, azeite de oliva na salada, nozes ou carnes com gorduras naturais; ou simplesmente adicionando uma colher de sopa de óleo de coco ou manteiga de amêndoa a uma refeição com baixo teor de gordura. Não é necessário consumir refeições muito grandes ou com alto teor de gordura; quantidades moderadas de alimentos e gordura são suficientes para proporcionar o efeito protetor.
Posso abrir as cápsulas de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 se tiver dificuldade em engoli-las?
Sim, se você tiver dificuldade para engolir cápsulas, pode abrir cuidadosamente as cápsulas de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 e consumir o conteúdo misturado com alimentos ou bebidas adequados. O conteúdo da cápsula é o probiótico liofilizado em pó, geralmente de cor bege claro a amarelado, e pode ter um sabor levemente ácido ou neutro, característico de bactérias láticas liofilizadas. Você pode misturar o pó em iogurte, de preferência integral, que fornece gorduras benéficas e possui sua própria população de bactérias láticas compatíveis com o L. reuteri. Você também pode misturá-lo em um smoothie, especialmente um que contenha frutas, manteiga de amendoim ou abacate, que fornecem gorduras saudáveis. Como alternativa, você pode misturá-lo em uma pequena quantidade de purê de maçã, banana amassada ou mel para criar uma pasta que pode ser consumida seguida de água. Se misturar com líquidos como suco ou água, é importante observar que o pó probiótico pode não se dissolver completamente e pode formar uma suspensão que precisa ser mexida imediatamente antes de beber. Após beber, enxágue o copo com um pouco mais de líquido para garantir que todo o pó que possa ter ficado aderido às laterais seja consumido. É importante misturar o pó com alimentos ou bebidas em temperatura ambiente ou frias, nunca com líquidos quentes como café, chá ou sopa, pois altas temperaturas podem inativar o probiótico. Temperaturas acima de aproximadamente 40-45°C podem começar a comprometer a viabilidade, e temperaturas acima de 50-60°C podem matar as bactérias rapidamente. Se estiver usando o probiótico para auxiliar na saúde bucal, permitindo que ele entre em contato com a mucosa oral, é apropriado abrir a cápsula e deixar o pó dissolver lentamente na boca por 1 a 2 minutos antes de engolir. A vantagem de abrir as cápsulas é que permite ajustes de dosagem mais precisos, por exemplo, consumindo apenas metade do conteúdo de uma cápsula durante a fase de adaptação. A desvantagem é que o pó exposto ao ar pode se degradar mais rapidamente devido à exposição ao oxigênio, umidade e luz; portanto, se você costuma abrir as cápsulas, faça-o imediatamente antes do consumo.
Qual a diferença entre tomar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 uma vez ao dia e dividir a dose?
A decisão entre tomar a dose diária completa de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 uma vez ao dia ou dividi-la em várias doses depende dos seus objetivos específicos, da dose diária total e de considerações práticas relacionadas à adesão ao tratamento e à conveniência. Para a dose padrão de uma cápsula (6 bilhões de UFC) uma vez ao dia, utilizada para a manutenção da saúde digestiva geral e modulação do microbioma, uma única dose geralmente é suficiente, prática e apropriada. No entanto, ao utilizar doses mais elevadas, de duas ou mais cápsulas por dia, para objetivos específicos, como modulação intensiva do microbioma após o uso de antibióticos, suporte imunológico robusto durante períodos de maior desafio ou fortalecimento intensivo da função de barreira, dividir a dose diária total em duas doses separadas, geralmente uma com o café da manhã e outra com o jantar, pode proporcionar diversos benefícios. A administração de doses divididas mantém níveis mais consistentes e sustentados do probiótico no intestino ao longo do ciclo de 24 horas. A administração duas vezes ao dia, com um intervalo de aproximadamente 10 a 12 horas, evita picos muito altos seguidos por quedas mais baixas, mantendo níveis mais estáveis que podem proporcionar uma produção mais sustentada de metabólitos como reuterina e ácido lático. A administração em doses divididas pode melhorar a tolerância gastrointestinal em comparação com a administração de uma única dose muito alta, visto que algumas pessoas que apresentam efeitos transitórios, como inchaço ou alterações nos movimentos intestinais, ao tomar doses únicas elevadas, consideram que dividir a mesma dose total em administrações menores, porém mais frequentes, é melhor tolerado. A principal desvantagem da administração em doses divididas é a inconveniência de lembrar de tomar várias doses ao longo do dia, o que pode reduzir a adesão ao tratamento, e a adesão consistente é mais importante do que o esquema posológico específico para a eficácia a longo prazo.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode causar efeitos colaterais gastrointestinais?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é geralmente muito bem tolerado pela maioria dos usuários, refletindo sua origem na microbiota humana e sua extensa caracterização de segurança em múltiplos estudos clínicos. No entanto, como ocorre com qualquer probiótico, algumas pessoas podem apresentar efeitos gastrointestinais transitórios durante os primeiros dias de uso, principalmente ao iniciar com doses mais altas sem um período de adaptação gradual. Os efeitos mais comumente relatados incluem leve inchaço ou distensão abdominal, aumento transitório na produção de gases, alterações na frequência ou consistência das evacuações, que podem incluir fezes temporariamente mais macias ou mais frequentes, ou sensação de aumento da atividade intestinal. Esses efeitos são tipicamente leves, ocorrem principalmente durante os primeiros 3 a 5 dias de uso e se resolvem espontaneamente à medida que o trato gastrointestinal e a microbiota residente se adaptam à presença do probiótico introduzido. Os mecanismos por trás desses efeitos transitórios podem incluir aumento da fermentação no cólon, à medida que o L. reuteri e outras bactérias cujo crescimento pode ser favorecido pela modulação da microbiota metabolizam os carboidratos disponíveis, produzindo gases; alterações na motilidade intestinal mediadas pela produção de histamina pelo L. reuteri; e ajustes na composição da microbiota intestinal. Para minimizar o risco e a intensidade desses efeitos transitórios, é importante seguir a fase de adaptação recomendada, começando com meia cápsula (3 bilhões de UFC) nos primeiros 5 dias antes de aumentar para a dose completa. Sempre tome o probiótico com alimentos que ofereçam uma barreira protetora. Manter-se adequadamente hidratado bebendo bastante água ao longo do dia facilita o trânsito intestinal e pode reduzir o inchaço. Se você apresentar efeitos gastrointestinais incômodos mesmo após seguir a fase de adaptação, considere reduzir temporariamente a dose para um quarto de cápsula por 5 a 7 dias antes de aumentá-la gradualmente.
Posso combinar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 com outros probióticos?
Sim, o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode ser combinado com outros probióticos contendo diferentes cepas ou espécies de bactérias benéficas, e essa combinação pode, de fato, proporcionar benefícios complementares, diversificando seus efeitos sobre o microbioma. Diferentes cepas e espécies probióticas possuem diferentes capacidades funcionais, diferentes nichos ecológicos no intestino e diferentes efeitos sobre o hospedeiro; portanto, a combinação de múltiplos probióticos pode proporcionar um espectro de benefícios mais amplo do que um único probiótico. O L. reuteri DSM 17938 possui capacidades únicas, particularmente sua produção de reuterina e histamina a partir da histidina, e sua combinação com outras espécies, como Bifidobacterium longum, Bifidobacterium bifidum, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus plantarum ou Saccharomyces boulardii, pode criar sinergia, na qual diferentes probióticos apoiam o estabelecimento uns dos outros e exercem efeitos complementares em diferentes aspectos da fisiologia intestinal. A L. reuteri produz principalmente ácido lático, que pode ser utilizado por espécies de Bifidobacterium e bactérias produtoras de butirato como substrato para a produção de ácidos graxos de cadeia curta, criando uma cascata metabólica benéfica. Diferentes probióticos podem aderir a diferentes regiões do trato gastrointestinal ou a diferentes componentes da mucosa, proporcionando uma cobertura mais abrangente. No entanto, ao combinar vários probióticos, é aconselhável introduzi-los um de cada vez, aguardando pelo menos 5 a 7 dias entre cada novo probiótico. Isso permite avaliar a tolerância individual a cada cepa e identificar quais probióticos são mais benéficos para as necessidades específicas de cada pessoa. Iniciar cada novo probiótico com uma dose baixa e aumentá-la gradualmente também é sensato. Monitorar como você se sente a cada adição permite otimizar seu regime probiótico individual.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 interfere com medicamentos?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, um probiótico que exerce seus efeitos principalmente por meio da colonização transitória do intestino e interações com a microbiota intestinal e o sistema imunológico, sem ser absorvido sistemicamente em quantidades significativas, apresenta baixo potencial para interações medicamentosas diretas em comparação com suplementos que são absorvidos e metabolizados sistemicamente. O contexto mais relevante é o uso de antibióticos. Antibióticos, particularmente os de amplo espectro, podem inativar ou matar o L. reuteri se ambos estiverem presentes simultaneamente no intestino em altas concentrações. No entanto, isso não significa que o probiótico não deva ser usado com antibióticos. A estratégia adequada é separar a administração do probiótico da administração do antibiótico por pelo menos 2 a 3 horas, permitindo que o antibiótico seja absorvido ou passe pela região onde o probiótico está estabelecido, minimizando a exposição direta simultânea. A continuidade do uso do probiótico durante todo o tratamento com antibióticos e sua extensão por várias semanas após o término do tratamento proporciona o maior benefício para a preservação e restauração da microbiota intestinal. Para imunossupressores usados após transplante de órgãos ou para certas condições, existe uma preocupação teórica de que os probióticos possam, em casos muito raros, causar complicações em indivíduos gravemente imunocomprometidos, embora isso seja extremamente raro com cepas probióticas bem caracterizadas, como a *L. reuteri* DSM 17938, que possui um longo histórico de uso seguro. Para medicamentos que afetam a motilidade intestinal, o probiótico pode ter efeitos aditivos sobre a motilidade, embora esses efeitos sejam tipicamente modestos. Em geral, as interações entre *L. reuteri* DSM 17938 e medicamentos são incomuns e normalmente não são clinicamente significativas.
Quanto tempo depois da interrupção do uso de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 seus efeitos desaparecem?
Ao interromper o uso de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, a velocidade com que seus efeitos diminuem depende de múltiplos fatores, incluindo o tempo de uso do probiótico, os efeitos específicos que você estava experimentando, o estado do seu microbioma intestinal basal e sua dieta e estilo de vida após a interrupção. Quando administrado por via oral, o L. reuteri DSM 17938 coloniza transitoriamente o intestino, onde pode aderir ao epitélio e residir na camada de muco, mas normalmente não estabelece uma colonização permanente como parte da microbiota residente. Estudos que acompanharam a presença de cepas probióticas específicas após a interrupção da suplementação descobriram que essas cepas geralmente diminuem em abundância e podem se tornar indetectáveis dentro de alguns dias a 2-3 semanas após a última administração. No entanto, isso não significa que todos os efeitos desaparecem tão rapidamente, pois o probiótico pode ter induzido alterações no microbioma residente, na função da barreira intestinal, no sistema imunológico intestinal e em outros aspectos da fisiologia intestinal que podem persistir por semanas ou meses. Em relação aos efeitos na composição da microbiota intestinal, algumas dessas alterações podem persistir por 2 a 4 semanas após a interrupção do uso, caso o probiótico tenha modulado o ecossistema microbiano de forma autossustentável. No entanto, sem a presença contínua do probiótico, a microbiota normalmente começa a retornar gradualmente à sua composição basal. Quanto aos efeitos na função da barreira intestinal, incluindo a expressão de proteínas de junção estreita, esses efeitos podem persistir por 1 a 3 semanas após a interrupção do uso. Em relação aos efeitos na função imunológica, alguns efeitos podem persistir por 2 a 4 semanas, mas eventualmente diminuem sem a estimulação contínua pelo probiótico. Para marcadores subjetivos, como conforto digestivo e regularidade do trânsito intestinal, a regressão dos benefícios normalmente ocorre gradualmente ao longo de 2 a 6 semanas após a interrupção do uso.
Posso usar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 se tiver sensibilidade a laticínios ou alergias alimentares?
Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é uma bactéria do ácido lático que foi historicamente isolada do leite materno humano, mas o produto probiótico em forma de suplemento normalmente não contém laticínios ou componentes lácteos significativos. O processo de fabricação do probiótico envolve o cultivo da cepa bacteriana em meios específicos, seguido da separação e purificação das células bacterianas por centrifugação e lavagem, e finalmente a liofilização em pó. Os meios de cultura podem ter contido componentes derivados do leite, mas o produto final purificado e liofilizado contém as células bacterianas com quantidades muito pequenas ou traços de resíduos do meio de cultura. Para indivíduos com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose, o L. reuteri DSM 17938 em forma de suplemento purificado é geralmente bem tolerado, pois não contém quantidades significativas de caseína, soro de leite ou lactose, que seriam os alérgenos ou compostos problemáticos. No entanto, é importante verificar as informações específicas do produto, incluindo a lista de ingredientes e quaisquer declarações sobre alérgenos, para confirmar se o produto que você está considerando não contém laticínios adicionados como excipiente. Para alergias alimentares a outros alimentos comuns, como soja, glúten, nozes, ovos ou peixe, o L. reuteri DSM 17938, como ingrediente ativo, não contém esses alérgenos. No entanto, é importante verificar os excipientes e os materiais de enchimento do produto específico. Muitos suplementos probióticos de alta qualidade são formulados para serem isentos de alérgenos comuns e são adequados para pessoas com múltiplas sensibilidades alimentares. Para pessoas com sensibilidade intestinal generalizada, iniciar com uma dose muito baixa, equivalente a um quarto de cápsula, e aumentá-la gradualmente ao longo de 2 a 3 semanas, monitorando cuidadosamente a tolerância, é uma estratégia prudente.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode afetar a cor ou o odor das fezes?
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 geralmente não causa alterações drásticas na cor das fezes para a maioria dos usuários. A cor das fezes é determinada principalmente pela presença de bilirrubina e seus metabólitos, pigmentos alimentares provenientes dos alimentos consumidos e pela composição da microbiota intestinal, que pode metabolizar os pigmentos biliares de diferentes maneiras. Ao contrário de alguns suplementos, como o ferro, que podem causar fezes escuras, a L. reuteri, por ser uma bactéria incolor, geralmente não altera a cor das fezes. Alguns usuários podem notar mudanças sutis na cor das fezes que podem refletir alterações na composição da microbiota induzidas pelo probiótico — por exemplo, pequenas variações de tonalidade, de marrom mais claro para mais escuro ou vice-versa —, mas essas mudanças são tipicamente sutis e não são motivo de preocupação se as fezes permanecerem dentro da faixa normal de cor marrom. Em relação ao odor, as fezes adquirem seu cheiro característico devido a múltiplos compostos voláteis produzidos durante a fermentação bacteriana no cólon. Quando o L. reuteri DSM 17938 modula o microbioma para um perfil mais equilibrado, com mais bactérias láticas benéficas e menos bactérias potencialmente problemáticas envolvidas na putrefação, algumas pessoas relatam que o odor das fezes se torna menos desagradável ou mais neutro após algumas semanas de uso do probiótico. Essa mudança pode refletir uma redução na produção de compostos putrefativos, particularmente compostos de enxofre. Outros usuários podem notar que suas fezes têm um odor ligeiramente mais ácido ou fermentado durante os primeiros dias de uso, refletindo o aumento da fermentação à medida que o L. reuteri e outras bactérias láticas metabolizam carboidratos, produzindo ácidos orgânicos, mas essa mudança é tipicamente temporária.
Como devo armazenar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 para manter sua viabilidade?
O armazenamento adequado de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é crucial para preservar a viabilidade das células bacterianas e garantir que o produto mantenha sua potência declarada durante todo o prazo de validade. Probióticos liofilizados, como o L. reuteri DSM 17938 em cápsulas de pó, são mais estáveis do que os probióticos líquidos, mas ainda são suscetíveis à degradação pelo calor, umidade, oxigênio e luz. A regra mais importante é armazenar o produto em local fresco e seco, à temperatura ambiente ou sob refrigeração, dependendo das recomendações específicas do fabricante na embalagem. Muitas cepas probióticas, incluindo o L. reuteri DSM 17938, podem ser armazenadas de forma estável à temperatura ambiente (aproximadamente 15-25 °C) se forem liofilizadas e embaladas corretamente, embora a refrigeração entre 2-8 °C possa prolongar o prazo de validade e seja recomendada, principalmente para armazenamento a longo prazo ou em climas quentes e úmidos. Evite armazenar em áreas expostas ao calor, incluindo perto de fogões, fornos, aquecedores ou em janelas com luz solar direta. Não guarde em um carro, onde as temperaturas podem variar drasticamente. Evite guardar no banheiro, onde o chuveiro cria um ambiente úmido. A umidade é particularmente problemática, pois pode fazer com que as cápsulas amoleçam, grudem umas nas outras ou se rompam, além de introduzir água que acelera a degradação do probiótico liofilizado. Mantenha o recipiente bem fechado com a tampa original após cada uso para minimizar a exposição ao oxigênio e à umidade do ar. Proteja da luz excessiva, guardando na embalagem original opaca ou em um armário escuro. Não congele o produto, pois o congelamento pode causar a formação de cristais de gelo, que podem danificar as células bacterianas. Verifique a data de validade na embalagem e use o produto antes dessa data.
Posso usar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 se estiver tomando anticoagulantes?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, um probiótico que exerce seus efeitos através da colonização intestinal e modulação do microbioma sem ser significativamente absorvido pela circulação sistêmica, apresenta baixo potencial de interação direta com anticoagulantes em nível farmacocinético. Diferentemente de suplementos como a vitamina K, que pode interferir diretamente com anticoagulantes do tipo varfarina, ou de suplementos com propriedades antiplaquetárias, como altas doses de ômega-3, o L. reuteri não possui mecanismos conhecidos pelos quais interaja diretamente com a coagulação sanguínea ou o metabolismo de anticoagulantes. No entanto, existem algumas considerações teóricas que merecem atenção. O microbioma intestinal pode influenciar a disponibilidade de vitamina K, particularmente a vitamina K2, sintetizada por bactérias intestinais. Quando o L. reuteri modula a composição do microbioma, teoricamente poderia afetar a quantidade de vitamina K2 produzida pelo microbioma, e alterações nos níveis de vitamina K poderiam afetar a resposta a anticoagulantes do tipo varfarina, que são antagonistas da vitamina K. No entanto, esses efeitos costumam ser modestos e graduais, e a maior parte da vitamina K relevante para a anticoagulação provém da dieta, e não da síntese microbiana. Para pessoas que tomam varfarina, o monitoramento regular do INR, que é o padrão de atendimento, permite a detecção de quaisquer alterações na resposta ao anticoagulante. Para os anticoagulantes mais recentes que não dependem do antagonismo da vitamina K, o potencial de interação com o probiótico é ainda menor. Iniciar o uso do probiótico gradualmente, com uma fase de adaptação e monitoramento de quaisquer alterações, proporciona maior segurança.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode causar dores de cabeça ou outros efeitos no sistema nervoso?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 geralmente não causa dores de cabeça ou outros efeitos adversos no sistema nervoso na maioria dos usuários. Os efeitos do probiótico são principalmente locais no trato gastrointestinal, onde modula o microbioma, fortalece a função de barreira e modula o sistema imunológico intestinal. No entanto, há considerações sobre como o probiótico pode influenciar indiretamente a função neurológica através do eixo intestino-cérebro. Para alguns indivíduos, particularmente durante os primeiros dias de uso, quando o microbioma está se adaptando mais ativamente, podem ocorrer dores de cabeça leves e transitórias. Os mecanismos potenciais podem incluir alterações na produção de metabólitos neuroativos pelo microbioma em transformação, liberação transitória de endotoxinas por bactérias cuja abundância está sendo reduzida ou ajustes na sinalização intestino-cérebro. Essas dores de cabeça são tipicamente leves, ocorrem durante os primeiros 3 a 5 dias e se resolvem espontaneamente à medida que o microbioma se estabiliza em seu novo equilíbrio. Manter-se adequadamente hidratado pode reduzir o risco de dores de cabeça relacionadas a quaisquer alterações metabólicas. Algumas pessoas relatam uma leve sensação de maior clareza mental ou um ligeiro aumento de energia cognitiva após algumas semanas de uso, o que pode refletir uma redução da inflamação sistêmica ou uma melhor absorção de nutrientes. Raramente, algumas pessoas podem sentir uma leve estimulação se tomarem o probiótico à noite, e mudar para o período da manhã pode resolver esse problema.
Qual é o melhor horário do dia para tomar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938?
O melhor horário para tomar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 depende dos seus objetivos específicos, da sua rotina alimentar, da praticidade para manter uma adesão consistente e da sua resposta individual ao probiótico. Para a maioria dos objetivos, incluindo suporte digestivo geral, modulação da microbiota intestinal e fortalecimento do sistema imunológico, não há evidências robustas de que um horário específico seja significativamente superior a outro em termos de eficácia biológica, sendo a consistência no uso diário mais importante do que o horário específico. Para doses únicas diárias, tomar o probiótico com o café da manhã é uma estratégia comum e eficaz. O café da manhã geralmente contém alimentos ricos em gorduras, como ovos, abacate, iogurte ou manteiga de amendoim, que otimizam a sobrevivência do probiótico. Tomar o probiótico pela manhã estabelece uma rotina consistente e fácil de lembrar, que se torna parte dos seus rituais matinais. A ingestão no início do dia permite que o probiótico esteja presente no intestino ao longo do dia, quando a atividade digestiva e a motilidade intestinal tendem a ser mais intensas. Como alternativa, tomar o probiótico com o jantar também é apropriado e pode ser mais conveniente para algumas pessoas. Tomar o medicamento à noite permite que o probiótico colonize o intestino durante a noite, quando a motilidade intestinal é mais lenta, aumentando potencialmente o tempo de contato com o epitélio intestinal para adesão. Para doses mais elevadas, com objetivos mais intensivos, o ideal é espaçar as doses em aproximadamente 10 a 12 horas, geralmente com o café da manhã e o jantar. Para um suporte específico à saúde bucal, tomar o medicamento à noite, após a higiene bucal noturna, pode ser particularmente apropriado.
Posso usar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 durante a gravidez ou amamentação?
O uso de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 durante a gravidez e a lactação é uma decisão que deve considerar cuidadosamente as evidências de segurança disponíveis, os benefícios potenciais e as circunstâncias individuais. L. reuteri DSM 17938 é uma cepa probiótica originalmente isolada do leite materno humano, refletindo seu habitat natural no trato gastrointestinal e em outras superfícies mucosas humanas, o que fornece um contexto tranquilizador quanto à sua compatibilidade com a fisiologia humana. Diversos estudos investigaram o uso de probióticos, incluindo L. reuteri, durante a gravidez e a lactação, particularmente no contexto do suporte à saúde digestiva e imunológica de mães e bebês. Esses estudos geralmente não relataram efeitos adversos significativos associados ao uso de L. reuteri durante esses períodos, sugerindo um perfil de segurança razoável. O uso de probióticos durante a gravidez pode ter benefícios potenciais, incluindo o suporte à saúde digestiva da mãe durante um período em que as alterações hormonais podem afetar a motilidade intestinal, a modulação do microbioma materno, que pode influenciar a colonização microbiana inicial do bebê, e o suporte à função imunológica materna. O uso durante a amamentação pode auxiliar na saúde gastrointestinal da mãe, e há evidências de que probióticos consumidos pela mãe podem ser transferidos para o leite materno em pequenas quantidades. No entanto, as pesquisas sobre a segurança e os efeitos do L. reuteri DSM 17938 especificamente durante a gravidez e a amamentação não são abrangentes, e há variações individuais na forma como as mulheres podem responder. Mulheres grávidas ou lactantes que estejam considerando o uso de L. reuteri DSM 17938 devem tomar essa decisão avaliando suas circunstâncias específicas, começando com doses baixas caso decidam usar o probiótico.
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode ajudar na recuperação após o exercício?
Embora a Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 seja usada principalmente para promover a saúde digestiva, modular o microbioma e melhorar a função imunológica, existem mecanismos pelos quais ela pode contribuir indiretamente para a recuperação pós-exercício e para o desempenho físico. O exercício, especialmente o intenso ou prolongado, gera estresse oxidativo nos músculos e causa inflamação muscular como parte do processo normal de dano e reparo após exercícios desafiadores. O microbioma intestinal tem sido investigado no contexto do desempenho e da recuperação atlética, com evidências emergentes de que sua composição pode influenciar o metabolismo energético, a produção de metabólitos, a modulação da inflamação sistêmica e a função imunológica. A L. reuteri DSM 17938 pode contribuir para a recuperação por meio de diversos mecanismos. Ao modular a composição do microbioma, favorecendo bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta, ela pode aumentar a produção de butirato, propionato e acetato, que podem servir como substratos energéticos e apresentar efeitos anti-inflamatórios. Ao fortalecer a função da barreira intestinal, o L. reuteri pode reduzir a translocação de endotoxinas do intestino para a corrente sanguínea, que pode aumentar durante exercícios intensos quando o fluxo sanguíneo é redirecionado do trato gastrointestinal para os músculos ativos. Essa translocação de endotoxinas pode contribuir para a inflamação sistêmica pós-exercício, e a prevenção por meio do fortalecimento da barreira intestinal pode reduzir essa inflamação. Ao modular o sistema imunológico para um perfil mais regulado, o L. reuteri pode facilitar a resolução adequada da inflamação muscular pós-exercício. Para indivíduos ativos ou atletas, o uso contínuo de L. reuteri durante períodos de treinamento intenso pode oferecer suporte à saúde gastrointestinal, à função imunológica e, indiretamente, à recuperação.
Como posso saber se o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 está funcionando para mim?
Determinar se o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 está funcionando para você pode ser um desafio, pois seus efeitos se desenvolvem gradualmente ao longo de semanas ou meses, são geralmente sutis em vez de drásticos e variam dependendo de seus objetivos específicos e estado de saúde inicial. Implementar estratégias sistemáticas para monitorar sua resposta pode trazer clareza. O primeiro passo é definir objetivos claros antes de começar a usar o probiótico, seja para melhorar a digestão, regularizar o intestino, reduzir o inchaço, fortalecer o sistema imunológico, recuperar a microbiota intestinal após o uso de antibióticos, fortalecer a barreira de proteção ou promover a saúde bucal. O segundo passo é estabelecer uma linha de base antes de começar a usar o probiótico, registrando marcadores relevantes por 1 a 2 semanas. Para objetivos digestivos, registre a frequência e a consistência das evacuações, o inchaço, o desconforto abdominal e a satisfação geral com a função digestiva em escalas simples. Para objetivos imunológicos, registre a frequência, a gravidade e a duração dos desafios imunológicos. Para objetivos de energia e bem-estar, registre diariamente o nível de energia, a clareza mental, a qualidade do sono e o humor geral. O terceiro passo é continuar registrando esses mesmos marcadores durante o uso do probiótico, por pelo menos 8 a 12 semanas. O quarto passo é revisar seus registros após 8 a 12 semanas, procurando tendências e mudanças em comparação com o seu nível basal. Mudanças graduais que ocorrem ao longo de semanas muitas vezes não são aparentes no dia a dia, mas tornam-se claras ao revisar os dados. O quinto passo, se viável, é obter avaliações mais objetivas, como análise de sequenciamento do microbioma antes e depois do uso, ou marcadores da função de barreira. O sexto passo é considerar fazer uma pausa de 3 a 4 semanas após vários meses de uso e observar se há regressão nos marcadores que haviam melhorado, o que fornece evidências claras de que o probiótico estava proporcionando benefícios.
Posso tomar Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 se tiver problemas de função hepática?
Se você tem preocupações com a função hepática ou sabe que ela está comprometida, o uso de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 é geralmente considerado de baixo risco, mas requer uma avaliação adequada do contexto específico. Probióticos como o L. reuteri exercem seus efeitos principalmente colonizando o trato gastrointestinal e por meio de interações locais com o microbioma, o epitélio intestinal e o sistema imunológico intestinal, sem serem absorvidos significativamente pela circulação sistêmica ou metabolizados pelo fígado. Isso significa que o probiótico não impõe uma sobrecarga metabólica direta ao fígado. Pesquisas recentes têm investigado o eixo intestino-fígado e como o microbioma intestinal pode influenciar a saúde hepática. O fígado recebe sangue venoso do intestino pela veia porta, e esse sangue contém nutrientes absorvidos, metabólitos microbianos e, potencialmente, componentes bacterianos, caso a função da barreira intestinal esteja comprometida. Um microbioma intestinal desequilibrado e uma função de barreira comprometida podem contribuir para a translocação de endotoxinas bacterianas, que podem ativar células imunes hepáticas. Ao modular o microbioma para um perfil mais saudável e fortalecer a função da barreira intestinal, o *L. reuteri* DSM 17938 poderia, teoricamente, ter efeitos benéficos na saúde do fígado, reduzindo a translocação de endotoxinas. Para indivíduos com função hepática normal ou insuficiência hepática leve, o *L. reuteri* pode ser usado de acordo com as recomendações padrão. Para indivíduos com insuficiência hepática moderada a grave, iniciar com doses mais baixas e aumentá-las gradualmente, monitorando a tolerância, pode ser prudente.
A bactéria Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode causar alterações no apetite ou no peso?
O Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 geralmente não causa alterações drásticas no apetite ou no peso da maioria dos usuários a curto prazo, mas existem mecanismos pelos quais a modulação da microbiota intestinal por esse probiótico pode ter efeitos sutis na regulação do apetite, no metabolismo energético e, potencialmente, no peso corporal com o uso prolongado. A microbiota intestinal pode influenciar o metabolismo energético e o peso corporal por meio de múltiplos mecanismos, incluindo efeitos na eficiência da extração de energia dos alimentos, na produção de metabólitos como ácidos graxos de cadeia curta, na modulação da sinalização hormonal (incluindo hormônios intestinais que regulam o apetite), nos efeitos sobre a inflamação sistêmica de baixo grau e, potencialmente, nos efeitos sobre a sinalização intestino-cérebro que influencia o comportamento alimentar. O L. reuteri DSM 17938 pode influenciar esses processos modulando a microbiota. Ao promover um perfil microbiano mais equilibrado com mais bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta, ele pode aumentar a produção desses metabólitos, que têm efeitos sobre o metabolismo da glicose e dos lipídios. Ao modular a inflamação intestinal e sistêmica, ele pode melhorar a sensibilidade à insulina e o metabolismo energético. No entanto, esses efeitos são tipicamente modestos e se desenvolvem gradualmente ao longo de meses. Para a maioria dos usuários que tomam L. reuteri para fins de saúde digestiva ou imunológica, não haverá mudanças perceptíveis no apetite ou no peso. Alguns usuários podem notar mudanças muito sutis, como uma leve melhora na sensação de saciedade após as refeições ou maior estabilidade energética entre as refeições. Para indivíduos especificamente interessados em suporte metabólico, L. reuteri pode ser um componente de uma abordagem mais abrangente que inclui uma dieta adequada, exercícios regulares, controle do estresse e sono suficiente.
Preciso fazer ciclos com Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 ou posso tomá-lo continuamente?
Ao contrário de alguns suplementos em que a alternância é necessária para prevenir tolerância ou dependência, o Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 pode ser usado continuamente por períodos prolongados sem a necessidade de alternância obrigatória por motivos de segurança ou para evitar o desenvolvimento de tolerância. Os probióticos não causam dependência física, não resultam em tolerância a ponto de ser necessário aumentar as doses para obter os mesmos efeitos e não apresentam toxicidade cumulativa nas doses de suplementação recomendadas. O L. reuteri DSM 17938 tem sido usado continuamente por 6 a 12 meses em múltiplos estudos clínicos sem relatos de problemas de segurança ou diminuição da eficácia. Para objetivos de manutenção a longo prazo, como suporte digestivo geral, modulação do microbioma e suporte imunológico, o uso contínuo sem interrupções obrigatórias é geralmente apropriado e provavelmente mais eficaz do que o uso intermitente. No entanto, a implementação de pausas periódicas opcionais pode ser útil para fins de avaliação, e não por necessidade fisiológica. Após 6 a 12 meses de uso contínuo, uma pausa de 3 a 4 semanas permite avaliar quais benefícios experimentados foram devidos à presença contínua do probiótico e quais mudanças podem ter sido mais duradouras. Se, durante a pausa, você notar uma regressão nos marcadores que haviam melhorado com a quercetina, isso fornece evidências claras de que o uso contínuo é benéfico e você pode recomeçar. Se não houver alterações durante a pausa, isso pode sugerir que os benefícios foram sutis ou que é necessário mais tempo para avaliação. A consistência no uso é geralmente mais importante do que a alternância para objetivos de manutenção da saúde a longo prazo.
Recomendações
- Este probiótico deve ser ingerido com alimentos que contenham gorduras para otimizar a sobrevivência das células bacterianas durante o trânsito gastrointestinal e facilitar seu estabelecimento no intestino. Embora a cepa DSM 17938 possua resistência inerente ao ácido gástrico e aos sais biliares, a administração com alimentos proporciona proteção adicional por meio do efeito tamponante dos alimentos e da estimulação das secreções digestivas, criando um ambiente mais favorável.
- Começar com a fase de adaptação recomendada de meia cápsula nos primeiros cinco dias permite que o trato gastrointestinal e a microbiota residente se adaptem gradualmente à introdução deste probiótico específico, minimizando o risco de efeitos transitórios, como inchaço ou alterações nos padrões de trânsito intestinal, que algumas pessoas podem experimentar durante a adaptação inicial.
- Manter-se adequadamente hidratado, bebendo pelo menos dois litros de água por dia, contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo, facilita a evacuação e pode ajudar a minimizar o inchaço que pode ocorrer ocasionalmente durante as primeiras semanas de uso, enquanto o microbioma se reequilibra.
- Armazene o produto em local fresco e seco, à temperatura ambiente entre 15 e 25 °C, ou refrigerado entre 2 e 8 °C, se indicado no rótulo, protegido do calor, umidade, luz solar direta e fontes de calor como fogões ou fornos. Mantenha o recipiente bem fechado após cada uso para proteger o probiótico da exposição ao oxigênio e à umidade atmosféricos, que podem comprometer a viabilidade das células bacterianas.
- Utilize o produto de forma consistente por pelo menos oito a doze semanas antes de avaliar sua eficácia completa, visto que a modulação da composição da microbiota intestinal, os efeitos na função da barreira intestinal e a modulação do sistema imunológico intestinal são processos graduais que requerem tempo para se desenvolverem completamente.
- Acompanhar indicadores relevantes para seus objetivos específicos, sejam eles subjetivos como conforto digestivo, regularidade do trânsito intestinal, inchaço ou energia geral, pode ajudar a identificar benefícios que se desenvolvem gradualmente ao longo de semanas e que podem não ser evidentes no dia a dia, mas se tornam claros ao analisar as tendências em períodos mais longos.
- Se este probiótico for combinado com outros suplementos que modulam o microbioma ou a função digestiva, a introdução de um suplemento de cada vez, com intervalos de pelo menos cinco a sete dias, permite avaliar a tolerância individual a cada componente e facilita a identificação da combinação ideal para as necessidades de cada pessoa.
- Consumir uma dieta rica em fibras prebióticas provenientes de fontes como frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas fornece substratos fermentáveis que os probióticos e outras bactérias benéficas podem metabolizar, favorecendo seu estabelecimento e funcionamento no ecossistema intestinal.
Avisos
- Este produto não se destina a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição de saúde. É um suplemento alimentar desenvolvido para fornecer Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 como parte de um regime de suporte à saúde digestiva e da microbiota intestinal, devendo ser utilizado como complemento a uma dieta equilibrada e a um estilo de vida saudável.
- Não exceda a dose recomendada de uma a duas cápsulas por dia, dependendo do protocolo específico que estiver sendo seguido. Embora os probióticos sejam geralmente bem tolerados, o uso de doses excessivamente altas não foi adequadamente estudado e não proporciona benefícios adicionais em comparação com as doses recomendadas.
- Interrompa o uso se você apresentar efeitos adversos graves ou persistentes que não melhoram após a fase inicial de adaptação, incluindo desconforto gastrointestinal grave que não se resolve com a ingestão de alimentos, alterações drásticas nos padrões de trânsito intestinal que sejam problemáticas ou quaisquer sinais de reação de hipersensibilidade.
- Pessoas com sensibilidade conhecida a múltiplos compostos probióticos ou com histórico de reações adversas a suplementos de bactérias do ácido lático devem usar com cautela, começando com doses muito baixas, equivalentes a um quarto de cápsula, e monitorando cuidadosamente a tolerância durante os primeiros dias de uso antes de aumentar gradualmente a dose.
- Este probiótico pode modular a composição e a função da microbiota intestinal, o que pode afetar a biodisponibilidade de certos nutrientes sintetizados pelas bactérias intestinais, incluindo a vitamina K2. Pessoas que tomam medicamentos cuja eficácia depende de níveis estáveis de vitamina K devem estar cientes dessa possibilidade teórica.
- O uso concomitante com antibióticos exige um intervalo de pelo menos duas a três horas entre a administração do probiótico para minimizar a inativação direta do probiótico pelo antibiótico. A continuidade do uso do probiótico durante todo o tratamento com antibióticos e por várias semanas após o término do mesmo auxilia na preservação e restauração da microbiota intestinal.
- Pessoas que serão submetidas a procedimentos cirúrgicos e que estejam tomando este probiótico podem continuar seu uso rotineiro, embora, no contexto de cirurgias gastrointestinais de grande porte, nas quais a barreira intestinal será significativamente comprometida, possa ser apropriado interromper temporariamente o uso e reiniciá-lo após a recuperação inicial.
- Este produto pode influenciar a composição do microbioma de maneiras que podem afetar os resultados da análise do microbioma obtidos por meio do sequenciamento metagenômico. Se a análise do microbioma estiver sendo realizada para avaliação da saúde, o relato do uso de probióticos permite a interpretação adequada dos resultados dentro do contexto.
- O uso durante a gravidez e a amamentação deve levar em consideração que, embora o L. reuteri DSM 17938 tenha sido originalmente isolado do leite materno humano e apresente um perfil de segurança geralmente favorável com base nos estudos disponíveis, as evidências específicas para esses períodos não são abrangentes. Mulheres grávidas ou em período de amamentação podem usar este probiótico, avaliando suas circunstâncias individuais e iniciando com doses baixas, caso decidam prosseguir com o tratamento.
- Pessoas com comprometimento significativo do sistema imunológico devido a condições específicas ou ao uso de medicamentos imunossupressores potentes devem estar cientes de que existe uma preocupação teórica, embora muito rara, de translocação bacteriana em contextos de imunodeficiência grave, embora isso seja extremamente raro com cepas probióticas bem caracterizadas, como a L. reuteri DSM 17938.
- Pessoas com função hepática gravemente comprometida devem usar o produto com cautela, começando com doses baixas e monitorando a tolerância, embora o probiótico não seja metabolizado pelo fígado e possa até mesmo contribuir indiretamente para a saúde hepática, reduzindo a translocação de endotoxinas do intestino.
- Não utilize se o lacre de segurança da embalagem estiver rompido ou ausente. Verifique a integridade do produto no momento da compra e não utilize se a embalagem apresentar sinais de danos, se as cápsulas estiverem significativamente descoloridas, pegajosas, úmidas ou quebradas, ou se o pó tiver um odor rançoso ou desagradável que indique deterioração.
- Respeite o prazo de validade impresso na embalagem. Não utilize o produto após essa data, pois a viabilidade das células bacterianas diminui gradualmente com o tempo e não pode ser garantida após o prazo de validade, mesmo que o produto tenha sido armazenado corretamente.
- Mantenha fora do alcance de crianças para evitar a ingestão acidental de doses sem supervisão. O recipiente deve ser armazenado em local seguro e bem fechado após cada uso para preservar a qualidade e a viabilidade do probiótico.
- Caso ocorram alterações incomuns ou preocupantes na função digestiva, nos padrões de trânsito intestinal ou no bem-estar geral que não possam ser explicadas por outros fatores, a suspensão temporária do uso do probiótico permite determinar se as alterações estão relacionadas ao probiótico ou se têm outras causas que podem exigir avaliação.
- Os efeitos percebidos podem variar de pessoa para pessoa; este produto complementa a dieta dentro de um estilo de vida equilibrado.
- Evite o uso concomitante com antibióticos de amplo espectro sem o devido intervalo de tempo, pois os antibióticos podem inativar ou reduzir significativamente a viabilidade de Limosilactobacillus reuteri DSM 17938 se ambos estiverem presentes simultaneamente no trato gastrointestinal em altas concentrações. Quando o uso durante o tratamento com antibióticos for necessário para a preservação da microbiota intestinal, o intervalo de pelo menos duas a três horas entre a administração do probiótico e a do antibiótico minimiza a exposição direta e permite que uma parte do probiótico sobreviva e exerça efeitos benéficos.
- O uso é desaconselhado em pessoas com imunodeficiência grave, incluindo aquelas com comprometimento significativo da função imunológica devido a condições específicas do sistema imunológico ou devido a terapia imunossupressora potente, como a utilizada após transplante de órgãos sólidos, pois existe a preocupação teórica de que as bactérias probióticas, embora geralmente seguras em pessoas imunocompetentes, possam, em casos muito raros, causar translocação bacteriana ou bacteremia oportunista em contextos de imunodeficiência profunda, onde as defesas do hospedeiro estão gravemente comprometidas.
- Evite o uso em pessoas com cateteres venosos centrais permanentes ou dispositivos médicos implantados, incluindo próteses de válvulas cardíacas, particularmente em contextos onde a função da barreira intestinal possa estar significativamente comprometida, devido à preocupação teórica de que bactérias do trato gastrointestinal possam, em circunstâncias muito raras, translocar e colonizar dispositivos protéticos em pessoas com múltiplos fatores de risco para bacteremia.
- O uso não é recomendado em pessoas com síndrome do intestino curto grave ou comprometimento significativo da integridade da barreira intestinal devido a condições que afetam extensivamente a mucosa intestinal, uma vez que, nesses contextos, a capacidade de conter bactérias no lúmen intestinal pode estar reduzida, aumentando teoricamente o risco de translocação bacteriana, embora eventos adversos com L. reuteri DSM 17938 nesses contextos sejam extremamente raros.
- Evite o uso durante episódios agudos de comprometimento gastrointestinal grave caracterizados por vômitos intensos, diarreia profusa com desidratação significativa ou dor abdominal intensa de causa indeterminada, até que a condição aguda esteja estabilizada e se confirme que o uso do probiótico é apropriado para o contexto específico.
Let customers speak for us
from 109 reviewsEmpecé mi compra de estos productos con el Butirato de Sodio, y sus productos son de alta calidad, me han sentado super bien. Yo tengo síndrome de intestino irritable con predominancia en diarrea y me ha ayudado mucho a .la síntomas. Ahora he sumado este probiótico y me está yendo muy bien.
Luego se 21 días sin ver a mi esposo por temas de viaje lo encontré más recuperado y con un peso saludable y lleno de vida pese a su condición de Parkinson!
Empezó a tomar el azul de metileno y
ha mejorado SIGNIFICATIVAMENTE
Ya no hay tantos temblores tiene más equilibrio, buen tono de piel y su energía y estado de ánimo son los óptimos.
Gracias por tan buen producto!
Empezé con la dosis muy baja de 0.5mg por semana y tuve un poco de nauseas por un par de días. A pesar de la dosis tan baja, ya percibo algun efecto. Me ha bajado el hambre particularmente los antojos por chatarra. Pienso seguir con el protocolo incrementando la dosis cada 4 semanas.
Debido a que tengo algunos traumas con el sexo, me cohibia con mi pareja y no lograba disfrutar plenamente, me frustraba mucho...Probé con este producto por curiosidad, pero es increíble!! Realmente me libero mucho y fue la primera toma, me encantó, cumplió con la descripción 🌟🌟🌟
Super efectivo el producto, se nota la buena calidad. Lo use para tratar virus y el efecto fue casi inmediato. 100%Recomendable.
Desde hace algunos años atrás empecé a perder cabello, inicié una serie de tratamientos tanto tópicos como sistémicos, pero no me hicieron efecto, pero, desde que tomé el tripéptido de cobre noté una diferencia, llamémosla, milagrosa, ya no pierdo cabello y siento que las raíces están fuertes. Definitivamente recomiendo este producto.
Muy buena calidad y no da dolor de cabeza si tomas dosis altas (2.4g) como los de la farmacia, muy bueno! recomendado
Un producto maravilloso, mis padres y yo lo tomamos. Super recomendado!
Muy buen producto, efectivo. Los productos tienen muy buenas sinergias. Recomendable. Buena atención.
Este producto me ha sorprendido, yo tengo problemas para conciliar el sueño, debido a malos hábitos, al consumir 1 capsula note los efectos en menos de 1hora, claro eso depende mucho de cada organismo, no es necesario consumirlo todos los días en mi caso porque basta una capsula para regular el sueño, dije que tengo problemas para conciliar porque me falta eliminar esos habitos como utilizar el celular antes de dormir, pero el producto ayuda bastante para conciliar el sueño 5/5, lo recomiendo.
Con respecto a la atención que brinda la página es 5 de 5, estoy satisfecho porque vino en buenas condiciones y añadió un regalo, sobre la eficacia del producto aún no puedo decir algo en específico porque todavía no lo consumo.
Compre el Retrauide para reducir mi grasa corporal para rendimiento deportivo, realmente funciona, y mas que ayudarme a bajar de peso, me gusto que mejoro mi relacion con la comida, no solo fue una reduccion en el apetito, sino que directamente la comida "chatarra" no me llama la atencion como la hacia antes. Feliz con la compra.
Pedí enzimas digestivas y melón amargo, el proceso de envío fué seguro y profesional. El producto estaba muy bien protegido y lo recogí sin inconvenientes.
⚖️ AVISO LEGAL
As informações apresentadas nesta página têm fins educativos, informativos e de orientação geral apenas em relação à nutrição, bem-estar e biootimização.
Os produtos mencionados não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença e não devem ser considerados como substitutos da avaliação ou aconselhamento médico profissional de um profissional de saúde qualificado.
Os protocolos, combinações e recomendações descritos baseiam-se em pesquisas científicas publicadas, literatura nutricional internacional e nas experiências de usuários e profissionais de bem-estar, mas não constituem aconselhamento médico. Cada organismo é diferente, portanto, a resposta aos suplementos pode variar dependendo de fatores individuais como idade, estilo de vida, dieta, metabolismo e estado fisiológico geral.
A Nootropics Peru atua exclusivamente como fornecedora de suplementos nutricionais e compostos de pesquisa que estão disponíveis livremente no país e atendem aos padrões internacionais de pureza e qualidade. Esses produtos são comercializados para uso complementar dentro de um estilo de vida saudável, sendo a responsabilidade pelo consumo.
Antes de iniciar qualquer protocolo ou incorporar novos suplementos, recomenda-se consultar um profissional de saúde ou nutrição para determinar a adequação e a dosagem em cada caso.
O uso das informações contidas neste site é de inteira responsabilidade do usuário.
Em conformidade com as normas vigentes do Ministério da Saúde e da DIGESA, todos os produtos são oferecidos como suplementos alimentares ou compostos nutricionais de venda livre, sem quaisquer propriedades farmacológicas ou medicinais. As descrições fornecidas referem-se à sua composição, origem e possíveis funções fisiológicas, sem atribuir-lhes quaisquer propriedades terapêuticas, preventivas ou curativas.